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Presidente da Câmara, Rodrigo Maia diz que apresentará projeto de lei que obrigará clube a virar empresa.
O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta terça-feira (30) que pretende apresentar um projeto de lei para abrir o futebol brasileiro aos investidores estrangeiros.
O parlamentar fluminense disse que quer enviar ao Congresso nos próximos meses o pacote para profissionalizar a estrutura dos clubes.
Ele é favorável ao modelo adotado pelos grandes clubes europeus.
O Paris Saint-Germain, o Liverpool e o Manchester City são controlados por grupos estrangeiros.
O deputado contou que a intenção é tornar os clubes mais fortes financeiramente para conseguir manter os jogadores no país.
Nesta terça-feira (30), ele discutiu o tema com o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo.
“Entendemos que o futebol brasileiro precisa de mais capital, de capital estrangeiro também. Na minha opinião, não vai ter capital privado sem uma estrutura profissional do futebol”, afirmou Maia, que defendeu duas vezes a entrada de investidores estrangeiros no futebol brasileiro.
O presidente da Câmara disse que já discutiu com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o assunto. Maia contou que está preocupado com a situação financeira dos times brasileiros.
Ele classificou a forma de administração da maioria de “primária, primitiva e atrasada”.
“Um clube associativo não vai atrair capital estrangeiro. Fora o Flamengo, o Corinthians e o Palmeiras, os demais clubes caminham para uma situação de inviabilidade. O atual modelo não gera bons clubes de futebol”, disse o presidente da Câmara dos Deputados, que é torcedor do Botafogo.
De acordo com Maia, o novo projeto terá que obrigar os clubes a se tornarem empresa.
Disse que a intenção é oferecer incentivos tributários para os times aderirem ao novo formato.
Um dos incentivos seria transição de três até cinco anos sem pagar imposto.
“Temos que construir incentivos para que o novo modelo tenha mais vantagens que o modelo associativo. O benefício tem que ser para quem quer modernizar e não para quem vai manter no atraso”, disse o presidente da Câmara.
O governo já tentou obrigar os clubes a se tornarem empresas, mas não conseguiu.
Nos anos 90, a Lei Zico foi aprovada com a obrigatoriedade.
No ano seguinte, com os cartolas se recusando a aderirem ao novo modelo, uma emenda tornou facultativo a transformação do clube em empresa.
Em 2015, o governo editou o Profut, lei que auxilia na renegociação das dívidas dos clubes de futebol e federações.
Quatro anos depois, clubes das Série A e B já acumulavam quase R$ 100 milhões de dívidas referentes aos débitos tributários e previdenciários.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro