Além de Djokovic, relembre casos de outros tenistas desclassificados por mau comportamento.
Caso do número 1 da ATP no US Open também já aconteceu em outros torneios.
Veja mais episódios que terminaram com punição dos “frustrados” dentro de quadra.
Parecia caminhar tudo bem rumo ao décimo oitavo Grand Slam da carreira de Novak Djokovic, mas uma reação destemperada em quadra do número 1 da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) o desclassificou precocemente do US Open 2020.
Durante a partida contra o espanhol Pablo Carreño pelas oitavas do torneio no último domingo (6), o sérvio deu uma raquetada com raiva na bola ao ter seu serviço quebrado no primeiro set.
Apesar de sem intenção, a bolada acertou a juíza de linha, e Djokovic foi punido com a desclassificação.
De acordo com as regras do Grand Slam definidos pela USTA, o tenista foi desclassificado por acertar uma bola intencionalmente de forma perigosa ou imprudente dentro da quadra, ou por acertar uma bola com negligente desrespeito pelas consequências.
O caso não é exclusivo de Djokovic, outros tenistas também já se irritaram e ficaram fora de torneios importantes.
Masters 1000 de Roma 2019: Em 2019, o polêmico Nick Kyrgios também se irritou em quadra após ser quebrado no set.
O australiano disputava partida contra Casper Rudd, no Masters 1000 de Roma, perdeu a cabeça e reclamou da atitude de torcedores.
O “esquentadinho” jogou a raquete no chão, atirou uma cadeira na quadra e acabou sendo desclassificado da partida.
Copa Davis 2017: Ex-número 2 do ranking juvenil, o canadense Denis Shapovalov estreou na Copa Davis com um lance incomum no jogo decisivo contra a Grã Bretanha.
Ao extravasar uma bolinha após ser quebrado no terceiro set, o tenista acertou em cheio o olho esquerdo do juiz francês Arnaud Gabas.
A partida foi encerrada no ato e o adversário Kyle Edmund foi declarado vencedor.
ATP de Queen’s 2012: O argentino David Nalbandian chutou uma placa publicitária na final do ATP 250 de Queen’s, em Londres, em 2012.
O objeto se partiu e atingiu com força a perna de um juiz de linha, que saiu de quadra com a perna sangrando.
O rival Marin Cilic sequer entendeu o que estava acontecendo.
Não houve volta.
“É difícil controlar isso. Eu concordo que foi um erro. É duro terminar uma final assim. Às vezes sentimos muita pressão em jogar tantos torneios. Há muitas regras, a ATP também comete muitos erros e nada acontece. Hoje, eu cometi um erro. Às vezes, todos cometem erros. Não gostaria de terminar assim, especialmente numa final”, disse o ex-número 3 do mundo na época.
Brasileiros também já foram desclassificados: Fernando Meligeni passou por situação parecida em 1999, quando foi desclassificado e multado após acertar uma bolada acidental em um espectador do Estoril Open.
Ao lado de Gustavo Kuerten na disputa de duplas em 1998, em Roland Garros, foi eliminado nas quartas de final.
Kuerten arremessou sua raquete contra o juiz de cadeira Bruno Rebeuh e acabou atingindo um torcedor que acompanhava a partida.
Aberto da Austrália em 1990: O polêmico John McEnroe não poderia ficar fora da lista.
O americano foi desclassificado nas oitavas de final do Australian Open de 1990.
Foi a primeira desclassificação no tênis em um Grand Slam na Era Aberta.
O ex-número 1 do mundo primeiro intimidou o juiz, depois quebrou a raquete, e por fim, insultou o juiz de cadeira e o supervisor.
O campeão de oito Grand Slams afirmou que não sabia da mudança na regra: seriam necessárias apenas três advertências para a desclassificação a partir de 1990 e não mais quatro.
Fim de torneio para John McEnroe, que não voltou para a Austrália no ano seguinte.
Escapou por pouco: Andy Murray teve sorte num Masters 1000 de Cincinnati.
O britânico ex-número 1 do mundo chutou uma bolinha em direção ao juiz de cadeira, mas o reflexo do árbitro foi mais rápido que a bola para não levar na cara.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





