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COPA DO MUNDO DE BASQUETE DE 2019. BRASIL. REPÚBLICA TCHECA.
Análise

Derrota dolorosa

Dominado, Brasil cai diante da República Tcheca e se complica por vaga nas quartas do Mundial.

Seleção brasileira fica os 40 minutos atrás, chega a ver desvantagem ficar nos 26 pontos e mantém os rivais vivos por uma vaga, já que derrota significaria a eliminação para tchecos.

A bola não caiu e em momento algum a seleção brasileira lembrou, não apenas tecnicamente mas em vibração, o time da primeira fase da Copa do Mundo.

E diante de uma República Tcheca inspirada, talvez em sua melhor atuação na competição, a seleção brasileira foi dominada e conheceu sua primeira derrota na China: 93 a 71.

De um lado, Varejão esteve abaixo, mas bolas de Alex não caíram.

E na defesa, a muralha que até então travou Grécia, Nova Zelândia e Montenegro, esteve longe da eficiência apresentada. Satoransky e Balvín fizeram grande partida. Auda e Bohacik, idem.

Para avançar às quartas de final, precisa ganhar de qualquer maneira dos Estados Unidos e, além disso, depende de uma combinação de resultados.

A partida será na segunda-feira (9), às 9h30 (horário de Brasília), com transmissão do SporTV 2.

Se o Brasil perder para os Estados Unidos: está eliminado e sem vaga olímpica (terá uma segunda chance no pré-olímpico mundial).

Se a Grécia vencer a República Tcheca: Brasil precisa vencer os Estados Unidos por qualquer placar.

Se a República Tcheca vencer a Grécia: Brasil precisa vencer os Estados Unidos por 22 pontos de vantagem.

Aleksandar Petrovic começou o duelo com um dos quintetos que mais tem funcionado na China: Luz, Alex, Benite, Caboclo e Varejão.

Mas a República Tcheca começou marcando bem, lendo os bloqueios ofensivos, e o aproveitamento brasileiro era baixo.

Balvín e Satoransky apareciam bem e os tchecos venciam por 12 a 6 nos primeiros seis minutos, com quatro pontos de Kriz.

Caboclo deu lindo toco em Satoransky, mas na sobra o próprio armador meteu bola de três, abrindo 15 a 9.

Alex era o único do Brasil que conseguia bom aproveitamento no ataque, e chegou aos 7 pontos para diminuir o revés.

Leandrinho, em bola de três, trouxe para 18 a 16 no minuto final.

O quarto de abertura chegou ao fim com 20 a 16 para os tchecos, já aparentemente donos do jogo nos dez minutos iniciais.

A bola de três do Brasil não caía.

Eram duas em sete.

E do outro lado, Balvín levava vantagem com Varejão e Felício, chegando aos 11 pontos com certa facilidade, usando quase sempre o pick’n roll mais simples.

Com três minutos do período, a República Tcheca seguia na frente, mas com margem menor: 26 a 24.

Huertas entrou bem no jogo, com seis pontos no segundo quarto.

O aproveitamento dos tchecos para dois pontos, porém, estava na casa dos 65%, bem alto.

Na metade do quarto, o Brasil seguia atrás por 32 a 26.

E a dificuldade só aumentava.

Em dois minutos, a República Tcheca abriu ainda mais, colocando sua maior frente, com 43 a 28.

Confortável com a bola, sempre meio segundo à frente dos brasileiros, os tchecos tinham 15 assistências em 18 arremessos e foram para o intervalo vencendo por 45 a 32.

Petrovic voltou com o elenco dono do melhor aproveitamento, com Luz, Marquinhos, Alex, Varejão e Caboclo.

Mas não funcionou. Em três minutos, a República Tcheca abriu 20 pontos, com 54 a 34.

A bola do Brasil seguia não caindo.

Yago entrou em quadra.

E nada.

Alex tentou.

E nada também.

O tempo corria e os rivais jogavam à vontade.

Na metade do período, em bola de Bruno Caboclo, o Brasil baixou para 54 a 38.

Benite, para três duas vezes seguidas, trouxe para 57 a 44.

Mas a reviravolta não veio no período. Satoransky chegou aos 17 pontos, Schilb foi para cesta e falta, e o revés ficou ainda pior: 65 a 46, dificultando de uma vez por todas a vida brasileira.

No último quarto, com tamanho revés, o Brasil não conseguiu se reequilibrar.

A vantagem tcheca aumentou ainda mais. Petrovic tentou até parar o jogo, mas a tarde não era brasileira. Satoransky e Balvín ainda ganharam a ajuda luxuosa de Auda e Bohacik. Benite voltou para o jogo.

Didi entrou pela primeira vez.

E Huertas também retornou.

Com metade do segundo quarto, o técnico brasileiro passou a descansar Varejão, Alex, Leandrinho e Rafa Luz, já pensando na partida contra os Estados Unidos.

O revés chegou a ser de 26 pontos.

E no fim, dominado, Brasil foi derrotado por 93 a 71, complicando demais sua vida na Copa do Mundo.

Neste momento, quatro seleções estão garantidas nas quartas de final da Copa do Mundo: Sérvia, Espanha, Argentina e Polônia.

As duas melhores do continente americano garantem vaga direta para a Olimpíada de Tóquio, em 2020.

Além da Argentina, nas Américas, continuam na briga para avançar à próxima fase do Mundial: Brasil e Estados Unidos.

República Dominicana, Venezuela e Porto Rico não têm mais chances de chegar às quartas.

2 melhores das Américas

2 melhores da Europa

Melhor da África

Melhor da Ásia

Melhor da Oceania – Austrália ✅

Resultados deste sábado (7):

Austrália 82 X 76 República Dominicana (Grupo L)

Brasil 71 X 93 República Tcheca (Grupo K)

França 78 X 75 Lituânia (Grupo L)

EUA 69 X 53 Grécia (Grupo K)

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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