Canadá vence a Suécia nos pênaltis e conquista o ouro no futebol feminino.
Duas bolas na trave e duas defesas da goleira Labbé dão o título inédito à seleção canadense nos Jogos de Tóquio.
O Canadá é o novo campeão olímpico do futebol feminino.
Enfrentando favoritas desde a primeira fase, a seleção canadense coroou sua campanha nos Jogos de Tóquio vencendo a Suécia por 3 a 2 nos pênaltis, após empate em 1 a 1, no Estádio de Yokohama, e conquistou a inédita medalha de ouro, após dois bronzes em Londres-2012 e Rio-2016.
Em uma série com mais pênaltis perdidos que convertidos, dois chutes suecos na trave e duas defesas da goleira Stephanie Labbé garantiram a vitória do Canadá, consolidada na cobrança de Júlia Grosso.
A seleção do Canadá é a quarta campeã olímpica em sete edições do futebol feminino nos Jogos, juntando-se aos Estados Unidos (quatro ouros desde Atlanta-1996, a edição inicial da modalidade), Alemanha (vencedora na Rio-2016) e Noruega (campeã em Sydney-2000).
A final em Yokohama foi a primeira da história a ser decidida nos pênaltis, e a quarta a chegar à prorrogação.
A Suécia, única seleção europeia presente em todas as Olimpíadas no futebol feminino, fica com a sua segunda prata, cinco anos depois de ter perdido para a Alemanha a final da Rio-2016.
A seleção dos Estados Unidos ganhou o bronze nos Jogos de Tóquio, após derrotar a Austrália por 4 a 3 na quinta-feira (5).
O título canadense coroa a carreira magnífica da veterana Christine Sinclair, de 38 anos, maior artilheira de uma só seleção, entre homens e mulheres, com 187 gols pelo Canadá.
Em sua quarta Olimpíada, ela deixa o Japão como a terceira maior artilheira da história do torneio, com 12 gols, atrás das brasileiras Marta (13) e Cristiane (14).
A goleira Stephanie Labbé foi outro destaque, especialmente pelas defesas nas disputas de pênaltis, contra o Brasil, nas quartas, e agora contra a Suécia.
A zagueira Gilles, a lateral Lawrence, a meia Fleming e a atacante Rose também brilharam nos gramados japoneses.
E Quinn, titular do meio-campo, fez história como a primeira jogadora trans campeã olímpica no futebol feminino.
Dirigida pela jovem técnica Bev Priestman, de 35 anos, a seleção do Canadá foi campeã invicta, mesmo enfrentando pelo menos três seleções consideradas favoritas ao título olímpico.
Na primeira fase, empatou em 1 a 1 com a seleção da Grã-Bretanha e passou em segundo lugar no Grupo E.
Nas quartas de final, eliminou o Brasil nos pênaltis, após empate em 0 a 0.
Depois, surpreendeu o mundo ao bater a sempre forte seleção dos Estados Unidos: 1 a 0 na semifinal.
Na decisão, outra vez entrou como azarão, contra uma Suécia que vinha com campanha perfeita até então.
Como esperado, a Suécia começou melhor, mas o Canadá não se apavorou com a pressão e conseguiu equilibrar o jogo.
Só que foi a seleção sueca quem saiu na frente, com um gol de Blackstenius aos 34 minutos do primeiro tempo.
No segundo tempo, a equipe canadense não se encontrava em campo até conseguir um inesperado pênalti, cometido por Ilestedt na veterana Sinclair.
Fleming cobrou e empatou a partida, aos 21 minutos do segundo tempo.
As duas equipes foram valentes até o fim da prorrogação, com chances dos dois lados.
Na primeira cobrança de pênaltis, a sueca Aslanni acertou a trave.
Fleming colocou o Canadá na frente.
Björn empatou, a canadense Lawrence parou na goleira Lindahl, e Schough virou o placar para a Suécia.
Vieram quatro cobranças perdidas em sequência, Leon pelos lados canadenses e a última delas da sueca Seger, que teve o chute de ouro nos pés, mas mandou por cima.
Rose igualou na quinta cobrança canadense.
Nas alternadas, Labbé pegou o chute de Andersson, e Júlia Grosso garantiu o título olímpico do Canadá.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





