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CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A DE 2020. PRIMEIRA FASE. DÉCIMA RODADA. SANTOS-SP. SÃO PAULO-SP.
Análise

Empate no San-São

Santos e São Paulo empatam clássico com novato artilheiro, apagão e “minimíssil”.

Em bom jogo na Vila Belmiro, Tricolor fica à frente no placar duas vezes com Gabriel Sara, mas Peixe busca resultado após entrada do artilheiro Marinho (agora com sete gols no Brasileirão).

Santos e São Paulo ficaram no empate por 2 a 2 na noite deste sábado (12), na Vila Belmiro, num ótimo clássico que teve de tudo: falhas dos dois lados, artilharia do novato Gabriel Sara, um apagão de 17 minutos no estádio e o “minimíssil” decisivo de Marinho, que decretou o resultado.

Os rivais perdem a chance de encostar no líder Internacional, que joga neste domingo, mas mostraram qualidades que tornaram o jogo bastante atrativo.

O Tricolor ficou duas vezes à frente no placar, e o Peixe buscou em ambas.

O São Paulo continua invicto em clássicos na temporada.

O Santos continua sem vencê-los.

O empate leva o Santos aos 15 pontos, ainda rondando o G-4 do Brasileirão, mas sem entrar nele.

O São Paulo vai a 18 pontos e perde a chance de igualar a pontuação do Internacional, que pode abrir vantagem maior.

Poupado no início do jogo por causa da sequência que o Santos vem enfrentando, Marinho entrou só na metade da segunda etapa e resolveu logo de cara, num “minimíssil” de muito longe, que teve a colaboração de Tiago Volpi (o goleiro montou mal a barreira e falhou na tentativa de defesa).

Marinho chega a sete gols no Brasileirão.

Titular recente do São Paulo, o meia vinha sendo contestado pela torcida, mas defendido por Fernando Diniz.

No clássico, ele deixou de ser coadjuvante e fez os dois gols do Tricolor: um após pressão em cima de Luan Peres que resultou em roubada de bola, e outro invadindo a área e recebendo passe perfeito de Igor Vinícius.

O garoto ganha fôlego!

Gabriel Sara foi o nome do jogo no início, com dois gols que representaram bem a ideia de jogo do São Paulo: a pressão na saída do Santos, responsável pelo erro de Luan Peres que originou o primeiro gol, e a liberdade para Sara invadir a área, bem desenhada no segundo gol, quando recebeu belo passe de Igor Vinícius e finalizou sozinho, entre os marcadores santistas.

Entre os dois gols, o Peixe tentou sair da pressão alta, mas faltou qualidade no passe porque Diego Pituca foi deslocado para a lateral esquerda, e o Santos teve um enorme vazio no meio de campo.

As melhores chances vieram na bola parada, e numa delas Madson empatou o jogo, de cabeça, subindo mais do que Hernanes após cobrança de escanteio.

O Tricolor aproveitou bem as indecisões do lado esquerdo da defesa santista e criou mais: foram 11 finalizações, contra cinco do rival.

O Santos devolveu a pressão que havia sofrido no início da primeira etapa e quase marcou com Sánchez, logo no minuto inicial, após roubada de bola de Soteldo.

A equipe de Cuca melhorou com as entradas dos garotos Wagner Leonardo na lateral e Lucas Lourenço no meio de campo.

Com maior controle, o Peixe passou a empurrar o rival para seu campo de defesa, mas o ímpeto foi esfriado por um apagão de 17 minutos na Vila Belmiro.

Com a luz de volta e a entrada de Marinho, o Santos chegou ao empate num “minimíssil” do atacante, em cobrança de falta de muito longe que contou com falha de Tiago Volpi.

No segundo tempo, a queda de energia na Vila Belmiro paralisou o jogo por 17 minutos.

A pausa proporcionou cenas e sons bem detalhados sobre as orientações dos técnicos.

Santos e São Paulo voltam a disputar a Taça Libertadores da América neste meio de semana.

O Peixe recebe o Olímpia nesta terça-feira (15), às 21h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Grupo G.

O Tricolor recebe o River Plate na quinta-feira (17), às 19 horas (horário de Brasília), no Morumbi, pela terceira rodada do Grupo D.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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