8 a 0 não basta? As demissões mais absurdas e inexplicáveis de técnicos no Brasil
Na esteira dos fatos recentes, o Esquema traz uma lista das decisões mais bizarras dos cartolas desse país
O futebol brasileiro é o único lugar do planeta onde vencer por goleada, liderar o campeonato ou ser campeão invicto pode ser o motivo da sua demissão. Se você acha que a gestão do seu clube é amadora, prepare o coração: listamos os casos mais surreais de treinadores que perderam o emprego quando o resultado em campo dizia exatamente o contrário.
1. Filipe Luís (Flamengo, 2026): A teoria do “Trem Errado”
A demissão de Filipe Luís é, provavelmente, o maior “atordoamento” da história recente do futebol mundial. O técnico foi desligado à 00h59 de uma terça-feira, horas após o Flamengo aplicar uma sonora goleada de 8 a 0 sobre o Madureira e garantir vaga na final do Carioca.
Com um aproveitamento de 70% (o terceiro melhor em 130 anos de clube) e cinco títulos na bagagem, Filipe foi vítima da bizarra teoria do “trem errado” da diretoria: a ideia de que, se o caminho não agrada, é melhor descer na primeira estação, não importa o placar. O mundo não entendeu nada, e jornais como o The Sun e o Marca classificaram o episódio como uma “coletiva brutal” de 30 segundos.
2. Hernán Crespo (São Paulo): Demitido na liderança (2026) e no Pós-Título (2021)
Crespo viveu os dois lados da moeda no Morumbi. Em 2021, tirou o clube de uma fila de nove anos com o título Paulista, mas não resistiu ao desgaste interno e ao desempenho oscilante no Brasileirão após uma série de lesões no elenco.
Mas o verdadeiro absurdo veio em 2026. Crespo foi demitido enquanto o São Paulo ocupava o topo da tabela do Brasileirão. O motivo? Uma fritura política orquestrada nos bastidores. Entre as “15 razões” para a queda, estavam desde o fato de ele não “afagar a cabeça” de atletas que saíram até críticas por dar folga ao elenco após eliminações. Um choque para a torcida, que viu o líder do campeonato ser rifado por questões de ego da diretoria.
3. Alberto Valentim (Cuiabá, 2021): O campeão invicto de um jogo só
Este caso é um enigma estatístico. Alberto Valentim foi demitido do Cuiabá logo após a estreia no Brasileirão (empate em 2 a 2 contra o Juventude). O detalhe surreal? Ele deixou o clube invicto, com 7 vitórias, 3 empates e o título do Mato-grossense no bolso. Demitir um técnico campeão e sem derrotas após apenas uma rodada da liga nacional é o suco de Brasil.
4. Marcelo Oliveira (Atlético-MG, 2016): No meio da final
Demitir um técnico é ruim, mas fazer isso entre os dois jogos de uma final de Copa do Brasil é o ápice do amadorismo. Marcelo Oliveira foi desligado após o Galo perder o jogo de ida para o Grêmio. Sem o comandante no jogo de volta, o time não conseguiu reagir e perdeu o título. A decisão foi classificada por especialistas como uma “covardia” administrativa.
5. Ramón Díaz (Botafogo, 2020): O técnico que não estreou
Ramón Díaz foi contratado, anunciado, mas demitido sem nunca ter pisado na beira do gramado pelo Glorioso. Ele precisou passar por uma cirurgia de emergência e, em vez de esperar a recuperação de um profissional de elite, a diretoria do Botafogo decidiu cancelar o projeto antes mesmo da primeira partida oficial.
6. Dorival Júnior (Flamengo, 2022): O “Incentivo Perverso”
Após tirar o Flamengo do caos e vencer a Libertadores e a Copa do Brasil em apenas seis meses, Dorival Júnior não teve seu contrato renovado. A diretoria alegou “queda de rendimento” e “necessidade de mudança”, preferindo apostar em Vítor Pereira. O troco veio rápido: no ano seguinte, Dorival venceu o próprio Flamengo na final da Copa do Brasil comandando o São Paulo.
E aí, torcedor? Qual dessas demissões você considera a mais vergonhosa? O futebol brasileiro precisa resguardar melhor os projetos técnicos? Queremos saber a sua opinião!





