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Análise

É possível ganhar e dar espetáculo?

Por Kelisson Rodrigues

“Hoje as equipes jogam de forma estática. Mais preocupadas com o resultado final do que em praticar um bom futebol. Para eles é mais importante ganhar do que jogar bem. Precisamos de mais jogadores com paixão pelo futebol bem jogado”. Foi o que disse o Lionel Messi em entrevista para o jornal inglês The Times.

Afinal o que é mais importante: Jogar bem ou vencer jogos? É possível construir um time vencedor que jogue um futebol bonito? A equipe do Barcelona, comandada por Pep Guardiola, mostrou que sim. Desde a chegada do treinador, que fez sua equipe jogar um jogo ofensivo, baseado no toque de bola, movimentação, com jogadores leves, zagueiros e volantes que sabem sair jogando, foram três títulos espanhóis, duas copas do rei, duas Champions League e Dois mundiais Interclubes.

Muitos dizem que Guardiola criou um novo estilo de jogo, mas ele simplesmente ressuscitou aquele futebol que o Brasil jogava há muito tempo atrás, que encantou o mundo nas copas de 58, 62 e 70. Os mais antigos afirmam que quem vê o Barcelona jogar vê o Flamengo de Zico. O saudoso mestre Telê Santana pode ser considerado o “Guardiola Tupiniquim”. Ele gostava de um futebol bem jogado, valorizava os jogadores da base, ajudava os jovens a consertar suas deficiências técnicas e tudo mais.

Hoje os treinadores parecem medrosos. Com medo de perderem o emprego escalam três volantes ao invés de meias criativos. Nossa seleção não empolga mais o torcedor que prefere assistir CQC, ou Sessão da tarde do que os amistosos.

Infelizmente, depois de três anos assistindo os espetáculos do Barcelona e das seleções espanhola e alemã, que vem com uma geração de craques, parece que a nuvem negra do futebol de resultado se aproxima. A prova disso é a conquista europeia do Chelsea e a chegada do Corinthians a primeira final de Copa Libertadores da sua história. Essas equipes conseguiram êxito por meio de um futebol defensivo, eficiente, que empolga mais pela raça do que por belos gols e boas jogadas.

Me desculpem, mas torço para que os brucutus quebrem a perna e que Neymar, Messi, Ganso, Xavi, Iniesta e outros que tratam a bola com carinho possam desfilar dribles, passes e gols pelos gramados.

 

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O menino é a cara do Henry, fala sério!

 

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