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SUL-AMERICANO DE VÔLEI DE 2019. CRUZEIRO-MG. BRASIL. FINAL. UPCN. ARGENTINA. MINAS-MG. BRASIL. OBRAS DE SAN JUAN. ARGENTINA. DECISÃO DO TERCEIRO LUGAR.
Análise

Cruzeiro terá outro argentino no final

Cruzeiro vence San Juan e enfrenta UPCN por hexa no Sul-americano de clubes.

Em um jogo praticamente perdido, equipe mineira consegue virada e faz 3 a 2 na semifinal.

Time celeste decide título neste sábado (2), podendo se tornar o maior vencedor do campeonato.

Cruzeiro vence San Juan e enfrenta UPCN por hexa no Sul-americano de clubes .

Com muita emoção, provocação, superação e coração, a equipe de vôlei masculino do Cruzeiro chegou à decisão de mais um Campeonato Sul-americano de clubes.

Em jogo que começou na sexta-feira (1) e terminou nos primeiros minutos do sábado (2), a Raposa saiu perdendo por 2 sets a 0, mas reagiu e superou o Obras San Juan, da Argentina, por 3 a 2 (parciais de 24/26, 22/25, 27/25, 25/23 e 15/13), avançando para a final.

A decisão será neste sábado (2), às 20h30 (horário de Brasília), também na Arena do Minas, em Belo Horizonte, com transmissão do SporTV2.

O adversário será o UPCN, outro clube argentino, que mais cedo derrotou o Minas, anfitrião do campeonato, e garantiu uma das vagas da final.

O vencedor do Sul-americano se classifica para o próximo Mundial de clubes.

Coincidentemente, Cruzeiro e UPCN se enfrentaram pela primeira rodada do torneio, com a equipe mineira também vencendo por 3 a 2, de virada, depois de perder os dois primeiros sets da partida.

Na decisão deste sábado (2), o Cruzeiro pode chegar ao quarto título seguido no Sul-americano.

De quebra, a Raposa, comandada pelo técnico argentino Marcelo Mendez, ainda tem a chance de ser tornar o clube com mais títulos da competição.

Se derrotar o UPCN, o Cruzeiro, dono de cinco troféus nas edições anteriores, venceu em 2012, 2014, 2016, 2017 e 2018, vai ser a primeira equipe a chegar à marca de seis conquistas, superando os brasileiros Paulistano e Clube Banespa, que também triunfaram em cinco oportunidades.

O Obras San Juan começou a partida forçando o saque e dando trabalho à equipe mineira.

Complicando a recepção cruzeirense, os argentinos lideraram a contagem no placar em boa parte do primeiro set. Com a ajuda dos centrais Isac e Le Roux, o Cruzeiro passou à frente no marcador na reta final, mas não conseguiu administrar a vantagem.

O San Juan aproveitou a falha do líbero Serginho, tirou a diferença e fez 26 a 24, no erro de ataque do francês Le Roux.

O Cruzeiro não se encontrou no início do segundo set.

Depois de uma falha no levantamento, o técnico Marcelo Mendez trocou o titular Cachopa por Sandro.

O San Juan aproveitou para colocar seis pontos de vantagem.

Enquanto saque forçado cruzeirense não entrava, os argentinos faziam estrago na defesa brasileira no mesmo quesito.

O Cruzeiro chegou a tirar parte da diferença, mas a deixadinha do oposto Evandro não entrou, e os visitantes emplacaram 25 a 22, fazendo 2 a 0.

Destaques pelo lado argentino, os cubanos Herrera e Melgarejo eram os pontos focais do levantador Matias Sanchez.

O Cruzeiro voltou com Cachopa para quadra, mas os erros constantes de saque, impediam que a equipe mineira deslanchasse na partida.

Quando a vitória argentina parecia encaminhada, o bloqueio cruzeirense começou a fazer diferença.

Primeiro com o norte-americano Sander e depois com o ponteiro Rodriguinho, que emplacou dois seguidos, fechando o set em 27 a 25 e diminuindo a diferença para 2 sets a 1.

O quarto set foi marcado pelo duelo de nervos dos dois lados.

Quem pontuava tentava motivar os companheiros e também provocar o rival.

Os mais calmos pediam tranquilidade.

Nesse clima, Evandro levou cartão amarelo.

Mas também havia espaço para a esportividade.

Quando o ponteiro Sander “medalhou”

Herrera, atingindo o rosto do cubano, o cruzeirense, gentilmente, pediu desculpas ao adversário.

Voltando ao jogo, o Cruzeiro conseguiu se sobressair e abrir pequena vantagem na reta final do set.

No ataque de Isac, o Cruzeiro colocou 25 a 23 e levou a decisão para o tie-break.

O set desempate começou com o ace de Rodriguinho.

Os argentinos não se abateram e seguiram colados na contagem do marcador.

Na passagem de Le Roux pelo saque, o Cruzeiro colocou 8 a 4 no placar.

A tensão emocional e o desgaste pesaram para Evandro, que precisou ser substituído na reta final, por causa de cãibras.

O San Juan aproveitou o momento e encostou no placar.

Mas na bola de segurança, de Cachopa para o ataque certeiro de Isac, o Cruzeiro fechou em 15 a 13, vencendo por 3 sets a 2.

“A gente já teve partidas difíceis, contra o próprio UPCN, no primeiro jogo, a gente saiu perdendo por 2 a 0, e viramos também. Esse time aí (San Juan) tem dois cubanos novinhos (Herrera e Melgarejo), que saltam muito, atacam forte e deram muito trabalho pra gente. Não sei se foi a partida mais difícil da temporada, mas foi bem complicada, e a gente teve que se superar para ganhar”, disse o oposto Evandro ao fim da partida.

O UPCN está na final do Sul-americano de clubes masculino de vôlei, disputado na Arena Minas, em Belo Horizonte.

Nesta sexta-feira (1), os argentinos derrotaram o Minas por 3 sets a 0, com parciais de 27/25, 25/18 e 25/14.

O UPCN decide o Sul-americano neste sábado (2) às 20h30, novamente na Arena Minas.

Antes, às 17h30 (horário de Brasília), o time do Minas decide o terceiro lugar.

O primeiro set foi bastante disputado.

Os times se alternaram à frente do placar.

Aos poucos, o UPCN abriu pequena vantagem.

Fez 10 a 7.

O técnico minastenista Nery Tambeiro pediu tempo.

O Minas reagiu, diminuiu a diferença, empatou e virou para 16 a 15.

Abriu dois pontos na reta final, fazendo 21 a 19, obrigando o UPCN a pedir tempo.

Os argentinos buscaram o empate em 23 a 23 e venceram por 27 a 25.

No segundo set, o Minas cometeu erros e o UPCN abriu 7 a 4.

A vantagem aumentou para 10 a 5, após novas falhas da equipe de Belo Horizonte.

Um esboço de reação foi feito pelos donos da casa, que diminuíram a diferença para dois pontos.

Porém, o Minas não manteve o padrão.

Os visitantes voltaram a abrir cinco pontos: 20 a 15, seguiram dominando e fecharam a parcial em 25 a 18.

O UPCN seguiu melhor no terceiro set.

O Minas não se acertou em quadra.

Em ritmo acelerado, os argentinos abriram 8 a 4, depois 12 a 6.

Com muitas disciplina, não deram chances ao Minas.

Chegaram a fazer 18 a 9, ganhando tranquilidade para fechar o set em 25 a 14, e o jogo em 3 sets a 0.

Confira a tabela completa:

Fase de grupos

Grupo A: Minas-MG (Brasil), Obras de San Juan (Argentina) e Nacional (Uruguai).

Grupo B: Cruzeiro-MG, UPCN (Argentina) e Regatas Lima (Peru).

26/02/2019 – Terça-feira

Minas-MG 3 X 1 Obras de San Juan (Argentina) (21/25, 25/20, 25/22 e 25/22)

Cruzeiro-MG (Brasil) 3 X 2 UPCN (Argentina) (23/25, 18/25, 25/22, 25/20 e 15/11)

27/02/2019 – Quarta-feira

Minas-MG (Brasil) 3 X 0 Nacional (Uruguai) (25/23, 25/12 e 25/15)

Cruzeiro-MG (Brasil) 3 X 0 Regatas Lima (Peru) (25/13, 25/14 e 25/14)

28/02/2019 – Quinta-feira

Obras de San Juan (Argentina) 3 X 0 Nacional (Uruguai) (25/18, 25/20 e 25/22)

UPCN (Argentina) 3 X 1 Regatas Lima (Peru) (25/22, 21/25, 25/15 e 25/17)

Disputa de quinta e sexto 6 lugares:

01/03/2019 – Sexta-feira

Nacional (Uruguai) 0 X 3 Regatas Lima (Peru) (25/17, 25/22 e 25/13)

Semifinais:

01/03/2019 – Sexta-feira

Minas-MG (Brasil) 0 X 3 UPCN (Argentina) (27/25, 25/18 e 25/14)

Cruzeiro-MG (Brasil) 3 X 2 Obras de San Juan (Argentina) (24/26, 22/25, 27/25, 25/23 e 15/13)

Disputa de terceiro e quarto lugares:

02/03/2019 – Sábado, às 17h30 (horário de Brasília)

Minas-MG (Brasil) X Obras de San Juan (Argentina)

Final:

02/03/2019 – Sábado, às 20h30 (horário de Brasília) – com transmissão do Sportv.

Cruzeiro-MG (Brasil) X UPCN (Argentina)

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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