Com gol na prorrogação, Chelsea vence Palmeiras e conquista o Mundial de Clubes.
Verdão vai ao limite contra europeus, sofre primeiro gol, empata com Raphael Veiga, mas cai nos minutos finais do tempo extra em pênalti de Havertz; ingleses são campeões pela primeira vez.
O Palmeiras jogou muito, dentro de sua proposta, mas o Chelsea teve mais força na prorrogação, venceu por 2 a 1 com gol de pênalti nos minutos finais e conquistou seu primeiro Mundial de Clubes.
Se o Verdão queria a conquista para coroar a era Abel Ferreira, os Blues também tinham seus objetivos: buscavam o primeiro título mundial, quase dez anos depois de terem sido derrotados em 2012.
Lukaku abriu o placar para o Chelsea, já no segundo tempo, e Raphael Veiga, de pênalti, empatou.
Num jogo muito parelho, a prorrogação acabou pendendo para os ingleses, que pressionaram muito um Palmeiras já cansado e fizeram o gol da vitória com Kai Havertz, de pênalti.
O Chelsea comemora, mas o torcedor palmeirense também tem muito do que se orgulhar: bicampeão da Taça Libertadores da América e vice Mundial fazendo uma grande partida, perdida nos detalhes.
Com o título do Chelsea, o Mundial de Clubes tem um novo campeão em sua galeria.
E mais: agora, os europeus aumentam a hegemonia atual com nove títulos seguidos.
O último derrotado havia sido justamente o Chelsea, em 2012.
Já colocado na discussão sobre os maiores técnicos da história do Palmeiras, Abel teve um plano e o manteve até o fim, dificultando muito a entrada do Chelsea no miolo da defesa e buscando escapar em roubadas de bola.
Após o jogo, disse ter muito orgulho do elenco do Palmeiras, que, lembre-se, é o atual bicampeão da Taça Libertadores da América.
Com o título, o Chelsea leva US$ 5 milhões (R$ 26,2 milhões) em premiação da FIFA.
Já o Palmeiras fatura US$ 4 milhões (R$ 21 milhões) e aumenta seus valores recebidos em bônus na era Abel Ferreira.
O zagueiro Thiago Silva, do Chelsea, foi eleito o melhor jogador do Mundial de Clubes, com Dudu e Danilo, do Palmeiras, em segundo e terceiro lugares.
Na final, porém, quase ficou marcado por um pênalti cometido muito parecido com outros dois que ele já fez na carreira: um pelo Paris Saint-Germain e outro pela seleção brasileira, ambos em 2015.
O plano de Abel Ferreira para o Palmeiras foi cumprido à risca, uma linha de cinco, às vezes seis jogadores bem afundada no campo de defesa, bola com o Chelsea, mas rondando e rondando, sem levar muito perigo à meta de Weverton.
O Verdão teve a proposta clara de roubar a bola e aproveitar os espaços deixados nas costas dos defensores, e, coincidência ou não, assim saíram as melhores chances.
Se o clube inglês teve domínio territorial e ficou mais tempo com a bola, o brasileiro assustou duas vezes: primeiro com Dudu, em lance no qual recebeu em contra-ataque e chutou fraco, desviando na zaga, e depois com Zé Rafael, que tinha condições de encontrar Rony sozinho na área para marcar, mas também cruzou mal.
O Chelsea tentou alternativas na reta final, com um chute de longe de Thiago Silva que Weverton defendeu, e duas cobranças de escanteio nas quais o Chelsea levou vantagem com seus zagueiros.
As cabeçadas, porém, foram para fora.
O Chelsea passou a encontrar espaços pelo lado esquerdo do ataque, com Hudson-Odoi levando vantagem no um contra um.
Num desses duelos, aos nove minutos, o atacante venceu a marcação e cruzou para Lukaku, absoluto, vencer Luan de cabeça e abrir o placar em Abu Dhabi: 1 a 0.
O Verdão precisou se soltar um pouco mais, deixando mais espaços pelos lados, mas demorou apenas outros 9 minutos do segundo tempo, para ter um alívio, Thiago Silva colocou a mão na bola em disputa pelo alto e, com ajuda do VAR, o árbitro marcou pênalti, muito bem cobrado por Raphael Veiga e sem chances para Mendy.
Veiga, porém, foi substituído pouco depois e deu lugar a Atuesta. Jailson e Wesley também entraram, e o Palmeiras voltou ao seu plano inicial, defendendo-se bem e jogando por uma escapada.
O 1 a 1 levou o jogo para a prorrogação.
Sem Rony e depois sem Dudu, substituído por Rafael Navarro, o Palmeiras perdeu velocidade no ataque e deixou o Chelsea comandar as ações, quase que esperando pela disputa de pênaltis.
Os ingleses, agora com Ziyech e Sarr no time, aceitaram o que o Verdão ofereceu e empurraram ainda mais o rival para o campo de defesa, rondando a área e criando chances.
O Verdão resistiu até os 8 do segundo tempo, quando o árbitro australiano Chris Beath foi ao VAR e checou um possível pênalti de Luan após toque na mão.
Com a marcação, Havertz bateu bem, tirou de Weverton e fez o gol do título do Chelsea.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





