Esquema de Jogo

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VÔLEI MASCULINO BRASILEIRO.
Análise

Conquistas gigantes

Relembre os dez maiores jogos da história da seleção masculina de vôlei.

Relembre os jogos mais marcantes da seleção, que está há 35 anos entre as melhores do planeta.

Três medalhas de ouro em Olimpíadas, três títulos mundiais e outros três da Copa do Mundo, além de nove conquistas da Liga Mundial e cinco da Copa dos Campeões.

O histórico da seleção brasileira masculina de vôlei é invejável, e o GloboEsporte.com elencou os dez maiores jogos de todos os tempos do Brasil.

Algumas vezes, as partidas da primeira fase ou das semifinais foram mais memoráveis do que as finais.

A ordem está cronológica, e com algumas derrotas no caminho.

No sábado (11), também fizemos uma lista marcante dos jogos históricos da equipe feminina.

Quase cem mil pessoas: O maior público da história de uma partida de vôlei é do duelo entre Brasil e União Soviética, disputado no Maracanã em julho de 1983.

A vitória foi do time da casa por 3 a 1, com parciais de 14/16, 16/14, 15/7 e 15/10.

Foram 95.887 presentes.

Na época, os soviéticos eram atuais campeões olímpicos, enquanto o Brasil era vice-campeão mundial.

Por conta da forte chuva, o jogo, que ocorreria no dia 17 de julho, foi transferido para 26.

Novamente, choveu bastante, mas desta vez não teria como adiar o duelo, pois os soviéticos precisavam voltar para a Europa.

Prata em 1984: A Olimpíada de 1984 ficou marcada pela geração de prata do vôlei masculino, com a conquista do vice-campeonato em Los Angeles.

Na final, derrota para os Estados Unidos por 3 a 0 (15/6, 15/6 e 15/7), com os americanos dando o troco após perderem para os brasileiros na primeira fase.

Apesar do revés, o jogo ficou marcado na história do vôlei nacional.

Vitória na semi contra os Estados Unidos – 1992: O título olímpico de 1992, o primeiro da história do país, veio com uma vitória na final contra Holanda por 3 a 0, mas talvez o jogo mais memorável daquela edição foi a semifinal contra os Estados Unidos, rival e algoz histórico.

O Brasil começou perdendo, caiu por 15 a 12 no primeiro set, mas conseguiu as três parciais seguintes: 15/8, 15/9 e 15/12.

Título em casa: A seleção brasileira, jogando no Ibirapuera lotado, em São Paulo, venceu a Liga Mundial com uma vitória espetacular por 3 a 0 contra a Rússia.

O time, que havia sido campeão olímpico no ano anterior, não deu chances para os rivais, para o delírio da torcida. Para muitos, foi a melhor exibição daquela geração.

Primeiro título mundial: Em 2002, no início da era Bernardinho, a seleção brasileira foi campeã mundial pela primeira vez ao vencer, na Argentina, a Rússia, por 3 a 2, em um dos melhores jogos da história da competição.

As parciais foram 23/25, 27/25, 25/20, 23/25 e 15/13.

O ouro veio com um ace de Giovanne. Nalbert, com 23 pontos, e Giba, com 18, foram os destaques.

A batalha de Barcelona: Brasil e Iugoslávia fizeram uma final histórica na Liga Mundial de 2003, com os brasileiros vencendo com impressionantes 31 a 29 no tie-break, após muitos match points perdidos dos dois lados.

Nalbert, com 14 pontos, e Giovanne e Anderson com 12 foram os destaques.

O Brasil era favorito, atual campeão mundial, enquanto os iugoslavos tinha Miljković, o melhor jogador daquela competição.

Os dois times tinham passado tranquilamente pela semifinal, o Brasil com 3 a 0 sobre os tchecos, enquanto os sérvios 3 a 0 nos italianos.

Atenas 2004 -primeira fase: A seleção foi campeã olímpica em 2004 com uma linda vitória por 3 a 1 sobre a Itália, mas o jogo mais marcante (mas longe de ser o mais importante) daquele evento veio na primeira fase contra os próprios italianos.

Brasil 3 a 2 Itália, parciais de 25/21, 15/25, 25/16, 21/25 e 33/31.

O jogo era decisivo para as pretensões do Brasil passar de fase bem colocado e fugir dos adversários mais difíceis nas quartas de final.

O grande nome na ocasião foi Giba, com 26 pontos.

A Batalha de Belgrado: A final da Liga Mundial de 2009 foi uma verdadeira batalha. Brasil e Sérvia se enfrentaram na Sérvia, com mais de vinte mil pessoas no ginásio.

Jogadores relataram que ouviam xingamentos e recebiam objetivos jogados pela torcida.

Contra tudo isso, a seleção venceu os donos da casa na final por 3 a 2, com direito a 29 pontos de Leandro Vissoto.

Que pecado!

A final olímpica de Londres 2012 estava na mão da seleção brasileira.

O time tinha vencido os dois primeiros sets, 25/19 e 25/20, e liderava o terceiro set até com uma certa tranquilidade.

Aí, em uma jogada de mestre, Muserskiy foi trocado de posição e foi o grande nome da virada russa.

No terceiro set, 29/27 para os russos, que salvaram dois match points.

Aí, a virada estava desenhada: 25/22 e 15/9 foram as outras parciais.

Mata-mata antecipado: A seleção brasileira ficou muito perto de ser eliminada ainda na primeira fase da Olimpíada do Rio.

Após duas derrotas nas quatro primeiras rodadas, o Brasil precisava vencer a França, que tinha o melhor jogador do mundo na época N’Gapeth, para seguir às quartas de final.

Se perdesse, seria eliminado.

Após altos e baixos, a seleção fechou o jogo em 3 a 1 e embalou para o tricampeonato.

Menções honrosas:

Aqui outros jogos que poderiam entrar na lista:

Brasil 3 X 2 URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) (Final do Mundialito de 1982, no Brasil)

Brasil 2 X 3 Argentina (Disputa do bronze das Olimpíadas de 1988)

Brasil 3 X 2 Argentina (Final da Copa América de 1998, em Mar del Plata, contra torcida e arbitragem)

Brasil 3 X 2 Rússia (Semifinal da Liga Mundial de 2001, pelo simbolismo de voltar a uma final importante depois de oito anos com direito a 20/18 no tie-break)

Brasil 2 X 3 Venezuela (derrota inesperada nas semifinais dos Jogos Pan-Americanos de 2003)

Brasil 3 X 2 Itália (quartas de final do Mundial de 2002, devolvendo a derrota na semi do Mundial de 1998

Brasil 3 X 0 Polônia (Final do Mundial de 2006, talvez a maior exibição da história da seleção)

Brasil 3 X 0 Rússia (Semifinal da Rio 2016, atuação quase perfeita)

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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