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CAMPEONATO MUNDIAL DE VÔLEI FEMININO DE 2018. JAPÃO. BRASIL. ALEMANHA. MÉXICO. SÉRVIA. HOLANDA. REPÚBLICA DOMINICANA.
Análise

Derrota para a Alemanha

Brasil se perde em erros, permite virada e cai para a Alemanha na estreia da segunda fase do Mundial.

Seleção abre 2 a 0, ensaia evolução, mas abre espaço para reação de equipe alemã em Nagóia.

Time brasileiro volta à quadra nesta segunda, contra o México.

É até difícil de entender.

Era preciso evoluir, e a seleção parecia saber disso.

Na abertura da segunda fase do Mundial, em Nagóia, o Brasil abriu o jogo com dois sets animadores.

Algo, porém, desandou.

Quando tudo indicava um fim tranquilo, a Alemanha reagiu.

E o que parecia ser apenas um susto se transformou em um caminho sem volta.

Pelas mãos de uma incansável Lippmann, as rivais forçaram o tie-break e viraram o jogo: 3 sets a 2, parciais 14/25, 19/25, 32/30, 25/19 e 17/15.

A seleção volta à quadra na madrugada desta segunda-feira (8), à 1h25 (horário de Brasília), contra o México.

Na partida de abertura deste domingo (7), as mexicanas perderam para a Sérvia por 3 sets a 0, parciais 25/19, 25/17 e 25/15.

Como trouxe a pontuação da etapa anterior, o Brasil, agora, soma 13 pontos no grupo E.

A Alemanha tem 11 pontos, e a Sérvia segue à frente, agora com 18 pontos.

Neste domingo (7), a Holanda ainda enfrenta Porto Rico, e o Japão encara a República Dominicana pela mesma chave.

Brasil se perde em quadra e permite reação:

O treino no do dia anterior já indicava a opção de Zé Roberto.

Com Roberta no lugar de Dani Lins, o técnico tentou dar uma regularidade maior ao seu ataque.

Foi a Alemanha, porém, que largou na frente.

Lippmann explorou o bloqueio brasileiro para abrir a contagem.

Mas o Brasil logo assumiu a vantagem no placar.

Em uma boa passagem pelo saque, Bia desmontou o passe alemão e fez a seleção abrir 4/1.

As alemãs também sacavam bem.

Com um ace, Lippmann fez o time europeu encostar no placar: 5/4.

Foi por pouco tempo.

O Brasil voltou a abrir diferença e chegou à primeira parada técnica em vantagem: 8/5.

Era, àquela altura, o melhor jogo do Brasil no Mundial.

Em um belo contra-ataque, Tandara fez 9/5.

Fernanda Garay, na sequência, ampliou com um ace.

Quando o placar marcou 12/6 para as brasileiras, o técnico alemão Felix Koslowski parou o jogo pela primeira vez.

O Brasil, porém, manteve o ritmo.

À exceção de um ou outro erro, a seleção fez valer sua evolução.

Natália furou o bloqueio alemão para fechar o set em 25/14.

A Alemanha, porém, quis reagir.

Ao forçar o saque, conseguiu desarmar a defesa brasileira.

A seleção de Zé Roberto também ajudou com erros que ainda não havia cometido nesta tarde.

As alemãs abriram 7/2, viram as rivais encostarem, mas foram com o placar de 8/5 no primeiro tempo técnico.

O Brasil logo passou à frente.

Fernanda Garay soltou o braço pelo meio, sem defesa do outro lado.

A partir dali, tudo voltou a encaixar.

Em quadra, as jogadoras seguiam à risca o pedido de Zé Roberto.

Não havia bola perdida.

Com volume de jogo, o Brasil se manteve melhor, ainda que as alemãs tenham voltado a encostar após erro de Roberta no saque (15/14).

Nada que pudesse atrapalhar o caminho brasileiro.

No erro de Fromm, 25/19 para as brasileiras.

O Brasil disparou no início do terceiro set.

Queria dar fim logo à partida.

Mas a Alemanha quis lutar.

Aos poucos, encostou no placar.

Pelas mãos de Lippmann, ficou a um ponto do empate.

Zé Roberto parou o jogo.

Quis esfriar a reação rival e conseguiu por um tempo.

No fim, porém, as alemãs voltaram a crescer.

Saíram de 23/20 e chegaram ao empate em 24/24.

Lisa Grunding, pouco depois, conseguiu a virada.

O jogo cresceu em tensão.

O Brasil ainda salvou três set points, mas não evitou a queda no set: 32/20.

Gabi, com um ace, tentou afastar qualquer desânimo no início do quarto set.

A Alemanha, porém, quis se manter firme e não deixou o Brasil disparar.

Lippmann, pancada após pancada, confirmava o status de maior perigo do outro lado.

As alemãs conseguiram passar à frente e chegaram à primeira parada técnica com 8/6 no placar.

O bloqueio, tão efetivo nos dois primeiros sets, já não aparecia tão bem.

Algo também parecia ter desandado.

No melhor rali do jogo, a bola de Gabi não passou da rede, e as alemãs abriram 11/7.

Zé tentou mudar.

Chamou Dani Lins e Rosamaria e, logo depois, mandou Adenízia à quadra.

O Brasil ameaçou melhorar, mas as alemãs abriram 15/9.

Apesar de todo o esforço, não houve quem parasse as europeias.

O Brasil pareceu se recompor para o set final.

Começou melhor o tie-break e abriu 3/1 de vantagem.

As alemãs, porém, viraram após ataque para fora de Gabi e ace de Lippmann.

Quando o placar apontou 6/3 para as rivais, Zé Roberto parou o jogo mais uma vez.

Na marra, o Brasil quis buscar.

Chegou ao empate com Tandara, em 9/9.

O jogo seguiu tenso. Por duas vezes, as brasileiras conseguiram deixar tudo igual.

Com 13/13, foi a vez de as alemãs pedirem tempo.

Tandara ainda desperdiçou um match point antes de Lippmann fechar com um ace chorado: 17/15.

Confira as escalações:

Brasil: Roberta, Tandara, Gabi, Fernanda Garay, Bia e Carol. Líbero: Suelen.

Entraram: Natália, Dani Lins, Rosamaria e Adenízia.

Alemanha: Denise Hanke, Louisa Lippmann, Maren Fromm, Jennifer Geerties, Ivana Vanjak e Lisa Grunding. Líbero: Lenka Durr.

Entraram: Pia Kastner, Kimberly Drewniok, Barbara Wezorke e Anna Pogany.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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