Do início do futebol no Brasil à polêmica Vitória X Timão: clubes voltam às origens com terceira camisa.
Do Brasil à Europa, equipes lembraram desde momentos históricos às características das respectivas cidades.
As cores grená e dourado estampam o terceiro uniforme do Sport nesta temporada, lançado na última terça-feira (.
Em estilo retrô, carrega no peito o escudo de fundação do clube.
Uma volta às origens, mas que o Rubro-negro não fez só.
Em 2020, equipes no Brasil e Europa, como Santos, Fluminense, Internacional, Vitória, Real Madrid, Barcelona, apostaram em referências históricas para o padrão alternativo. Mas que se contrastam.
De um lado, alguns clubes nacionais seguiram a linha de modelos inspirados em padrões antigos.
De outro, os times de fora do país ousaram nas escolhas, flertando com o design moderno.
“Criado na Inglaterra e recriado por nós”: Todos os clubes parceiros da Umbro trabalharam a terceira camisa como homenagem aos 125 anos do futebol no Brasil.
Caso também de Fluminense, Santos, Grêmio, Chapecoense, além do próprio Sport.
Em 14 de abril de 1895, na Várzea do Carmo, no bairro do Brás, em São Paulo, dois times de funcionários se enfrentaram em uma partida de futebol pela primeira vez no país: São Paulo Gaz Company 2 X 4 São Paulo Railway Company.
Considerado introdutor do esporte no Brasil, Charles Miller trabalhava na companhia ferroviária, vencedora no duelo.
Eterna polêmica com Corinthians: O Vitória também apostou no escudo retrô e terminou como alvo, mais uma vez, de polêmica com torcedores do Corinthians por conta da semelhança com o do Timão.
Detalhe é que o escudo náutico do Rubro-negro foi criado sete anos antes da fundação do clube paulista.
Essa discussão também apareceu em 2013 e 2016, quando o Vitória utilizou o brasão nas terceiras camisas.
Whastapp ou tradição? Na Inglaterra, a ousadia do Manchester City terminou resultando em brincadeiras nas redes sociais.
Isso porque, fãs compararam a nova estampa do clube com uma ameba, protozoários, toalha de mesa e até mesmo ao fundo de tela do WhatsApp.
O design, no entanto, segundo o fornecedor, faz referência à história da música e moda na cidade. Manchester é reconhecida pelo futebol e cena musical.
O padrão, portanto, simboliza artistas das eras ‘Mod’ e ‘Brit Pop’ da década de 1990.
O céu de Barcelona à Porto Alegre: As características das respectivas cidades sede, como fizeram City e Milan, também apareceram em relação às paisagens locais.
No Internacional, por exemplo, com listras horizontais em tons de laranja, a nova camisa homenageia o pôr do sol do Guaíba, cartão postal de Porto Alegre.
No Barcelona, a referência está no amanhecer da cidade… o rosa do céu com verde azulado do mar.
Na Espanha, o Real Madrid estampou o tecido com desenhos ligados às raízes e tradições da capital.
Nas cores preto, cinza e rosa, a camisa se inspirou nas pinturas dos azulejos que adornam Madri.
Marcados pela história: No Pará, o Remo usou o terceiro uniforme para homenagear a Cabanagem.
Uma revolta popular e social que ocorreu durante o Império, entre 1835 e 1840.
A nova coleção traz camisas com detalhes marajoaras e na cor vermelha, que faz referência à bandeira do estado e ao sangue derramado pelo povo durante o movimento histórico.
Em cenário semelhante, Ceará e ABC escolheram referências a momentos históricos do próprios clubes.
No caso do cearense, o padrão comemora os 106 anos do Vozão.
Nomeado de Nação Alvinegra, o uniforme foi selecionado pelos próprios torcedores através de votação online.
No Rio Grande do Norte, o ABC relembra a excursão internacional de 1973.
A epopeia durou 108 dias, passando por Europa, Ásia e África.
Por conta disso, tornou-se o clube de futebol a permanecer mais tempo fora do Brasil, entrando para o Guinness Book.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





