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Análise

Como fechar as contas?

Pandemia FC: como fechar a conta?

Em ano atípico, a crise econômica está exposta e pegará os clubes brasileiros em cheio.

Será um ano atípico para o futebol.

A situação começa a ficar mais clara na Europa. Já teremos Bundesliga no fim de semana. Portugal, no início de junho.

Espanha, em junho. Inglaterra, provavelmente. Itália, talvez em junho.

Bélgica, fim de agosto.

França e Holanda, setembro.

No Brasil, mesmo em toda América do Sul, é uma loucura pensar em volta agora ou em junho.

Só a cidade do Rio de Janeiro tem nais mortes do que Portugal inteiro.

Mesmo vale na comparação com Argentina ou Japão, por exemplo.

A crise econômica está exposta e pegará os clubes brasileiros em cheio.

Os dirigentes, preocupados, não abrem suas estimativas ou perspectivas desse impacto negativo financeiro.

Mesmo clubes ricos e poderosos, como Flamengo e Palmeiras, já demitiram funcionários e reduziram salários.

O Santos usou a tesoura e tem gente que vai perder 70% dos proventos, muito embora o clube garanta que esse montante será ressarcido mais à frente.

Qual será o impacto?

Para começar, existe uma tendência que alguns jogadores, insatisfeitos com seus cortes salariais, busquem uma saída para o exterior, antes descartada.

O problema é que espanhóis, italianos, portugueses, ingleses e franceses também estão com cortes severos de gastos.

A recessão é mundial.

Haverá redução do staff técnico.

A medida já foi anunciada por alguns grandes clubes brasileiros e europeus.

É hora de cortar, não de inchar.

Os jogadores ainda não voltaram aos jogos, mas a cartolagem não para de fazer contas e distribuir contas por aí.

Direitos de TV em modo espera.

Contratos de patrocínio desfeitos ou com valor reduzido.

Milhares de sócios-torcedores cancelaram seus planos.

No games, no money.

Sem dinheiro, sem novidade.

Teremos poucos negócios envolvendo mercado de jogadores nas janelas do meio do ano e de janeiro/fevereiro.

Pelo contrário, a tendência é que elencos sejam reduzidos e que as categorias de base sejam mais usadas para ajudar no calendário que despejará jogos em cima de jogos em algum momento pós-pandemia.

Clubes argentinos e europeus, que trabalham com, no máximo, 22 jogadores, podem até reduzir esse patamar.

No Brasil, a perspectiva é parecida.

Nossos elencos são maiores, porém devem ficar mais próximos da realidade (quantitativa) da Europa.

Sem dinheiro, será preciso usar a cabeça para buscar reforços.

Reativar as antigas trocas de jogadores, por exemplo.

No início da semana, por exemplo, especulava-se que Juventus e Barcelona pensavam numa troca de Arthur por Pjanic.

A questão é que Barcelona e Juventus estão no mesmo patamar.

No Brasil, as trocas se tornam mais difíceis porque jogadores que atuam nos clubes do Grupo X, com bons salários, tudo em dia e perspectivas de título, raramente aceitarão se mudar para algum do Grupo Y, onde o salário é menor, vive atrasado e não há chance de conquistar nada.

Esse jogador, mesmo sem jogar no clube do próspero Grupo Y, vai preferir ficar onde está.

E a economia + recessão como ficam?

Essa conta nunca vai fechar.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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