FÓRMULA 1. GRANDE PRÊMIO DA GRÃ-BRETANHA. CHARLES LECLERC. FERRARI. VITÓRIA.

Enfim, a vitória de Leclerc

Emoção até as últimas voltas.

Grande Prêmio da Grã-Bretanha: Leclerc desencanta e volta a vencer, e Bortoleto pontua em oitavo colocado.

Prova terminou sob o safety car após batida de Verstappen nas últimas voltas. 

Russell e Hamilton completaram pódio.

O Grande Prêmio da Grã-Bretanha terminou neste domingo com vitória da Ferrari mas não a do piloto da casa, Lewis Hamilton: Charles Leclerc findou um incômodo jejum de quase 2 anos sem vencer na Fórmula 1. 

O piloto de Mônaco chegou à frente de George Russell, em um pódio definido graças à polêmica decisão dos comissário de encerrar a prova sob safety car. 

Gabriel Bortoleto voltou a pontuar, em oitavo lugar.

Bortoleto também voltou ao top 10 da Fórmula 1 após 4 meses. 

O brasileiro andou bem na décima colocação e, no fim da prova, se beneficiou dos problemas de Antonelli e a batida de Max Verstappen, que originou o safety car que encerrou a prova sob bandeira amarela. 

O piloto da Audi não pontuava desde o nono lugar no Grande Prêmio da Austrália, que abriu a temporada.

O último triunfo de Leclerc na Fórmula 1 havia sido no Grande Prêmio dos Estados Unidos de 2024, há 1 ano e 8 meses. 

O piloto de Mônaco chegou a nove vitórias na carreira e, de quebra, trouxe a vitória de número 250 da Ferrari. 

O resultado de hoje marca, ainda, a segunda conquista da escuderia em 2026, já que Hamilton subiu ao topo do pódio em Barcelona há duas semanas.

Com isso, o time segue como o único a desafiar a líder Mercedes: a diferença entre elas no campeonato de construtores agora é de 78 pontos. 

No Mundial de pilotos, Antonelli segue na ponta apesar de não pontuar com os problemas deste domingo (5).

Porém, vê Russell só 25 pontos atrás. 

Hamilton, que quase recuperou a vice-liderança neste domingo (5), é terceiro colocado com 147 pontos.

O heptacampeão é recordista absoluto de pódios na Inglaterra, agora com 15 aparições. 

Porém, foi prejudicado pela decisão da direção de prova de não remover, na última volta, o safety car acionado pela batida de Verstappen na 48ª volta.

Hamilton perdeu o segundo lugar porque Russell, até então atrás do veterano da Ferrari, foi o único piloto que não visitou os boxes sob bandeira amarela. 

Como o carro de segurança não deixou a pista, ele não pôde atacar o rival. 

Para piorar, Lewis ainda está sob investigação por suposta infração à bandeira amarela.

Resultado:

Charles Leclerc (Ferrari)

George Russell (Mercedes) +0s427

Lewis Hamilton (Ferrari) +0s772

Lando Norris (McLaren) +1s149

Isack Hadjar (Red Bull) +1s598

Liam Lawson (Racing Bulls) +2s023

Arvid Lindblad (Racing Bulls) +2s214

Gabriel Bortoleto (Audi) +2s413

Franco Colapinto (Alpine) +3s229

Pierre Gasly (Alpine) +3s445

Oscar Piastri (McLaren) +4s014

Carlos Sainz (Williams) +4s391

Oliver Bearman (Haas) +5s245

Esteban Ocon (Haas) +5s512

Sergio Pérez (Cadillac) +7s403

Kimi Antonelli (Mercedes) +8s005

Valtteri Bottas (Cadillac) +8s162

Fernando Alonso (Aston Martin) +1 volta

Lance Stroll (Aston Martin) +1 volta

Abandonaram: Max Verstappen (Red Bull), Alexander Albon (Williams) e Nico Hulkenberg (Audi)

A Fórmula 1 retorna daqui a 2 semanas com o Grande Prêmio da Bélgica, válido como a décima etapa da temporada 2026 da categoria. 

Momentos-chave:

A largada: Fernando Alonso retornou ao pit lane após ficar parado no meio da volta de apresentação, que seguiu sem problemas. 

Leclerc tomou a dianteira da corrida com tranquilidade, e assim como o colega Hamilton, conseguiu passar o pole Antonelli após partir da terceira colocação.

Norris foi ultrapassado por Verstappen e caiu de sexto para sétimo lugar. 

Apesar do avanço, o holandês seguiu atrás de Isack Hadjar, seu colega de equipe na Red Bull. 

No fundo do grid, Alexander Albon teve um contato com Oliver Bearman e recebeu, posteriormente, 10 segundos de punição pelo ocorrido. 

Na segunda volta, Oscar Piastri foi chamado aos boxes com problemas na asa dianteira.

Bortoleto de volta ao top 10: O brasileiro largou em décimo primerio colocado e perdeu 2 posições na largada, mas ultrapassou Pierre Gasly, Esteban Ocon e Carlos Sainz para se recuperar e entrar na zona de pontuação. 

O piloto da Audi, então, conseguiu se manter na posição mesmo após seu pit stop no vigésimo oitavo giro.

O ritmo de Bortoleto, no entanto, foi freado pelas Racing Bulls: à frente dele, o calouro Arvid Lindblad não conseguia passar o colega, Liam Lawson, que por sua vez, sofria com uma grande desvantagem em relação ao sétimo lugar. 

O trio só conseguiu avançar graças aos problemas mecânicos de Antonelli, que despencou da vice-liderança, e a batida de Verstappen.

Leclerc constrói vantagem, e Antonelli avança: Hamilton seguia a 0s8 atrás de Leclerc. 

Na quinta volta, o monegasco abriu distância e já estava 2s2 na frente. 

Antonelli, por sua vez, aparecia a menos de um segundo de Hamilton, que, para piorar, foi punido com 5 segundos por queimar a largada. Kimi, enfim, chegou no heptacampeão na décima primeira volta.

O italiano fez a ultrapassagem sem grande oposição na curva Copse. 

Enquanto isso, Leclerc seguiu na ponta, gerenciando uma vantagem de cerca de 4s5 sobre o rival da Mercedes nas voltas seguintes. 

Antonelli conseguiu reduzir sua diferença, mas um safety car virtual, acionado na volta 22 para um fiscal remover uma sombrinha que caiu na pista, ajudou o monegasco a se distanciar.

Leclerc fez sua primeira troca de pneus na vigésima sexta volta, indo dos médios aos duros e cedendo a liderança para Antonelli. Pelo rádio, Kimi brigou com seu engenheiro, Peter Bonnington, pedindo que não deixassem ninguém mais parar na frente dele (undercut).

Hamilton ou Verstappen?

Enquanto isso, quem surgia na briga pelo pódio era Verstappen. 

Passou Russell na volta 17 pelo quarto lugar e entrou nos boxes; beneficiado pelas paradas de Hamilton e Russell no vigésimo quarto giro, subiu para a quarta colocação e, 5 giros depois, ascendeu ao terceiro lugar graças ao pit stop de Lando Norris.

Mas, o tetracampeão não estava sozinho.

Hamilton, que fez sua primeira parada na volta 24 para trocar os pneus sob muitos protestos, cumpriu sua punição por queimar largada e retornou na sexta colocação.

Consegui subir para o quarto lugar com os pit stops de Norris e, no trigésimo quinto giro, de Russell, mas não sem antes protagonizar sucessivas ultrapassagens com o compatriota inglês da Mercedes nas voltas anteriores.

Russell, por sinal, foi forçado a ir aos boxes graças a um furo em seu pneu traseiro direito. 

Enquanto isso, Hamilton teve caminho aberto para enfim ultrapassar Verstappen pela vice-liderança, depois de uma tensa disputa entre os velhos rivais na Fórmula 1. 

Com isso, a prova seguiu com as Ferraris na dianteira.

Na volta 36, Antonelli parou pela primeira vez e devolveu a liderança para Leclerc após dez voltas. 

Conseguiu se aproximar do piloto da Ferrari mas, de repente, começou a desacelerar: no quadragésimo segundo giro, o jovem foi aos boxes para trocar o bico do carro, foi ultrapassado por Isack Hadjar e retornou à garagem, de novo, para remover uma aleta presa em sua roda dianteira esquerda.

Ainda assim, os problemas continuaram; Kimi bateu boca com a Mercedes pelo rádio e insistiu em seguir na pista para garantir ao menos 1 ponto. 

A decisão se mostrou acertada até então, e ele conseguiu subir para o nono lugar graças à inesperada batida de Verstappen na quadragésima oitava volta. 

Mas, seu esforço acabou anulado: ele foi punido com 5 segundos por exceder limites de pista e caiu para o décimo sexto.

Fim de prova polêmico: Com a entrada do carro de segurança na pista, quase todos os pilotos pararam – com exceção de Russell, que assim, subiu para segundo lugar e ganhou a posição de Hamilton. 

Na volta 51 de 52, a direção de prova tentou organizar o grid ao pedir que os pilotos retardatários (com uma volta de atraso em relação ao líder) se realinhassem: Piastri, Sainz, Bearman, Ocon, Pérez, Bottas, Stroll e Alonso.

Stroll e Alonso não conseguiram se realinhar; na mesma volta, a direção de prova sinalizou que o safety car seria removido em breve. 

No entanto, o artigo B5.13.5(b) do regulamento esportivo da Fórmula 1 determina que o safety car deve deixar a pista só “ao fim da volta seguinte”, ao realinhamento dos retardatários. 

Neste caso, a volta seguinte seria a última da corrida, sem relargada sob bandeira verde.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro