Marcelo Cañete é um jogador que conviveu com muita expectativa desde que subiu aos profissionais do Boca Juniors. Meia que chama o jogo, dribla e arma com qualidade logo recebeu o primeiro rótulo na carreira: “Novo Riquelme”. Não é pouca coisa, principalmente para um garoto que ainda está se acostumando com o glamour de atuar em um dos principais clubes do planeta.
Quando chegou ao São Paulo, em 2011, mais expectativas. Dessa vez, de reproduzir o sucesso que havia feito na Universidad Católica, e ser o principal jogador do carente meio de campo do Tricolor à época. Porém, uma sequência de lesões atrapalharam e impediram que Cañete tivesse a sequência desejada no clube.
Desde então, passou por diversas equipes do futebol brasileiro e, espera no São Bernardo, reencontrar o futebol que despertou a atenção de grandes clubes da América do Sul.
Confira o bate-papo exclusivo do Esquema de Jogo com Cañete:
– Você acha que as comparações com Riquelme no Boca Juniors atrapalharam você? Até que ponto os “Novos Messis”, “Novos Maradonas” e “Novos Riquelmes” sentem o peso dessas comparações?
MC: A gente até acha que não atrapalha no inicio, eu por exemplo dentro de campo nunca deixei que isso me afetasse, mas as cobranças sempre são a mais do que para um outro atleta, então eu acho que no fundo atrapalhou. Mas graças a Deus isso já é coisa do passado. E para a garatoda que se depara com este tipo de situação precisa tentar desvincular ao máximo este tipo de comparações pois tendem a atrapalhar.
– Qual a sensação de enfrentar o São Paulo pela primeira vez?
MC: Foi diferente, porém prazeroso por poder ajudar o São Bernardo a conquistar uma vitória tão importante para nós. Mas respeito muito o São Paulo e tenho muita gratidão.
– Os clubes brasileiros têm apostado cada vez mais em treinadores estrangeiros. Você já atuou em sete clubes na carreira, sendo cinco deles no Brasil. Quais as maiores diferenças da “escola brasileira” de treinadores dos demais lugares da América do Sul, em sua opinião?
MC: A escola argentina tem se mostrado muito acadêmica nos últimos anos, porém já vejo a escola brasileira indo por essa linha também. Acredito que tem mercado para todos, espero um dia ver treinadores brasileiros trabalhando na Argentina também. Acredito que essa troca de experiências possa ser bem produtiva para ambas escolas.
– Em 23 partidas, qual você considera ter sido seu momento mais especial no São Paulo?
MC: Após o retorno da lesão com certeza, principalmente quando fiz o gol pelo Campeonato Paulista da época, 2013 se não me engano.
– Você fez algum fortalecimento especial para se livrar da série de lesões que vinha sofrendo?
MC: No passado o as lesões musculares que me prejudicaram e foi justamente devido a lesão no joelho.. essa volta é complicado mesmo. Mas isso já ficou no passado, atualmente treino em período integral no São Bernardo e também treino com um personal particular. Estou muito motivado a fazer desta temporada a melhor e com a maior sequencia de jogos.
– Após deixar o São Paulo, você jogou pelo CRB e agora está de volta ao São Bernardo. O que o motivou a seguir no Brasil, atuando por equipes consideradas menores?
MC: O CRB é muito grande lá em Maceio e o São Bernardo é o clube que me valorizou como atleta, então não vejo como um declínio atuar por essas equipes e além do mais as atitudes destes times foram de times enormes, respeitando e valorizando o atleta. Fui muito feliz em Maceió e tenho um carinho enorme pela torcida Regatiana e aqui no São Bernardo sou muito feliz também. Fiquei no Brasil por já estar adaptado e por apostar nesses Projetos.
– Aos 26 anos, qual você considera seu melhor momento na carreira?
MC: Tenho 25 ainda, só em abril que faço 26 (risos). Tive bons momentos em minha carreira, mas aquela sequencia na Universidad Católica em 2011 foi bem legal. Espero que o melhor momento mesmo seja em 2016 com os objetivos que tracei.
– Você atuou com Lucas Pratto, que hoje se destaca no Atlético MG. O que pensa sobre seu estilo de jogo?
MC: Sim, tivemos um inicio parecido. Ele é um jogador muito forte e representa bem o estilo argentino, além disso sabe jogar com a bola no pé. Acredito que ela possa ainda evoluir mais atuando aqui no Brasil.
– Na sua opinião, qual a grande diferença entre a postura do jogador argentino e o jogador brasileiro?
MC: No inicio tinha algumas opiniões diferentes mas atualmente vejo que se assemelham em muitos aspectos, ambos podem ser clássicos e com muita disposição. Vi exemplos de ambas características nos dois Países.




