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LIGA DAS NAÇÕES. VÔLEI FEMININO. BRASIL. TURQUIA. ESTADOS UNIDOS. CHINA.
Análise

Deu Branco

Brasil luta, mas esbarra no cansaço e cai para a Turquia na semi da Liga das Nações.

De volta à quadra poucas horas após vitória contra chinesas, seleção não consegue evitar queda para turcas, que vão à final contra Estados Unidos.

Agora, time vai precisar disputar terceiro lugar contra a China.

Da euforia pela vitória contra a China à volta à quadra, foram poucas horas.

O Brasil sabia que tinha pouco tempo para se recuperar antes da semifinal da Liga das Nações.

Do outro lado, um time inteiro.

A jovem Turquia, que assistira à rodada anterior da arquibancada, soube se aproveitar da melhor condição física para sequer dar chances às rivais.

A seleção, que ainda não havia perdido sets em Nanquim, caiu por 3 a 0, parciais 25/23, 25/23 e 25/22, em 1h39min de partida.

Tandara, com 20 pontos, foi a principal atacante brasileira. Gabi fez 14 pontos.

Hande Baladin e Meryem Boz, com 14 pontos cada, foram as destaques da Turquia.

A seleção fez apenas dois pontos de saque, contra cinco turcos.

Foram 23 erros não-forçados das brasileiras contra 16 do rival.

“Nosso saque, bloqueio e defesa não funcionaram hoje. Isso pesou muito hoje para a gente. Todos nós pensávamos em conseguir estar na final, mas não deu”, disse Suelen.

Fora da briga pelo título, o Brasil volta a enfrentar a China em Nanquim, às 4 horas (horário de Brasília).

As donas da casa perderam para os Estados Unidos por 3 sets a 1, parciais 25/23, 25/20, 18/25 e 25/18, e também ficaram fora da decisão.

Americanas e turcas decidem o título da Liga das Nações às 8 horas (horário de Brasília).

“Nada funcionou hoje. Uma pena. Elas jogaram muito bem. Jogamos tão bem contra a China e não tem muita explicação. Nada deu certo. Nosso sistema não funcionou. E jogamos tão bem contra elas na fase de classificação. Hoje foram elas que nos pararam. Agora é cair a ficha e batalhar por uma medalha”, disse Tandara.

Turquia domina e bate o Brasil: Adenízia saltou junto à rede e fechou qualquer espaço para o ataque de Boz.

Foram poucas horas desde o fim da partida contra a China, mas a seleção brasileira parecia inteira.

No mesmo ritmo da vitória do dia anterior, o time de Zé Roberto começou forte.

As turcas, empolgadas com a classificação, forçaram alguns erros, mas o Brasil chegou à primeira parada técnica à frente: 8/7.

Uma sequência de erros brasileiros fez a Turquia saltar à frente, abrindo 15/13 depois de um bloqueio sobre Gabi.

O Brasil tentou buscar, mas as rivais, melhores àquela altura, abriram 21/17.

Zé Roberto, então, parou o jogo pela primeira vez.

O pedido de tempo fez bem à seleção, que diminuiu a diferença pela metade.

Foi a vez de Guidetti tentar esfriar o jogo.

Também deu certo.

As turcas chegaram ao set point, e Zé voltou a parar a partida.

Jaqueline foi para a quadra, e a seleção melhorou.

Chegou até a encostar, mas, na bola para fora de Tandara, as turcas abriram 1 a 0, com 25/23 no placar.

Um bloqueio sobre Tandara fez as turcas seguirem na dianteira no segundo set.

Foram mais três pontos em sequência, e, com 4 a 0 contra no placar, Zé Roberto parou o jogo.

O cansaço, enfim, pareceu bater.

O técnico, então, tentou motivar as jogadoras e forçar a reação.

Naquele momento, porém, a Turquia pouco se importou.

Forçou novos erros do lado brasileiro e foi para o primeiro tempo técnico com boa vantagem: 8/5.

Mas o Brasil ainda tinha fôlego para buscar.

Na marra, foi atrás e fez a diferença cair para apenas um ponto (8/7).

Gabi, com quatro pontos em uma sequência de cinco, fez a seleção chegar ao empatem em 9/9.

O jogo seguiu duro.

Se a inspiração não estava no auge como nos dias anteriores, o Brasil tentava resolver na vontade.

Tandara, com uma pancada, deixou tudo igual.

Logo depois, em ataque turco para fora, a seleção assumiu a dianteira.

Foi por pouco tempo.

Apesar do esforço, a Turquia fechou em 25/23.

No intervalo, as titulares se juntaram à beira da quadra e tentaram acertar os passos.

Zé manteve Rosamaria em quadra, no lugar de Amanda.

A Turquia, porém, seguiu melhor.

Abriu 6/1, depois foi para o tempo técnico com 8/4 no placar.

Zé tentou mudar.

Mandou Carol à quadra, buscou incentivar o seu time, mas as rivais abriram 14/8.

A vantagem foi sendo administrada até o fim da partida.

O Brasil até dava esboço de uma reação, mas não conseguia dar o gás final para virar.

Apesar do esforço, as rivais tiveram melhor sorte.

Brasil 0 X 3 Turquia

Parciais de 25/23, 25/23 e 25/22

Brasil: Tandara, Gabi, Bia, Adenizia, Roberta e Amanda. Líbero: Suelen

Entraram: Rosamaria, Carol, Jaqueline e Monique Pavão

Técnico: José Roberto Guimarães

Turquia: Hande Baladin, Meryem Boz, Dündar, Zehra Gunes, Ismailoglu e Cansu Ozbay. Líbero: Simge Sebnem Akoz

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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