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FUTEBOL NACIONAL.
Análise

Busca-se uma união

Jogadores pedem participação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para fechar redução salarial.

Só assinam se CBF avalizar.

Não vai acontecer, e solução será acordo individual.

Os jogadores de futebol do Brasil, representados em parte pelo Sindicato dos Atletas do Rio de Janeiro, não aceitarão a proposta dos clubes de férias coletivas já e redução salarial de 25% se a crise não acabar até maio.

Mas apontaram uma contrapartida: eles aceitam reiniciar conversas se a CBF participar como avalista das dívidas dos clubes.

O impasse está posto, porque a CBF não deve aceitar a participação como avalista.

Assim, a partir de quinta-feira (26), serão buscadas soluções individuais, clube a clube.

Mas as diretorias procuram unidade.

Durante toda a terça-feira (24), dirigentes da Comissão Nacional de Clubes dialogaram por teleconferência.

Presidentes como Sergio Sette Camara, do Atlético Mineiro, e Maurício Galiotte, do Palmeiras, trataram do assunto.

Busca-se uma união.

Se um clube der férias a partir de sexta-feira (27), todos da mesma divisão devem fazer o mesmo.

Se um definir unilateralmente descontar 25% do salário, como permite a legislação, todos terão de tomar a mesma decisão.

Desde a Copa União de 1987, não há unidade entre os clubes para decisões coletivas.

O caso brasileiro difere do que começa a acontecer na Europa.

Na Alemanha, os jogadores do Borussia Monchengladbach propuseram redução salarial de 20% e houve rápido acordo com os dirigentes do quarto colocado do Campeonato Alemão.

Essa tendência espalhou-se para clubes como Borussia Dortmund e Bayern de Munique.

Está quase fechado também acordo no Bayer Leverkusen.

A situação na Alemanha é mais tranquila, porque entre os grandes países da Europa é o menos afetado pelo coronavírus.

Há projeção de reinício do campeonato em 30 de abril.

Na Itália, hoje discute-se mais abertamente a possibilidade de anular a temporada 2019/2020.

Não ter campeão.

Esta não é uma decisão tomada, mas uma tendência cada vez mais forte.

Isso pode ocorrer na Inglaterra também, embora o confinamento no Reino Unido vá, em princípio, até a Páscoa.

Na Espanha, o Barcelona propôs inicialmente redução de 70% dos salários de seu time de basquete.

Não houve acerto.

Desde terça-feira, há conversas com os quatro líderes do time de futebol, Messi, Busquets, Piqué e Sergi Roberto, sobre a chance de reduzir em mais de 30% os salários de todas as modalidades do Barcelona.

O presidente da Liga, Javier Tebas, acredita na possibilidade de retomar o campeonato no fim de abril, como se imagina na Alemanha.

O planeta inteiro sabe que isto pode ser impossível.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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