COPA DO MUNDO DE 2026. FINAL. PREÇO DOS INGRESSOS. DEBATE.

Debate sobre preços dos ingressos

Preços caros dos ingressos foi um dos debates para o próximo mundial.

Ingressos caros mantêm debate após Copa do Mundo de 2026 atingir 6,5 milhões de torcedores.

FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) registra ocupação próxima de 100% e projeta arrecadar US$ 3 bilhões com ingressos e hospitalidade.

A Copa do Mundo de 2026 ultrapassou a marca de 6,5 milhões de torcedores nos estádios até as quartas de final, segundo a FIFA.

Apesar da ocupação oficial próxima de 100%, partidas decisivas seguiram apresentando setores com assentos vazios.

A entidade projeta faturar US$ 3 bilhões com ingressos e hospitalidade, enquanto o modelo de precificação dinâmica continua sendo alvo de críticas e investigações.

A Copa do Mundo de 2026 alcançou um público acumulado superior a 6,5 milhões de espectadores nos estádios até o encerramento das quartas de final, de acordo com números divulgados pela FIFA. 

A entidade afirma que a taxa média de ocupação das arenas permanece próxima de 100%, embora imagens das partidas e relatos de torcedores continuem mostrando espaços desocupados em diferentes setores.

Um dos exemplos ocorreu em Boston, na vitória da França por 2 a 0 sobre o Marrocos. 

O público oficial foi de 63.811 pessoas em um estádio com capacidade para pouco mais de 64 mil espectadores, mas áreas dos anéis superior e intermediário apresentavam lugares vazios durante a partida.

Situação semelhante foi registrada no confronto entre Argentina e Suíça, disputado no Kansas City Stadium. 

Mesmo com a FIFA informando a venda de 69.045 ingressos, número correspondente à ocupação total da arena, assentos desocupados eram visíveis ao longo do jogo. 

O New York Times informou que voluntários da competição chegaram a ocupar parte desses lugares.

A FIFA já explicou que sua metodologia considera todos os torcedores que acessam o perímetro do estádio, independentemente de permanecerem em seus assentos durante a partida. 

Ainda assim, a presença de claros nas arquibancadas em jogos eliminatórios segue chamando atenção.

A comercialização de ingressos também indica uma demanda mais moderada nesta fase da competição. 

As entradas para as quartas de final não foram totalmente esgotadas e, nos canais oficiais, ainda havia disponibilidade para todas as semifinais, sem redução nos preços.

No mercado de revenda, os ingressos mais baratos para as semifinais eram oferecidos por cerca de US$ 2.800. 

Para a decisão, marcada para o Nova York/Nova Jersey Stadium, a FIFA lançou uma nova categoria de assentos à beira do campo, com preços de até US$ 32.970.

O torneio utiliza o sistema de precificação dinâmica adotado pela entidade desde a Copa do Mundo de Clubes de 2025, com valores ajustados de acordo com a demanda. 

Segundo a FIFA, o modelo acompanha as práticas do mercado de grandes eventos nos Estados Unidos.

Apesar da justificativa, autoridades e escritórios de advocacia de Nova Jersey, Nova York, Texas e Califórnia abriram investigações relacionadas às práticas de comercialização de ingressos.

A FIFA estima arrecadar US$ 3 bilhões com a venda de ingressos e pacotes de hospitalidade durante a Copa do Mundo de 2026. 

Ao mesmo tempo, a manutenção de assentos vazios em partidas de grande apelo, incluindo jogos com atletas como Lionel Messi e Kylian Mbappé, alimenta o debate sobre o impacto dos preços elevados na presença de público.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro