De virada, Cruzeiro vence Minas no tie-break, conquista o décimo quarto mineiro seguido e chega a 50 títulos.
Time celeste começa perdendo para o rival da capital, mas consegue a virada e vence por 3 sets a 2 na Arena Hall, em Belo Horizonte.
Araguari fica com o bronze.
O Minas foi valente. Fez uma grande partida, ganhou o primeiro set, levou o jogo para o tie-break.
Do outro lado, porém, estava o multicampeão Cruzeiro que leva mais um troféu para a coleção.
De virada e no tie-break, o time celeste bateu o Minas na noite deste sábado (21), na Arena Hall, em Belo Horizonte, e conquistou o décimo quinto título do Campeonato Mineiro, 14 deles de forma consecutiva.
A marca é histórica não só pela sequência impressionante no Estado.
O título mineiro vai para a galeria que tem títulos de Superliga, da Copa Brasil, da Supercopa, do Sul-Americano e do Mundial.
Ao todo, são 50 títulos levantados pela Raposa desde 2010.
A taça conquistada confirma a campanha do Cruzeiro, que foi o melhor time do estadual.
O clube celeste liderou a primeira fase de ponta e terminou o Campeonato Mineiro invicto: 12 vitórias em 12 partidas.
Para o Minas, fica o alento de ainda ser o maior campeão do torneio com 30 títulos.
No entanto, amarga o jejum de não conquistar a taça que não vem desde 2007.
Os dois primeiros sets foram marcados pelo equilíbrio.
No primeiro, as equipes trocaram pontos até a reta final.
A partir do vigésimo ponto, o bloqueio do Minas encaixou e o Cruzeiro errou mais.
Com isso, a equipe mesatenista fechou o set em 25 a 21.
A história se repetiu no segundo set, mas o desfecho final foi a favor do Cruzeiro.
Um lance polêmico marcou a segunda parcial.
O jogo estava 24 a 23 para o time azul celeste quando Lopez atacou uma bola na diagonal na saída de rede para fechar o set.
A comissão técnica do Minas pediu desafio no lance, alegando que o ponteiro tocou na rede antes da bola encostar no chão.
No entanto, o responsável pelo desafio julgou o lance como “impossível de revisão” por não haver uma imagem ideal para análise.
No terceiro set, o Cruzeiro ativou o modo atropelamento e o Minas sentiu.
Com López soltando o braço, teve saque a 124 km/h (!), e a torcida indo junto, o time celeste abriu larga vantagem.
O Minas esboçou uma reação e, na passagem de Murilo no saque, encostou no placar.
Mas no ataque de López na diagonal fechou em 25 a 21.
Com muitos erros dos dois lados, o quarto set começou equilibrado também no placar.
O Minas melhorou o bloqueio e parou todo mundo: Walace, Lucão, López.
Quando passa, era ataque para fora do Cruzeiro e o Minas abriu seis pontos de vantagem: 17 a 11.
A equipe minastenista soube administrar a vantagem e fechou o set em 25 a 18.
Na hora da decisão, o Cruzeiro abriu dois pontos em bloqueio de Wallace.
O time celeste teve chance de ampliar a vantagem no início do set, mas perdeu um contra-ataque e o Minas não deixou o Cruzeiro deslanchar.
O jogo se manteve empatado até o sétimo ponto, quando o Cruzeiro abriu quatro pontos: 11 a 7 na passagem de López no saque.
O Minas não desistiu e diminuiu a vantagem para dois pontos, evitou dois match points, mas não teve jeito.
No erro de saque de Marcus, o Cruzeiro fechou em 15 a 12 e conquistou o título mineiro.
Araguari com o bronze: O Araguari ficou com o terceiro lugar do Campeonato Mineiro.
O time do Triângulo Mineiro venceu o JF Vôlei por 3 sets a 0, parciais de 25/19, 25/17 e 25/12.
Foi o terceiro encontro entre as duas equipes no Estadual com três vitórias do Araguari.
O Araguari foca agora na estreia da Superliga Masculina.
O time do Triângulo Mineiro no dia 13 de novembro, em casa, contra o Minas.
A partida está marcada para as 18h30 (horário de Brasília) e terá transmissão do sportv.
O JF Vôlei vai disputar a Superliga C e está no grupo Sudeste, que vai disputar os jogos em São Sebastião-SP.
Além do time da casa, estão na chave Praia Grande-SP, Itapagipe-MG e Araraquara-SP.
A equipe de Juiz de Fora estreia no dia 12 de novembro contra o Araraquara, às 16 horas (horário de Brasília).
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





