O São Futebol Clube acertou, no intervalo de uma semana, a venda de três jogadores para o exterior: Rodrigo Caio (Valencia), Denilson (Al Wahda) e Paulo Miranda (Zalsburg). Jonathan Cafu é outro que pode deixar o clube a qualquer momento rumo ao Ludogorets, da Búlgaria, mas até a hora em que escrevo o texto não houve anúncio oficial.
Além dos que foram citados, Paulo Henrique Ganso pinta como possível reforço de Santos ou Flamengo e essa novela só acabará quando o meia realizar o sétimo jogo pelo São Paulo no campeonato. Alexandre Pato também correu sérios riscos de sair caso tivesse vencido seu processo na Justiça contra o Corinthians, mas a derrota nos tribunais adiou a definição para setembro.
Quando há uma “debandada” de jogadores de uma só vez é muito comum se iniciar a discussão se o clube precisa repor as perdas ou se o elenco que fica é suficiente para aguentar o tranco até o fim do ano. A meu ver, O caso do Tricolor não pode ser comparado com os de Cruzeiro e Palmeiras por exemplo. A Raposa vendeu praticamente o time titular inteiro no início do ano e o Verdão já chegou à marca de 30 jogadores contratados na temporada.
Como bem disse meu colega Bruno Faria, aqui do Esquema de Jogo, o São Paulo está vendendo dois jogadores reservas (Rodrigo Caio e Paulo Miranda) e um muito contestado pela torcida (Denilson). A soma total das transações beiram os 60 milhões de reais, que acabam se tornando indispensáveis para um clube com sérias dificuldades financeiras.
Rodrigo Caio tinha potencial para se tornar titular absoluto em breve, mas se não fosse uma contusão grave, que o afastou dos gramados por oito meses, já teria ido embora do Morumbi há muito tempo. Paulo Miranda chegou ao clube em 2012 e nunca conseguiu convencer. Sua melhor fase foi na lateral-direita, quando o time foi campeão da Sul-americana sob o comando de Ney Franco, mas depois disso nunca se firmou em nenhuma posição.
Denilson, desde que foi revelado pelo próprio São Paulo em 2005, nunca se tornou aquele grande jogador que parecia ser. Vendido ao Arsenal, na Europa se tornou um jogador comum, e desde que retornou ao São Paulo, em 2011, teve muitos altos e baixos. O excesso de cartões e a lentidão na marcação sempre foram as maiores críticas ao seu futebol. Fazia grandes jogos, como na partida de ida das oitavas da Libertadores contra o Cruzeiro, mas logo voltava ao mesmo futebol inconstante.
Resta à diretoria saber administrar o dinheiro em caixa e lutar para não continuar atrasando salário ou direito de imagem dos jogadores. Acredito que grande parte da grana será usada para reduzir as dívidas que assombram não só ao São Paulo, mas a imensa maioria dos clubes brasileiros. Outro ponto fundamental e que traz muitas dúvidas é se terão paciência com o trabalho do técnico Osório e se ele será mantido até o final do contrato independente dos resultados. Com relação ao time, vejo a necessidade de mais um lateral-esquerdo e um atacante, além do aproveitamento de garotos da base, como Boschilia e João Paulo.
Para resumir tudo o que foi falado, ao menos neste caso, ponto positivo para a diretora do São Paulo.




