Cruzeiro vence o Operário, se garante na Série B e complica adversário.
Faltando dois jogos para o fim da competição, time mineiro chega aos 47 pontos e não pode mais ser ultrapassado pelo Figueirense, que abre o Z-4.
Fantasma fica a cinco pontos do G4.
Depois de brigar praticamente por toda a Série B contra o rebaixamento, o Cruzeiro, enfim, está livre do risco de queda.
O respiro veio com a vitória por 2 a 1 sobre o Operário-PR, na noite desta quarta-feira (20), no Independência, pela trigésima sexta rodada da competição.
O resultado complica, e muito, a briga paranaense pelo acesso à elite.
Com o resultado em Belo Horizonte, o Cruzeiro chegou aos 47 pontos e, faltando seis em disputa, não pode mais ser ultrapassado pelo Figueirense, que abre o Z-4, com 39 pontos.
O Operário perdeu a chance de encostar no grupo de acesso à Série A e, com a derrota, fica em nona colocado com 51 pontos, a cinco do CSA, quarto lugar.
Foi de domínio quase absoluto do Operário, que assustou Fábio em arremates de Rafael Oller, Marcelo e Ricardo Bueno.
O Cruzeiro encontrava dificuldades para criar jogadas e também para anular o time paranaense.
Até que a zaga visitante falha em um corte de cabeça de Manoel, a bola sobra para Rafael Sobis, que dá um chapéu no goleiro e abre o placar, aos 31 minutos do primeiro tempo.
A partir de então, o Cruzeiro controlou mais as ações, mas não o suficiente para incomodar efetivamente o goleiro Martín Rodríguez.
Principal nome do Cruzeiro nesta Série B, Rafael Sobis voltou a marcar depois de mais de um mês de jejum.
A última bola na rede anotada por ele havia sido dia 15 de dezembro, no empate por 1 a 1 com o CSA, pela vigésima nona rodada.
Até o jogo contra Operário, ele atuou em cinco sem marcar.
Foi o sexto gol dele na Série B, se isolando novamente como o artilheiro do Cruzeiro na competição.
A etapa final começou como terminou a primeira, com o Cruzeiro buscando mais o jogo.
Logo no primeiro lance, William Pottker obrigou Martín a fazer boa defesa.
Mas, aos 9 minutos do segundo tempo, em chute de fora da área, Ricardo Bueno empatou para o Operário.
Três minutos depois, aos 12 minutos do segundo tempo, Pedro Ken virou a partida para o time paraense, mas o árbitro anulou, pegando falta do meia em Filipe Machado.
O Operário cresceu e voltou a assustar em descidas de Rafael Oller, mas foi o Cruzeiro quem chegou ao segundo gol, com lançamento de Manoel e gol de William Pottker.
Ricardo Bueno e Marcelo ainda assustaram Fábio, mas a vantagem mineira foi mantida até o apito final.
Aos 12 minutos do segundo tempo, muita reclamação por parte do Operário.
Pedro Ken recebeu cruzamento e cabeceou para as redes, para o que seria a virada no Independência.
Mas o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, da Paraíba, marcou falta de Ken em Filipe Machado, gerando revolta.
Na Central do Apito, Paulo César de Oliveira, considerou que o gol foi mal anulado.
Na visão do ex-árbitro, o que houve na área foi uma disputa natural por espaço.
Por reclamação, Jean Carlo levou amarelo, e Jorge Jiménez, no banco, foi expulso.
Depois da partida, jogadores e integrantes da comissão técnica e da direção cercaram a equipe de arbitragem no campo, e os seguranças precisaram agir.
Os próximos compromissos de Cruzeiro e Operário serão pela trigésima sétima rodada da Série B.
No domingo (24), às 16 horas (horário de Brasília), o time mineiro recebe o Náutico no Independência.
Segunda-feira (25), às 17 horas (horário de Brasília), os paranaenses visitam a Chapecoense na Arena Condá.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





