Esquema de Jogo

Colunas, entrevistas, análises e tudo sobre o esporte!

Análise

Domingo, eu vou lá no Citrus Bowl, eu vou, eu vou….

Domingo, eu vou lá no Citrus Bowl, eu vou, eu vou… Vou levar foguetes e bandeiras, não vai ser de brincadeira, ele vai ser campeão!!!!

Getty Images
Villa e Kaká puxam suas equipes na primeira subida ao gramado na MLS – Getty Images

Esse domingo foi especial aos poucos (poucos?) fãs de futebol – ou soccer – que moram nos Estados Unidos. Especialmente para a galera da Flórida, que achava que a única diversão era o Mundo Mágico da Disney. As novas franquias da Major League Soccer, principal liga de futebol – ou soccer – na Terra do Tio Sam finalmente estrearam: Orlando City e New  York City.

O clima em Orlando não poderia ser melhor. Cerca de 62 mil expectadores acompanharam a estréia dos astros Kaká e David Villa em sua nova jornada. A título de informação, 30% das pessoas que compraram os Season Tickets para acompanhar todos os jogos da equipe de Kaká são latinos. Isso significa que as organizadas da equipe púrpura torcem de um jeito bem conhecido de nós, brasileiros, que somos acostumados com o futebol há mais de um século. Isso sem mencionar a quantidade de tupiniquins que visitam Orlando por conta de seus parques temáticos e que podem, eventualmente, fazer coro à torcida.

No primeiro tempo, o que se viu em campo foi um Kaká mostrando que, de fato, é o líder da equipe. O dono do time, se preferirem. David Villa, por sua vez, ficou muito isolado no ataque da equipe novaiorquina implorando, possivelmente, para Frank Lampard deixar logo o Manchester City e municiá-lo com mais frequência que seus atuais companheiros. O brasileiro correu, armou, chutou. Toda e qualquer bola parada é com ele, diferente do que acontecia no São Paulo. A primeira etapa terminou com um mentiroso 0 a 0, pois os donos da casa dominaram a partida.

No segundo tempo, a torcida que gritava dá-lhe ô e Vamos Orlando, viu o time sentir o desgaste. O ritmo diminuiu muito, o que permitiu que o New York City avançasse suas linhas de marcação, passando a incomodar o goleiro jamaicano Donovan Ricketts. E numa boa jogada de Villa pelo lado esquerdo, o camisa dez, Diskerud, deixou os forasteiros em vantagem.

Coube a Kaká chamar novamente a responsabilidade e evocar um pouco de sorte divina quando no último lance de ataque, o Orlando City, que já tinha um a menos desde a expulsão do zagueiro Collin, empatou o jogo numa cobrança de falta de seu capitão, que desviou na barreira, enganou o goleiro e morreu no fundo do gol, para delírio dos 62 mil pagantes no Citrus Bowl. Se o gol foi de Kaká ou contra, pouco importa. O Soccer chegou com cara brasileira aos EUA.

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confirme que você não é um robô. *