Athletico vai começar a cumprir punição da FIFA e fica até julho de 2021 sem contratar.
Clube se preparou e aguarda para semana que vem o início da punição.
Athletico não poderá contratar jogadores pelo período de duas janelas de transferência.
Meia Jadson deve assinar com o Furacão.
A partir de 13 de outubro, data de abertura da janela internacional de transferências, o Athletico está proibido pela FIFA de contratar jogadores até julho do ano que vem.
Segundo informações apuradas e confirmadas pela reportagem, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) já notificou o clube da suspensão.
Em 13 de julho, o globo esporte foi o primeiro a trazer a informação que a FIFA havia suspendido o Furacão de registrar novos jogadores pelo período de duas janelas de transferências seguidas por causa do imbróglio judicial com o Albirex Niigata, do Japão, envolvendo o atacante Rony.
A punição vale para o mercado nacional e internacional.
Como no Brasil a CBF não adota em seus regulamentos o termo “janela de transferências”, mas sim um prazo para que os clubes registrem atletas em determinadas competições, a decisão gerou dúvidas.
A entidade brasileira pediu esclarecimentos à FIFA.
Enquanto a FIFA não pediu para a CBF fechar o sistema de registros para o Athletico, o clube registrou o zagueiro Pedro Henrique, o volante Richard, o meia Ravanelli, o meia Jorginho e os atacantes Renato Kayzer e Fabinho.
Recentemente, o clube chegou a sondar o lateral direito Paulo Henrique, do Paraná Clube.
O Athletico tem até segunda para registrar novos jogadores.
O meia Jadson, por exemplo, vem treinando no Centro de Treinamento do Caju e deve assinar um contrato com o clube de seis meses.
A informação já havia sido antecipada pela reportagem.
No início de outubro, o caso ganhou outro capítulo.
A Gazeta do Povo publicou que o Albirex enviou uma petição à FIFA pedindo que o Athletico seja punido com a perda de pontos no Campeonato Brasileiro e na Taça Libertadores da América por utilizar três jogadores supostamente irregulares: Fabinho, Jorginho e Renato Kayzer.
Os atletas foram registrados pelo clube após 10 de agosto, quando fechou a janela internacional.
No entendimento do time japonês, o Furacão já deveria estar impedido de registrar novos atletas, seguindo o banimento imposto pela FIFA.
A entidade máxima do futebol está analisando o pedido.
Entenda o caso Rony: Antes de acertar com o Athletico, em 2018, Rony chegou a vestir a camisa do Botafogo e treinar no clube carioca, mas o Albirex acusou o jogador de ignorar um contrato de três anos e melou a negociação.
Na época, o Corinthians também mostrou interesse em Rony, mas desistiu.
Na sequência, o Furacão entrou na jogada.
O clube solicitou a liberação do ITC (em português, Certificado de Transferência Internacional) junto ao time japonês, que se negou.
Os representantes do jogador, porém, voltaram a acionar a FIFA e fizeram um novo protocolo pedindo a liberação de Rony, com urgência, devido ao prazo final de inscrição de jogadores no Brasileirão.
Depois de dois meses de espera, o Athletico enfim conseguiu a liberação da FIFA e pôde registrar Rony em agosto de 2018.
O atacante já havia conseguido um parecer favorável da FIFA no dia 9 de maio, quando a entidade autorizou o jogador a se transferir para outro clube.
Entre agosto de 2018 e janeiro de 2020, o atacante disputou 73 partidas, marcou 13 gols e conquistou três títulos pelo clube (Copa Sul-Americana, J. League/Conmebol e Copa do Brasil).
O Furacão vendeu Rony para o Palmeiras, no início deste ano, por 6 milhões de euros (R$ 28 milhões).
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





