Egito vence Camarões nos pênaltis e faz final contra Senegal.
Após superar terceira prorrogação no torneio, seleção de Salah e companhia conta com goleiro Gabaski inspirado e vai buscar seu oitavo título da competição.
Foram três prorrogações, duas decisões de pênaltis, mas o Egito segue vivo para ampliar seu domínio na Copa Africana de Nações.
E com um herói improvável.
O goleiro reserva Gabaski brilhou na decisão por pênaltis contra o anfitrião Camarões e comandou a classificação para a final, após empate por 0 a 0 no tempo normal, no estádio Olembe, em Yaoundé.
Na decisão, um duelo de amigos. Salah e companhia enfrentam Senegal, de Sadio Mané, ambos atacantes do Liverpool.
A final é inédita na Copa Africana de Nações e uma prévia do confronto que, no fim de março, também vai valer uma vaga na Copa do Mundo do Catar.
A partida pelo troféu do torneio continental é neste domingo (6), às 16 horas (horário de Brasília).
O jogo no tempo regulamentar foi com ligeiro domínio dos donos da casa. Camarões teve mais posse de bola, e o Egito se segurou.
O zagueiro Ngadeu acertou a trave de Gabasaki na melhor chance da primeira etapa.
Depois do intervalo, Salah teve a grande oportunidade, com um chute da entrada da área.
O empate persistiu com um clima de tensão entre as duas equipes e muitas reclamações dos egípcios contra a arbitragem de Bakary Gassama, de Gâmbia.
Nos minutos finais, o técnico Carlos Queiroz, da equipe visitante, foi expulso e discutiu muito com o árbitro na saída de campo.
A prorrogação foi prejudicada pelo grande desgaste das duas seleções, especialmente para o Egito.
Salah e companhia passavam pela terceira na competição em um intervalo de oito dias.
Mas o camisa 10 mostrou disposição com mais uma finalização perigosa da entrada da área, que foi para fora.
Siliki assustou os egípcios com um chute de longe que, com desvio, quase enganou o goleiro Gabaski.
No último minuto da prorrogação, Sobhi fez grande jogada pela direita, cruzou, mas o Egito, que tinha quatro jogadores na área, não conseguiu mandar para as redes.
Nos pênaltis, Salah sequer precisou cobrar.
Ele seria o último do Egito e ir para a marca da cal, e antes disso, Gabaski brilhou.
O goleiro é reserva de Mohamed El-Shenawy, que se lesionou na fase de grupos.
Ele defendeu as cobranças de Moukoudi e Siliki, e N’Jie mandou para fora sua cobrança, para acabar com as chances de Camarões.
Ao time anfitrião, campeão cinco vezes, resta a disputa pelo terceiro lugar, contra Burkina Faso.
O Egito é o maior vencedor da Copa Africana, com sete títulos, o último deles em 2010.
Senegal busca uma conquista inédita.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





