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Análise

E agora, Palmeiras?

No último domingo (07/12), chegou ao fim o Campeonato Brasileiro de 2014. Eu poderia falar aqui sobre o Cruzeiro, campeão com dez pontos de vantagem sobre o São Paulo, segundo colocado. Poderia mencionar também o Internacional garantindo a terceira colocação com um gol aos 50 minutos, obrigando o Corinthians a jogar a tão temida pré-Libertadores contra um time colombiano. O que falar então da aposentadoria do craque Alex, um dos melhores meias brasileiros dos últimos anos e que injustamente nunca jogou uma Copa? Teve também o anúncio da permanência de Rogério Ceni nos gramados por mais sete meses, pelo menos.

Enfim, os assuntos são muitos, mas escolho dar um destaque aqui para o Palmeiras, que por muito pouco não amargou o terceiro rebaixamento de sua história e em pleno centenário. O Verdão escapou da degola somando 40 pontos, que em outras edições certamente o teria rebaixado. Apesar de ter empatado com o sub-23 do Atlético-PR, o clube paulista contou com a colaboração de Vitória e Bahia, que perderam seus jogos e morreram abraçados na zona do rebaixamento.

Passado o susto, agora é hora do Palmeiras definir o que será daqui para a frente: um clube forte, capaz de brigar por títulos, que honre seu passado glorioso, ou um time fraco, apático e alvo de chacota de seus rivais. Por conta de sucessivas gestões desastrosas, o alviverde há muito não consegue sair da lama em que se encontra atualmente.

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Prass foi um dos poucos que se salvou no atual elenco

Apesar de muitos erros cometidos, vejo pontos positivos na gestão de Paulo Nobre, reeleito para mais um mandato. Acredito ser muito melhor continuar com Nobre do que “entregar” o clube para Pescarmona, candidato da oposição, que certamente seria um completo desastre à frente do Palmeiras. Mas voltando ao Paulo Nobre, destaco aqui a contenção de gastos e o rompimento com as organizadas. Claro que só isso é muito pouco para um clube desse porte.

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Perder Kardec para o São Paulo foi demais para o torcedor palmeirense!

Muitos jogadores de qualidade técnica questionável foram contratados, sendo que poucos deles deverão ser aproveitados em 2015. Perder seu melhor jogador e goleador para um clube rival é inadmissível, independente de quem esteja com a razão nesse episódio. Apostar em um treinador estrangeiro não foi um erro, mas talvez o momento não era o adequado. Outro erro grave foi contratar 4 jogadores argentinos à pedido de Gareca sem ao menos avaliar a qualidade deles. Tobio é um zagueiro razoável, Allione é uma aposta e Mouche e Cristaldo são jogadores limitados. O técnico vai embora, mas os jogadores ficam.

Até quando Valdivia será a solução?
Até quando Valdivia será a solução?

Assim como em anos anteriores, novamente o Palmeiras reformulará seu elenco para o início da temporada, começando pela escolha de um novo treinador. Por conta disso, dificilmente o palmeirense deve esperar por grandes coisas em 2015, ainda mais pensar em disputa de título. O desafio é montar um time equilibrado, competitivo e que ao menos fique longe da zona da degola.

As mudanças já começaram: Paulo Nobre anunciou as saídas do diretor-executivo José Carlos Brunoro e do gerente de futebol Omar Feitosa, além da demissão de Dorival. Alexandre Mattos, diretor de futebol do Cruzeiro, deverá ser contratado. Com relação ao elenco, muitos jogadores deverão ser dispensados e muitos contratados.

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Dorival não deixará saudades

Este é o atual cenário na Sociedade Esportiva Palmeiras, um dos maiores clubes deste país, com inúmeras conquistas e que contou com grandes times ao longo de sua história. O que resta agora ao fanático torcedor alviverde é apoiar e torcer para que Palmeiras volte a ser grande não só no nome, mas dentro de campo.

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