Campeão!
No tie-break, Cruzeiro abre 2/0, leva empate, mas vence Taubaté na final da Copa Brasil.
Em jogo sensacional, Cruzeiro largou na frente, mas viu Taubaté remar contra a maré e levar o jogo para o quinto e decisivo set, vencido pelo clube mineiro, agora hexacampeão do torneio.
As duas melhores equipe de vôlei masculino do país se enfrentaram na final da Copa Brasil 2021, na noite desta sexta-feira (12), em uma decisão de alto nível, conforme esperado.
No fim, o Cruzeiro foi campeão novamente do torneio, ao derrotar o Taubaté no tie-break.
O jogo terminou em 3 a 2 – parciais de 25/23, 31/29, 18/25, 27/29 e 15/13.
A equipe mineira chegou até a final após superar o rival Minas na semifinal, na quinta-feira (11), quando o Taubaté havia eliminado o Campinas por 3 a 2.
A Copa Brasil foi disputada pela primeira vez em 2007, e teve um hiato até o retorno em 2014, se fixando no calendário.
O Cruzeiro venceu em 2014, 2016, 2018, 2019 e 2020.
O Taubaté foi campeão nos outros anos (2015 e 2017).
Líder da fase de classificação da Superliga, o Cruzeiro (48 pontos) voltará à quadra na próxima semana, quando visita o Uberlândia (sétimo lugar), em 21 de fevereiro.
Um dia antes, o Taubaté, que é vice-líder da competição (44 pontos) também joga fora de casa, contra o Sesi (décimo segundo lugar).
No primeiro set, o Taubaté chegou a colocar três pontos de vantagem, mas o Cruzeiro com bons ataques pelo meio, conseguiu alcançar o adversário, duelando ponto a ponto até o fim da primeira parte do embate.
Do lado paulista, Maurício Borges era o destaque ofensivo, com ponto de ace.
Mas os mineiros estavam muito bem nos bloqueios e fecharam o primeiro set em 25 a 23, com Alan sendo o grande pontuador.
No segundo set, novamente o Taubaté arrancou melhor, mas logo perdeu o fôlego e o Cruzeiro chegou a virar para 15 a 14, logo após um lance polêmico no qual Bruninho foi flagrado invadindo a quadra do rival, em situação que gerou uma pequena discussão amigável entre os técnicos.
O time mineiro fez valer a qualidade na defesa e chegou ao set point após bloqueio sensacional de Cledenilson.
Mas o Taubaté vendia caro cada lance e adiou o encerramento da segunda etapa.
Após revisão de arbitragem que flagrou invasão de Alan, e impediu a vitória por 28 a 26 do Cruzeiro, o jogo se arrastou, com ponto lá e cá.
Até que Rodriguinho fez um ace maravilhoso e fechou a favor dos mineiros em 31 a 29.
No terceiro set, o Cruzeiro perdeu um pouco do pique e o Taubaté conseguiu construir uma vantagem de cinco pontos (18 a 13).
Mas os bloqueio dos paulistas não titubearam, e o Taubaté conseguiu diminuir o placar ao fechar o set em 25 a 18, destaque para Maurício Borges, que, nesta altura, tinha 17 pontos no jogo, empatado com Alan.
O Taubaté engrossou o caldo de vez no quarto set, com a liderança da disputa, mas o Cruzeiro, ainda que em ritmo desacelerado, pisou novamente o pedal e chegou a diminuir a diferença de três, pontos, abusando dos bloqueios e chegando a empatar em 21 a 21.
Então, entrou a potencia de López, colocando o match point para o time celeste.
Mas houve um erro de ataque levando o jogo para 24 a 24.
Com sangue frio, os paulistas fecharam em 29 a 27, com 19 pontos de ataque, e oito pontos para Douglas.
No set decisivo, mais equilíbrio, sem deixar o adversário desgarrar.
As defesas trabalharam bastante no amortecimento do ataque rival.
Com a revisão de lances via desafio favorecendo o Cruzeiro, o jogo se encaminhou para o fechamento favorável aos mineiros, com dois pontos de vantagem.
A árbitra da partida teve bastante trabalho, aplicando cartão vermelho para os dois lados.
O Taubaté empatou em 11 a 11 em bloqueio duplo dos “Maurícios”.
A resposta veio em dobro, e uma pancada de Alan no bloqueio deixou o Cruzeiro com a mão na taça.
O jogo foi concluído com Taubaté resistindo, mas o Cruzeiro fechou em 15 a 13, com Alan desfilando ataques impecáveis.
“Temos que comemorar. O jogo acabou e essa vitória, ser campeão, é extremamente importante. Perdemos duas finais para eles. O que mostra que estamos melhorando, evoluindo. É comemorar e depois voltar para a Superliga. Tem muita coisa pela frente” (Alan)
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





