Clubes da Série C irão pleitear cotas proporcionais em venda de ações da Liga Forte Futebol.
Entidade irá definir na próxima sexta-feira (16) os repasses referentes à venda de 20% das ações ao grupo Serengeti.
No entanto não há definição quanto aos cinco filiados hoje na Terceira Divisão.
A próxima sexta-feira será um dia importante para a Liga Forte Futebol (LFF).
Isso porque ocorrerá, em São Paulo, uma assembleia entre os 26 clubes da entidade para definir o repasse referente à venda de 20% das ações da Liga para o fundo americano Serengeti por R$ 4,85 bilhões.
Segundo apuração do Globo Esporte com fonte ligadas a alguns clubes, a divisão seguirá uma escala que levará em conta a participação de cada equipe nas Série A e B na era dos pontos corridos (2003 a 2023), com os maiores valores sendo pagos às agremiações que mais permaneceram na elite nesses 20 anos.
No entanto, dos 26 clubes filiados a LFF, cinco estão atualmente na Série C do Campeonato Brasileiro: Brusque, Náutico, CSA, Operário e Figueirense.
E por isso ainda não possuem seus valores definidos.
Dos cinco, o Figueirense foi quem mais esteve presente na Série A na era dos pontos corridos, com 11 participações.
Nesse período, o clube catarinense disputou a Série B em sete oportunidades e está na Série C desde 2021.
Já o Náutico conta com cinco participações na elite, 13 na Série B e três na Série C.
Porém, o clube pernambucano está entre os 23 clubes que criaram a Liga Forte, em junho do ano passado, enquanto o Figueirense aderiu à entidade posteriormente.
No entanto, a tendência é que os cinco clubes hoje na Terceira Divisão, e que fazem parte da Liga Forte, pleiteiem junto o recebimento das cotas proporcionais.
Na divisão previamente divulgada, o maior repasse referente à compra de 20% das ações pelo fundo Serengeti é do Flamengo (que faz parte da Libra), com 221,5% milhões.
No outro lado da tabela estão Botafogo-SP, Mirassol, Ituano, Novorizontino e Tombense, com cota prévia de R$ 25,9 milhões.
O receio, portanto, de dirigentes de Náutico e Figueirense é também ficarem com o “piso” por estarem atualmente fora das Séries A e B.
Segundo apurou o Globo Esporte, os dirigentes pernambucanos irão pleitear uma cota de aproximadamente R$ 62 milhões.
Vale destacar que no ano passado, cada um dos 26 integrantes da Liga Forte recebeu um pagamento antecipado de R$ 350 mil, também referente à negociação com a Serengeti.
E é bom deixar claro também que os valores a serem discutidos na assembleia da próxima sexta-feira se referem exclusivamente a compra de 20% dos direitos comerciais da LFF por 50 anos pelo grupo norte-americano.
Já as cotas referentes à venda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro só passam a valer para as edições das Séries A e B a partir de 2025.
Cotas pela venda de 20% das ações da Liga Forte Futebol:
Flamengo – R$ 221,5 milhões
Corinthians- R$ 219,1 milhões
Palmeiras – R$ 216,7 milhões
São Paulo – R$ 214,8 milhões
Atlético-MG – R$ 213,5 milhões
Cruzeiro – R$ 210,3 milhões
Grêmio – R$ 209,4 milhões
Internacional – R$ 214,4 milhões
Santos – R$ 210,8 milhões
Vasco – R$ 208,5 milhões
Fluminense – R$ 208,3 milhões
Athletico-PR- R$ 199,2 milhões
Botafogo – R$ 181 milhões
Coritiba – R$ 156,3 milhões
Goiás – R$ 149,7 milhões
Bahia – R$ 134 milhões
Sport – R$ 136,8 milhões
Vitória – R$ 89,3 milhões
Fortaleza – R$ 118,5 milhões
América-MG – R$ 113,9 milhões
Ceará – R$ 118,5 milhões
Ponte Preta – R$ 88,4 milhões
Atlético-GO- R$ 89,8 milhões
Avaí – R$ 92,1 milhões
Chapecoense – R$ 92 milhões
Guarani – R$ 51,7 milhões
Juventude – R$ 91,1 milhões
Red Bull Bragantino – R$ 87,9 milhões
Botafogo-SP – R$ 25,9 milhões
Criciúma- R$ 61,1 milhões
Cuiabá – R$ 56,4 milhões
ABC – R$ 32,6 milhões
CRB – R$ 42,3 milhões
Ituano – R$ 25,9 milhões
Londrina- R$ 32,6 milhões
Mirassol- R$ 25,9 milhões
Novorizontino- R$ 25,9 milhões
Sampaio Correa – R$ 32,9 milhões
Tombense – R$ 25,9 milhões
Vila Nova – R$ 37,6 milhões
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





