Oficialmente criada nesta quinta-feira (10/9), a Liga Sul-Minas-Rio ainda não tem um parecer da CBF sobre seu reconhecimento pleno. No entanto, as cabeças pensantes da entidade máxima do futebol brasileiro devem tomar cuidado na hora de se pronunciar sobre o tema. Salvo engano de minha parte, este pode ser o começo do fim de um modelo arcaico que já não cabe.
A Liga nasce diferente do antigo ‘Clubes dos 13’, todavia, foi viabilizada, curiosamente, por 13 equipes: Flamengo, Fluminense, Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Figueirense, Criciúma, Joinville, Chapecoense e Avaí. Clubes com alta e média relevância no cenário nacional.

A ideia é muito boa, aliás, ótima. O encontro de hoje na sede do Flamengo selou uma iniciativa cuja parte dos torcedores já aguardava havia um bom tempo. A intenção é realizar uma competição em 2016, adaptada ao calendário dos estaduais. A disputa terá, a priori, oito datas no primeiro semestre.
O mais interessante de tudo é vislumbrar a organização do Campeonato Brasileiro nas mãos da Liga. Parece utópico, mas não é, e caso aconteça de fato, será um ganho para o futebol e para quem o acompanha, em todos os aspectos.
Os desmandos já se sobrepõem ao espetáculo há muito tempo, o que acontece dentro de campo, pura e simplesmente, não são mais tão suficientes para determinar muitas coisas em uma partida de futebol. Isso, em grande parte, é culpa da CBF, de sua organização pífia e do jogo de interesses.
O que acontece na maioria dos países onde o futebol é jogo em alto nível deve sim chegar aqui. Eu torço para que a criação da Liga não cause no senhor Marco Polo Del Nero nenhuma ‘dor de barriga’, afinal, eu entendo que ele quer o bem do futebol, assim espero. Juro que espero.
Sobre a Liga

Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro, é o primeiro presidente da Liga Sul-Minas-Rio, o mandatário mineiro terá como vice-presidente Nilton Machado, do Avaí. A Federação Catarinense de Futebol é a única que apoia a criação da Liga de forma aberta.
Com relação às outras federações com times envolvidos, FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e FMF (Federação Mineira de Futebol) não se pronunciaram oficialmente. Já o presidente da FGF (Federação Gaucha de Futebol), Francisco Novelletto, é totalmente contrário a iniciativa.
A ideia de criar a Liga nasceu há alguns meses e, de acordo com Tavares, a estratégia foi chegar devagar. O cartola afirmou em entrevista que o acordo com todos os clubes ‘de cara’ seria inviável, mas nada impede que ‘aos poucos novos clubes ingressem na liga’.





