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FINAL DA SUPERLIGA MASCULINA. 2017.2018. CRUZEIRO-MG. SESI-SP.
Análise

Cruzeiro perto do Hexa!!!

O ginásio do Ibirapuera é conhecido como um dos templos do vôlei nacional por já ter hospedado, em seus mais de 60 anos, um sem número de jogos memoráveis, nacionais e internacionais.

A primeira partida da final da Superliga masculina, neste sábado (28), fez jus à tradição da arena.

Em um jogaço de duas horas e 49 minutos de duração, o Cruzeiro venceu o Sesi-SP por 3 sets a 2 (com parciais de 25/23, 25/27, 26/24, 22/25 e 15/12) diante de 10.019 pessoas.

Com o resultado, o time celeste terá a torcida a seu favor para conquistar seu sexto título da competição, o quinto consecutivo.

A próxima partida será realizada no domingo (6) no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, a partir das 9h10 (horário de Brasília.

Caso o Sesi vença, o troféu será definido em um set extra, o chamado “golden set”.

O jogo: No primeiro set, o time celeste foi liderado pelo oposto Evandro.

Com a habitual força no saque, ele ajudou com um ace e bloqueios para abrir uma vantagem que chegou a ser de 11 a 4.

O Sesi, que iniciou o jogo com muitos erros, sobretudo no serviço, consertou as falhas e chegou a empatar a parcial em 19 a 19.

O técnico Marcelo Mendez, então, sacou de quadra o capitão Filipe e pôs Rodriguinho, para melhorar a linha de recepção.

Com a alteração, no momento capital o visitante foi superior, abriu uma margem mínima e fechou em 25 a 23, após um saque errado de Douglas Souza.

Parecia que o segundo set seguiria no mesmo tom.

O Cruzeiro, sempre tendo Evandro como escape, chegou a abrir 9 a 6 e, depois, 16 a 12.

A maré mudou quando o técnico do Sesi, Rubinho, tirou Alan e colocou Franco em quadra.

Lentamente, o time paulistano tirou a diferença e passou pela primeira vez à frente graças a um bloqueio (19 a 18).

Diante da reação dos anfitriões, Marcelo Mendez promoveu a volta de Filipe no lugar de Rodriguinho.

A partir daí, a disputa foi emocionante, ponto a ponto e quase sem erros, até que um toque na rede do capitão cruzeirense selou o 27 a 25 em favor do mandante.

O alto nível prosseguiu no terceiro set e o equilíbrio deu o tom. 9 a 9.

10 a 10.

13 a 13.

14 a 14.

16 a 16.

18 a 18.

Só a partir daí uma das equipes conseguiu desgarrar.

E foi o Sesi, que abriu 20 a 18 depois de um ataque de Alan, que havia entrado em inversão no lugar de Franco.

Mas o Cruzeiro tinha Leal, que com um bloqueio deixou o placar 22 a 22.

E, após troca de pontos, atacou para pôr os atuais campeões à frente: 25 a 24.

A equipe tratou de aproveitar a vantagem e levou o set com um bloqueio de Isac (26 a 24) para ficar na liderança do jogo novamente.

A julgar pelo início fulminante, o Sesi levaria com folga a disputa para o tie-break.

Com Lipe e Lucão bem ofensivamente, chegou a abrir confortáveis 17 a 12 diante do rival.

Mas o Cruzeiro vendeu caro.

Carregado por Simon, chegou a virar e fazer 21 a 20 no marcador.

No vaivém de pontos que caracterizou o jogo, coube a Alan dar uma sequência decisiva de saques e pôr o Sesi na frente.

O ponto que definiu o 25 a 22 veio após polêmica.

Filipe atacou uma bola marcada fora pela arbitragem.

A comissão técnica mineira pediu desafio, mas o lance não passou no telão do ginásio, o que provocou protestos dos visitantes.

Pelas reclamações, o líbero Serginho foi punido com um cartão amarelo antes da volta para o quinto e decisivo set.

A parcial decisiva foi de oscilações. Primeiro, o Cruzeiro abriu 8 a 4, ancorado na potência de Leal e Evandro.

Depois, permitiu aos mandantes uma reação e ficou atrás do placar (9 a 8).

Mas tantos títulos não vêm à toa.

Na hora mais necessária, a equipe foi fria e objetiva.

Com dois bloqueios consecutivos em Lipe, abriu 14 a 11.

Leal, sempre ele, decretou: 15 a 12, vitória, e o sexto troféu nacional mais perto do que nunca.

Foram distribuídos cerca de 5.000 ingressos para torcedores, que os obtiveram gratuitamente em um portal do Sesi, a quem coube a organização desta primeira partida.

Outras mais de 5.000 entradas foram oferecidas a patrocinadores e à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) e seus parceiros.

Antes do jogo, a reportagem flagrou cambistas tentando comprar e vender bilhetes nos arredores do complexo, a polícia concentrou sua ronda nos portões de acesso ao ginásio.

As campanhas: O Sesi-SP, que havia sido terceiro colocado na fase de classificação, com 17 vitórias e cinco derrotas, chegou à decisão em alta, após passar invicto por Corinthians (2 a 0 no confronto) e Sesc-RJ (3 a 0) nos playoffs.

Por sua vez, o Cruzeiro foi a São Paulo com dificuldades a superar.

Líder da primeira fase, o time se viu à beira da eliminação na semifinal, quando perdeu as duas primeiras partidas contra o Taubaté.

Ainda assim, teve forças para reagir e triunfar por 3 a 2 no embate.

Além dos obstáculos em quadra, a equipe mineira teve de lidar com um desmanche em seu elenco que parece implacável.

Principal destaque do time, o ponta Leal já comunicou que vai atuar pelo italiano Civitanova na próxima temporada.

Na sexta-feira (27), o levantador Uriarte disse ao técnico Marcelo Mendez que deixará o grupo para atuar pelo Taubaté a partir do segundo semestre.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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