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Análise

Em busca do título inédito

Brasil fecha a rede, bate a Itália e vai à final do Mundial.

Em uma partida irretocável de Carol, dona de dez bloqueios, seleção se impõe diante da favorita e volta à disputa do título depois de 12 anos. 

Equipe encara Sérvia no próximo sábado (15), às 15 horas (horário de Brasília).

A história que o Brasil queria contar talvez não tivesse tanto drama. 

Mas, diante daquela que era apontada como a maior favorita, era impossível não sofrer um tanto. 

A seleção de José Roberto Guimarães soube lidar com qualquer pressão para voltar a vencer a Itália neste Mundial. 

Ao se impor nos bloqueios de uma incansável Carol, ignorou os 30 pontos de Paola Egonu para garantir seu lugar na briga pelo título. 

Em 3 sets a 1, parciais 25/23, 22/25, 26/24 e 25/19, o Brasil avançou à decisão em Apeldoorn em busca da conquista inédita.

A seleção volta à final de um Mundial depois de 12 anos, a última foi em 2010, contra a Rússia. 

No próximo sábado (15), o Brasil vai em busca de seu primeiro título mundial contra a Sérvia. 

As duas seleções se enfrentam na decisão em Apeldoorn, às 15 horas (horário de Brasília). 

O sportv2 transmite a partida ao vivo, e o Globo Esporte acompanha tudo em tempo real.

Números do jogo:

Maiores pontuadoras:

Paola Egonu (Itália): 30 pontos

Gabi (Brasil): 20 pontos

Sylla (Brasil): 17 pontos

Carol (Brasil): 17 pontos

Pontos de ataque:

Brasil: 56 pontos

Itália: 67 pontos

Pontos de saque:

Brasil: 0 pontos

Itália: 4 pontos

Pontos de bloqueio:

Brasil: 21 pontos

Itália: 7 pontos

Pontos em erros adversários:

Brasil: 21 pontos

Itália: 13 pontos

Primeiro set – Brasil cresce no bloqueio e sai na frente: Novidade no time titular, foi Rosamaria quem abriu a conta, ao explorar o bloqueio de Egonu. 

Grande arma do time rival, a oposta mostrou seus méritos logo no início, com uma pancada, sem defesa de Nyeme. 

A Itália até tomou a frente, mas um bloqueio de Macris sobre Sylla colocou o Brasil à frente em 5/4. 

Pouco depois foi a vez de Carol, sozinha, fechar a porta para o ataque italiano. 

Em uma bola de Gabi pelo meio, a seleção chegou a 9/7. 

Era um início equilibrado. 

Ao explorar o bloqueio brasileiro, Egonu deixou tudo igual em 9/9.

A Itália, porém, conseguiu abrir. 

No ace de Bosetti, as rivais marcaram 14/11. 

Zé Roberto, então, parou o jogo pela primeira vez. 

Aos poucos, o Brasil buscou. 

Em um erro de Egonu, a seleção deixou tudo igual no placar, em 15/15. 

Foi a vez de Mazzanti parar do outro lado. 

A Itália voltou a abrir, mas a seleção foi buscar na inversão. 

Depois de belo saque de Rosamaria, Kisy apareceu bem para deixar tudo igual. 

Na sequência, a oposta reserva parou o ataque de Egonu pelo meio e colocou o Brasil na dianteira: 21/20.

Na tensão da reta final do set, o jogo cresceu. 

Foi a vez de Carol Gattaz parar o ataque italiano no bloqueio e marcar 22/21 pouco depois. 

Era junto à rede que o Brasil se mostrava forte. 

Carol, mais uma vez, fez a seleção chegar ao set point em 24/22. 

A Itália até evitou o primeiro, mas um ataque de Egonu para fora fechou a conta: 25/23.

Segundo set – Itália acerta a mão e deixa tudo igual: O paredão seguiu montado na volta à quadra. 

Lorenne abriu a conta ao parar o ataque de Bosetti. Rosamaria era outro destaque. 

Em dois ataques em sequência, fez o Brasil abrir 5/3. 

A seleção seguiu firme. Lorenne, com bela largadinha, fez o placar chegar a 8/5. 

Mazzanti, então, parou o jogo mais uma vez. 

Foi a senha para a Itália buscar e chegar a 9/9 no ataque de Pietrini. 

A virada veio com um bloqueio de Egonu sobre Lorenne. 

Foi a vez de Zé Roberto parar o jogo.

O Brasil virou e abriu pelas mãos de Rosamaria. 

Qualquer vantagem, porém, não era definitiva àquela altura. 

Egonu, mais uma vez, colocou a Itália à frente em 16/15. 

A própria oposta, porém, deixou o placar empatado ao atacar para fora na sequência. 

A partir dali, ninguém mais desgrudou. 

Mas, na contagem ponto a ponto, a Itália chegou ao set point depois de um ataque para fora de Gabi. 

Zé Roberto pediu tempo, mas não conseguiu evitar o fim da parcial. 

Sylla, na sequência, marcou 25/22.

Terceiro set – Brasil vira no fim e volta à frente: Uma pancada de Rosamaria abriu a conta no terceiro set. 

O Brasil chegou a abrir 4/2, mas Lubian, com um torpedo no saque, deixou tudo igual naquele início. 

Só que o time de Zé Roberto conseguiu desgrudar mais uma vez. 

Em um bloqueio de Gabi sobre Egonu, a seleção marcou 7/4 e viu o técnico rival pedir tempo. 

Pouco depois, Gabi fechou a rede mais uma vez e colocou 9/5 na conta. 

Quando Rosamaria encheu o braço para dar fim ao melhor rali do jogo, a seleção marcou 10/6, e a Itália parou o jogo mais uma vez.

Àquela altura, o Brasil dominava. 

Em mais um erro de Egonu, o placar marcou 13/9. 

A Itália ameaçou reagir, mas Carol e Lorenne, em sequência, fizeram o Brasil abrir 18/14. 

As rivais, porém, chegaram. 

Em uma queda de ritmo da seleção, Sylla fez a diferença cair para um ponto (20/19). 

O empate veio com Egonu, explorando o bloqueio brasileiro: 21/21. 

Em um vacilo de Nyeme, que tentou forçar um passe para Gabi, a seleção se complicou. 

A Itália passou à frente na sequência, e Zé Roberto pediu tempo.

A Itália chegou ao set point, mais uma vez, com Egonu. 

Só que o Brasil teve sangue frio para voltar à frente. 

À base da marra e da vontade, a seleção chegou à virada. 

Lorenne, com uma pancada, fechou o set em 26/24.

Quarto set – Carol se agiganta, e Brasil vai à final: O início foi implacável. 

Com direito a três bloqueios de Carol em sequência, o Brasil abriu 4/0. 

Mas não era possível relaxar, e o Brasil relaxou. 

No ataque de Egonu, tudo igual no placar em 6/6. 

Só que a seleção sabia se manter firme mesmo nos momentos mais difíceis. 

Foi a senha para que o time disparasse. 

Gabi, com belo ataque no fundo, marcou 14/7. 

Mazzanti, mais uma vez, parou o jogo.

A Itália ameaçou buscar. 

Saiu de 21/12 para 22/17 e fez com que qualquer torcedor mais pessimista temesse o pior. 

Só que o Brasil conseguiu ignorar qualquer reação para ir à final. 

A decisão se confirmou da única forma que poderia ser. 

Carol, em mais um bloqueio, fechou a conta: 25/19.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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