Gaúchos no início, paulistas no fim: veja como foi a volta aos treinos de cada clube da Série A.
Após 100 dias do último jogo em boa parte do Brasil, times de São Paulo são os últimos a voltar às atividades presenciais com trabalhos nesta terça-feira (23).
Veja caso a caso:
Passaram-se 100 dias desde que as competições foram suspensas no Brasil, por conta da pandemia causada pela Covid-19.
E mesmo ainda sem previsão de novo calendário para o Brasileiro, 15 equipes da Série A estão de volta aos treinos presenciais.
Atualmente, quase dois meses de diferença separam todos os times neste processo.
Agremiações que, depois de trabalhar com os atletas à distância e antecipar o período de férias, correm para chegar ao melhor condicionamento físico vislumbrando a estreia na elite.
Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo preveem o início das movimentações para esta terça-feira (23), enquanto o Bragantino não confirmou data.
Eles são os últimos clubes a retomar os treinos presenciais na Série A.
A equipe de Bragança Paulista até chegou a voltar, no dia 2 de junho, mas interrompeu os treinos depois de uma semana para esperar as demais equipes do estado.
O cenário condiz com as estatísticas de saúde em São Paulo.
Atualmente, tem disparado o maior número de casos confirmados e mortes pela Covid-19 no país.
São, respectivamente, 221.973 pacientes e 12.634 óbitos, segundo dados do Governo Federal.
Logo atrás nessa lista, aparecem Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco.
Casos confirmados de Covid-19 nos estados de clubes da Série A.
Os números são os atualizados na noite da última segunda-feira, dia 22 de junho:
São Paulo-SP: 221.973221.973
Rio de Janeiro-RJ: 97.57297.572
Ceará-CE: 94.15894.158
Pernambuco-PE: 52.49452.494
Bahia-BA: 47.08647.086
Minas Gerais-MG: 28.91828.918
Rio Grande do Sul-RS: 19.71019.710
Goiás-GO: 16.53616.536
Paraná-PR: 15.12415.124
Apesar de estar no top 3 de estados mais afetados pela doença, com mais de 94 mil casos confirmados, o Ceará foi o primeiro clube do Nordeste a retomar as atividades, seguido pelo Fortaleza, no início de junho.
Neste cenário, Pernambuco, mesmo com mil mortes a menos, só voltou duas semanas depois, com o Sport.
O clube aguardava o aval das autoridades, concedido como parte do Plano de Flexibilização de Convívio das Atividades Econômicas com a Covid-19, lançado no início deste mês.
Vozão e Leão, inclusive, disputaram a última partida da temporada um contra o outro e enfrentam-se na estreia da Série A, ainda sem data marcada.
Completando o quarteto, o Bahia voltou um dia depois do Sport.
O Tricolor foi o último da região a se reapresentar, apesar de estar sediado no estado que tem o menor número de óbitos em relação aos demais nordestinos na elite do Brasileiro: são 1.441.
Segundo estado mais afetado no país, o Rio de Janeiro tem como detalhe o caso do Flamengo.
O Rubro-negro carioca foi o único da elite a jogar uma partida desde a suspensão das competições, em março.
A equipe recebeu o Bangu pelo Carioca, no Maracanã vazio, antes da disputa ser paralisada mais uma vez.
O clube foi o primeiro no estado a voltar aos treinos e o quarto no país.
Até porque, iniciou as atividades apesar de recomendações contrárias da prefeitura, apenas sob a flexibilização do governador Wilson Witzel.
Número de mortes pelo Covid-19 por estado dos clubes da Série A.
Os números são os atualizados na noite da última segunda-feira, dia 22 de junho:
São Paulo-SP: 12.63412.634
Rio de Janeiro-RJ: 8.9338.933
Ceará-CE: 5.6045.604
Pernambuco-PE: 4.2524.252
Bahia-BA: 1.4411.441
Minas Gerais-MG: 688688
Paraná-PR: 469469
Rio Grande do Sul-RS: 458458
Goiás-GO: 311311
O Flamengo compõe a lista de 15 equipes que estão à frente, em termos de tempo de trabalhos presenciais, no processo de retomada.
Antes do clube carioca, no entanto, há ainda Internacional, Grêmio e Atlético-MG.
O Colorado sendo o primeiro deles na lista, com quase dois meses de treinos neste período.
Há duas semanas, a dupla gaúcha chegou a suspender as atividades depois de Porto Alegre tornar-se região de “risco alto” para contágio e voltar a adotar medidas restritivas.
Mas numa revisão do governo, foi aberta a possibilidade dos clubes funcionarem sob risco considerado médio.
As equipes que aparecem de quarto a sexto lugar na lista, também vivem cenários que chamam a atenção.
No dia 13 de junho, a Prefeitura de Curitiba divulgou um decreto que suspende as atividades esportivas na capital.
Com um mês de treinos, o Coritiba (quarto) não será afetado porque trabalha na Região Metropolitana, mas o Athletico (quinto) manteve os treinos alegando ter liberação.
Logo atrás na lista, o Atlético-GO (sexto), que está em atividade de forma contínua desde 1 de junho, chegou a voltar aos treinos antes mesmo da liberação do governo de Goiás.
No dia 26 de maio, uma semana antes da autorização, alguns atletas trabalharam com bola no campo e sem uniforme, informação depois confirmada pelo próprio presidente do Dragão, Adson Batista.
Dias desde a volta aos treinos por clube na Série A: Foram contabilizados todos os dias desde a retomada de cada equipe, incluindo os finais de semana (uma vez que a programação fica a critério de cada clube), até 22 de junho (para contar apenas dias de treinos completos)
Lista da Série A: datas e dias desde a volta:
Internacional-RS: Dia 5 de maio (49 dias)
Grêmio-RS: Dia 7 de maio (47 dias)
Atlético-MG: Dia 19 de maio (35 dias)
Flamengo-RJ: Dia 19 de maio (35 dias)
Coritiba-PR: Dia 25 de maio (29 dias)
Athletico-PR: Dia 27 de maio (27 dias)
Atlético-GO: Dia 1 de junho (22 dias)
Ceará-CE: Dia 1 de junho (22 dias)
Vasco-RJ: Dia 1 de junho (22 dias)
Fortaleza-CE: Dia 2 de junho (21 dias)
Goiás-GO: Dia 5 de junho (18 dias)
Sport-PE: Dia 15 de junho (8 dias)
Bahia-BA: Dia 16 de junho (7 dias)
Fluminense-RJ: Dia 19 de junho (4 dias)
Botafogo-RJ: Dia 21 de junho (2 dias)
Corinthians-SP: Marcado para esta terça (23 de junho)
Palmeiras-SP: Marcado para esta terça (23 de junho)
Santos-SP: Marcado para esta terça (23 de junho)
São Paulo-SP: Marcado para esta terça (23 de junho)
Bragantino-SP: Não divulgou data
Confira no link abaixo as informações do Governo Federal:
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





