São Paulo bate Palmeiras nos pênaltis e vai às quartas de final da Copa do Brasil.
Jandrei pega duas cobranças após derrota por 2 a 1 no tempo normal em clássico com presença marcante do VAR.
O São Paulo bateu o Palmeiras por 4 a 3 nos pênaltis, após derrota por 2 a 1 no tempo normal, avançou às quartas de final da Copa do Brasil e aliviou a dor da perda do título paulista para o rival.
O goleiro Jandrei, com duas defesas nas cobranças finais, foi o grande herói da classificação tricolor na noite desta quinta-feira (14), no Allianz Parque. Raphael Veiga viveu o contrário: errou duas penalidades, uma no tempo normal e outra na série decisiva.
Piquerez e o próprio Veiga fizeram os gols do Palmeiras no tempo normal; Luciano, batendo pênalti, conseguiu levar o São Paulo aos pênaltis.
Raphael Veiga e Luciano erraram as duas primeiras cobranças.
Ambas foram defendidas pelos goleiros.
Na sequência, Gustavo Scarpa fez para o Palmeiras, e Calleri marcou para o São Paulo.
Gustavo Gómez e Nikão acertaram as batidas seguintes e mantiveram a disputa empatada.
O mesmo aconteceu com as cobranças de Piquerez e Igor Vinícius.
Na série final, Wesley parou em Jandrei, e Igor Gomes converteu para colocar o São Paulo nas quartas de final.
Os confrontos das quartas de final serão definidos por sorteio.
Ele será realizado na próxima terça-feira (19).
Além do São Paulo, os times classificados são os seguintes: Athletico, Atlético-GO, Corinthians-SP, Flamengo-RJ, Fluminense-RJ e Fortaleza-CE.
Botafogo-RJ e América-MG, ainda nesta quinta-feira (14), definem a última vaga.
Palmeiras e São Paulo voltam a campo no fim de semana pelo Brasileirão.
No domingo (17), às 16 horas (horário de Brasília), o Tricolor recebe o Fluminense no Morumbi.
Na segunda-feira (18), às 20 horas (horário de Brasília), o Verdão recebe o Cuiabá no Allianz Parque.
Jandrei foi o grande nome da noite no Allianz Parque.
No tempo normal, fez defesas importantes, como em chutes de Dudu e Gustavo Scarpa.
E foi decisivo nas cobranças de pênaltis.
Depois de ver a batida de Raphael Veiga passar sobre o travessão no tempo normal, fez duas defesas na série final: do próprio Veiga e de Wesley.
Aos 20 minutos do segundo tempo, Raphael Veiga perdeu um pênalti marcado a favor do Palmeiras (toque de braço de Calleri na área) após intervenção do VAR e consulta de Leandro Vuaden ao monitor.
No lance seguinte, o São Paulo foi ao ataque, e aí o cenário se inverteu: pênalti para o São Paulo (puxão de Gómez em Calleri), igualmente marcado após intervenção do VAR e ida de Vuaden ao monitor.
Na cobrança, Luciano marcou.
O Palmeiras dinamitou a vantagem do São Paulo em 12 minutos do primeiro tempo.
Um começo avassalador, amplamente dominante, levou o time da casa a abrir 2 a 0 com enorme rapidez.
O primeiro gol foi aos 9 minutos do primeiro tempo, com Piquerez, após erro de Welington, passe de Gustavo Scarpa e assistência de Veron; o segundo saiu três minutos depois, aos 12 minutos do primeiro tempo, em grande jogada de Dudu, passando em diagonal pela marcação, e finalização precisa de Raphael Veiga.
O São Paulo, desnorteado, levou mais alguns minutos para entender o que acontecia.
E aí começou a jogar.
O Palmeiras se retraiu e permitiu que o adversário circulasse pelo campo de ataque e ensaiasse situações de gol, como em chute fraco de Calleri, defendido sem sustos por Weverton, ou em arrancada de Welington, que exigiu falta de Veiga.
Aos 32 minutos do primeiro tempo, o Tricolor teve a melhor chance.
Igor Vinícius recebeu de Igor Gomes e mandou o chute para a área.
Murilo cortou, e Calleri emendou a sobra para fora, rente à trave.
O lance pareceu mexer com o Palmeiras, que voltou a ameaçar, com disparada de Dudu pela esquerda, cortada de qualquer jeito pela defesa, e depois em linda bola de Raphael Veiga em profundidade para Veron, que tentou driblar Jandrei, mas foi vencido pelo goleiro na disputa.
O segundo tempo começou equilibrado, com as duas equipes buscando o ataque, mas com moderação, como se calculassem o risco de dar espaços ao oponente.
O São Paulo tinha mais motivos para arriscar.
Tentou em chutes de Welington e de Luciano, sem muito perigo.
Mas o Palmeiras também buscava o terceiro gol (quase fez um chute de Veron).
E teve tudo para chegar lá.
Aos 16 minutos do segundo tempo, após chute de Dudu, a bola encontrou o braço de Calleri.
Leandro Vuaden inicialmente não marcou, mas depois foi ao monitor e confirmou o pênalti.
Raphael Veiga, que raramente erra, partiu para a cobrança.
E errou.
A surpresa no Allianz Parque ficou ainda maior segundos depois, quando Calleri, no lance seguinte, foi ao chão dentro da área.
Vuaden foi novamente ao monitor.
E mais uma vez confirmou o pênalti.
Luciano, que havia entrado no intervalo no lugar de Patrick, bateu bem, deslocou Weverton e fez o São Paulo renascer no jogo: 2 a 1.
A partida ficou viva, com chances de gol de lado a lado.
Calleri bateu colocado, para fora.
O Palmeiras respondeu com chutes muito perigosos de Dudu e Scarpa, ambos muito bem defendidos por Jandrei.
Com o passar do tempo, as equipes foram perdendo o ímpeto, conscientes de que se aproximavam os pênaltis.
E foi o que aconteceu.
O jogo desta quinta-feira quebrou o recorde de público no Allianz Parque.
O estádio recebeu 41.361 pessoas, com renda de R$ 3.557.294,35.
Antes, o maior público havia sido em um 3 a 2 sobre o Vitória, no Brasileirão de 2018, com 41.256 torcedores.
Foi uma semana e tanto para Gabriel Veron.
Na quarta-feira (13), o atacante foi multado pelo Palmeiras depois de ser flagrado bebendo em uma festa.
Um dia depois, quinta-feira (14), foi o escolhido por Abel Ferreira para substituir Rony, lesionado.
Veron deu assistência para o primeiro gol alviverde, marcado por Piquerez.
Depois, teve chance de marcar o seu, mas foi vencido pelo goleiro Jandrei ao tentar driblá-lo no primeiro tempo e acabou barrado por Gabriel Neves em chute cruzado na etapa final.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





