Em evento, FIFA destaca medidas contra impacto do Covid-19.
Ronaldo entrevistou Gianni Infantino no encerramento do WFS (World Football Summit Live).
O WFS, evento organizado pelo ex-jogador Ronaldo, foi encerrado nesta sexta-feira (10) com o principal convidado do fórum: o presidente da FIFA, Gianni Infantino.
O brasileiro entrevistou o dirigente, e o maior foco da conversa foi o impacto do Covid-19 no futebol.
Infantino ressaltou que a entidade, assim como toda a sociedade, não estava preparada para agir sobre uma pandemia que obrigou o futebol a ter o maior tempo parado desde a Segunda Guerra Mundial.
Mas destacou que, financeiramente, a FIFA pôde realizar medidas com impactos significativos.
“A situação financeira da Fifa é forte. Fizemos o repasse de US$ 1,5 bilhão. Nenhuma entidade esportiva fez algo similar no mundo”, afirmou Infantino.
O presidente da FIFA fez referência ao valor aprovado no fim de junho para ser repassado a federações e confederações afetadas pela paralisação do futebol.
O valor, equivalente a R$ 8 bilhões, tem como objetivo restabelecer o calendário esportivo, especialmente em categorias mais frágeis, como o futebol feminino.
Além do repasse, a FIFA ainda abriu uma linha de crédito com taxa zero no valor de US$ 552 milhões.
O desafio da entidade agora é adaptar a forma de retomar o futebol em cada país.
“Não há uma solução mágica. A Suíça ficou um longo tempo sem futebol. A Alemanha conseguiu voltar bem antes. E são países vizinhos”, ressaltou Infantino.
O presidente da FIFA também demonstrou preocupação com este momento inicial do retorno do futebol, com um calendário conturbado e sem a presença de torcedores nas arquibancadas.
Infantino reforçou a necessidade de pensar na saúde dos jogadores com a maratona de jogos, fator amenizado com a possibilidade de cinco substituições durante a partida.
Sobre as arquibancadas vazias, o mandatário torceu pela rápida solução.
“Ver jogo sem torcida é triste. Se os jogadores são o coração do futebol, a torcida é a alma. Neste momento, não é possível ter torcedores, mas precisamos trabalhar para tê-los de volta o mais rápido possível”, comentou.
Ronaldo concordou com o presidente.
“Quando eu fazia um gol, não fazia para a minha felicidade. Fazia para ver a felicidade do público no estádio”, afirmou o ex-camisa 9 da seleção brasileira.
Reportagem: Maquinadoesporte.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





