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Análise

Ego versus Futebol

Não, eu não vou falar sobre a Euro 2012. Essa missão está nas mãos do estivador Felipe Bandeira Henrique. Falarei aqui sobre uma característica do futebol moderno: a vaidade, que hoje é personificada em um jogador: Cristiano Ronaldo.

Ele joga muito? Joga!

É um grande driblador? Sim.

É decisivo?  Não!

É bonitão? Perguntem ao Danilo.

É melhor que o Messi? Não! Algum dia será? Não, nunca!

Cristiano Ronaldo tem todos os fundamentos de um grande jogador. Cabeceia, dribla, chuta com as duas pernas e tem visão de jogo. O problema é que sua visão de jogo é desviada quando há um telão no estádio em que joga. Tenho pra mim que quando um cara se preocupa mais com o gel de cabelo do que com sua posição em campo tem alguma coisa errada.

O camisa 7 lusitano quase jogou fora a Euro dos nossos gajos contra a Dinamarca. Teve pelo menos duas chances claras de gol. Não fosse o gol de Varela Portugal somaria apenas um ponto em dois jogos e teria que jogar a vida contra a Holanda, além de torcer para a Alemanha não perder da Dinamarca. Ronaldo não foi o que se espera dele. Não decidiu, não se apresentou. Foi sombra do que costuma ser em jogos menos importantes.

Para não falarem que estou julgando o cara por um jogo, quero que lembrem-se do jogo entre Real e Bayern pelas semi-finais da Champions League. Ah, podemos nos lembrar também da decisão por pênaltis entre Manchester e Chelsea em 2008.

Messi não liga para ser o melhor do Mundo! Ele quer ser campeão. A eleição da Fifa no fim do ano é consequência. Cristiano Ronaldo não. Joga pra ele, não joga pro time.

Domingo tivemos dois exemplos de vaidade excessiva na mesma partida. Balotelli e Fernando Torres desperdiçaram ótimas chances de gol por puro preciosismo. Tinha que ser golaço. O italiano saiu na cara de Casillas e ao invés de fechar os olhos e sentar o dedo na bola e acabar com a brincadeira ficou correndo, correndo até que perdeu a bola. O espanhol preferiu errar um toque de cobertura sobre Buffon a passar para Jesus Navas que entrava livre na área italiana. Van Persie perdeu um caminhão de gols contra a Dinamarca por achar que resolveria a partida a qualquer momento.

Aparentemente Neymar tomou juízo após seu “chilique” com Dorival Júnior. Sua vida pessoal é bastante agitada, mas dentro de campo tem resolvido. Mas ele que não deixe o “oba-oba” tomar conta de seu ego novamente.

No futebol, ego, vaidade e displicência andam lado a lado. Muitas vezes “menos é mais”.

 

3 COMMENTS

  1. As vezes o simples pode não ser bonito, mas na maioria das vezes é mais efetivo. Nesse caso entra o que Javier Mascherano falou sobre a diferença entre Messi e Neymar: “Alguns jogadores não precisam fazer firulas para mostrar o que são”.
    Cristiano Ronaldo leva vantagem sobre muitos dos seus marcadores por conta de sua velocidade e força, sem contar o chute potente e com grande efeito que ocasionalmente trai os goleiros adversários. Mas em alguns momentos prefere apelar para firulas sem o menor sentido e que não levam para lugar nenhum (para lugar nenhum mesmo! Nem para a direita, nem para esquerda e muito menos para frente que é o que se espera).
    Talvez seja a pressão da torcida que se acostumou com esse show quase circense, a pressão da mídia que fotografa cada pedalada, toque de letra ou cada “ciscada”, como diz meu pai, ou o ego inflado de um jogador sensacional que poderia ser muito mais do que é hoje.
    Sim, eu sei que Cristiano Ronaldo é um jogador extraordinário e que possui números que deixam qualquer um de queixo caído, mas desde sua época de Sporting não largou certas manias, como a individualidade excessiva e a carência por atenção.
    Sir Alex Ferguson é um dos maiores técnicos da história, só que não é um grande modelador de caráter, mas José Mourinho sim! Um técnico marrento e vaidoso, assim como o craque lusitano, mas o que não se pode negar é a capacidade do Special One de desenvolver atributos que até o momento não pareciam fazer parte do jogador em questão. O exemplo perfeito da capacidade de Mourinho de transformar jogadores é a brilhante temporada que o atacante francês, Karim Benzema fez. José Mourinho acreditou em Benzema e cobrou incessantemente que o atacante perdesse peso e que participasse mais das partidas, buscasse a bola no meio de campo e que não ficasse plantado perto da área adversária esperando que um de seus companheiros o deixasse na cara do gol.
    Quisera Ronaldo ter tido a chance de ter sido treinado por José Mourinho no início da carreira, talvez assim perdesse um pouco da pose que ostenta hoje. Porém, com 27 anos é bem difícil disso acontecer. Afinal, a cachorro velho não se ensina truques novos.

  2. Muito bom Sr. Bruno Araujo de Faria !!! Assim de faz jornalismo, qualquer quer seja o assunto, no jornalismo deve sempre imperar a “verdade”

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