Clubes da Série C vão dividir R$ 35 milhões da LFF (Liga Forte Futebol) por venda de ações a grupo americano.
O valor exato de cada clube irá receber ainda está sendo ajustado, porém as equipes que jogaram a Série B recentemente terão direito a uma quantia maior.
Decisão não agrada quinteto da LFF na divisão.
Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (16), em São Paulo, a Liga Forte do Brasil definiu a distribuição de cotas para os 20 clubes que disputam à Série C, referente à venda de 20% das ações comerciais da entidade para o fundo norte-americano Serengeti por R$ 4,85 bilhões.
Ao todo R$ 35 milhões (pouco menos de 1% do valor total) serão repartidos entre os 20 clubes que hoje estão na Terceira Divisão.
O valor exato de cada clube irá receber ainda está sendo ajustado, porém as equipes que jogaram a Série B recentemente terão direito a uma quantia maior.
Critério que beneficia Náutico, CSA, Brusque e Operário, que estavam na Segunda Divisão no ano passado e fazem parte da LFF.
Já o Figueirense, também integrante da Liga, está desde 2021 na Série C.
Medida gera insatisfação em quinteto da LFF: A decisão, no entanto, não agradou os cinco clubes da Liga que estão na Série C, que devem formalizar uma reclamação em bloco à entidade.
Isso porque os valores a serem repassados ficam abaixo do piso a ser distribuído entre os 40 clubes que disputam a Séries A e B na atual temporada.
No caso de R$ 25,9 milhões, que Botafogo-SP, Mirassol, Ituano, Novorizontino e Tombense, hoje na Série B, irão receber.
Desses, apenas a equipe mineira faz parte da Liga.
O Náutico, por exemplo, pleiteava receber algo em torno de R$ 62 milhões, baseado no critério de participações do clube nas Séries A e B na era dos pontos corridos (desde 2003), e que foi utilizado pela Liga para a divisão das cotas dos 40 clubes hoje nas duas principais divisões do País, com os maiores valores sendo pagos às agremiações que mais permaneceram na elite nesses 20 anos.
O clube pernambucano tem cinco participações na Série A, 13 na Série B e três na Série C.
Fica atrás do Figueirense, que soma 11 disputas na elite e em sete oportunidades estava na Segundona.
A primeira metade a que cada clube terá direito pela venda de 20% das ações da Liga Forte deverá ser paga entre os meses de agosto e setembro.
Os outros 50% serão divididos em duas partes de 25% e ainda não possuem data para serem depositados.
Vale lembrar que esse dinheiro não tem a ver com a venda dos direito de transmissão anuais das Séries A e B, cujo contratos só passarão a valer em 2025.
Veja abaixo os valores que os clubes das Séries A e B têm direito a receber na divisão atual do bolo, mesmo aqueles que estão à frente da Libra (que distribui outros valores) ou sem Liga.
Flamengo – R$ 221,5 milhões
Corinthians- R$ 219,1 milhões
Palmeiras – R$ 216,7 milhões
São Paulo – R$ 214,8 milhões
Internacional – R$ 214,4 milhões
Atlético-MG – R$ 213,5 milhões
Cruzeiro – R$ 210,3 milhões
Santos – R$ 210,8 milhões
Grêmio – R$ 209,4 milhões
Vasco – R$ 208,5 milhões
Fluminense – R$ 208,3 milhões
Athletico-PR- R$ 199,2 milhões
Botafogo – R$ 181 milhões
Coritiba – R$ 156,3 milhões
Goiás – R$ 149,7 milhões
Sport – R$ 136,8 milhões
Bahia – R$ 134 milhões
Fortaleza – R$ 118,5 milhões
Ceará – R$ 118,5 milhões
América-MG – R$ 113,9 milhões
Avaí – R$ 92,1 milhões
Chapecoense – R$ 92 milhões
Juventude – R$ 91,1 milhões
Vitória – R$ 89,3 milhões
Atlético-GO- R$ 89,8 milhões
Ponte Preta – R$ 88,4 milhões
Red Bull Bragantino – R$ 87,9 milhões
Criciúma- R$ 61,1 milhões
Cuiabá – R$ 56,4 milhões
Guarani – R$ 51,7 milhões
CRB – R$ 42,3 milhões
Vila Nova – R$ 37,6 milhões
ABC – R$ 32,6 milhões
Londrina- R$ 32,6 milhões
Sampaio Correa – R$ 32,9 milhões
Ituano – R$ 25,9 milhões
Mirassol- R$ 25,9 milhões
Novorizontino- R$ 25,9 milhões
Tombense – R$ 25,9 milhões
Botafogo-SP – R$ 25,9 milhões
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





