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CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL FEMININO DA SÉRIE A1 DE 2021.
Análise

Brasileiro Feminino Série A1

Com duelo de campeões entre Corinthians e Napoli, Brasileiro Feminino começa neste sábado (17).

Torneio terá 16 equipes na primeira fase, quatro técnicas e maior profissionalização.

Globo esporte preparou guia especial com tudo que você precisa saber.

O Brasileirão Feminino está de volta!

Mais uma edição do principal torneio feminino do país começa neste sábado (17), e já com um duelo entre campeões na primeira rodada: o Corinthians, atual campeão da elite, recebe o recém-promovido Napoli, que conquistou a Série A-2 em 2020.

Com quatro técnicas no comando, maiores investimentos e profissionalização de atletas, esta será a quinta edição do torneio desde a adoção das Séries A-1 e A-2, em 2017.

Após três casos de covid-19 em jogadoras na seleção feminina, os clubes aguardam o resultado de um novo exame feito pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) nesta quinta-feira (15).

Quais são os clubes participantes?

E os reforços?

O globo esporte reuniu tudo que você precisa saber neste guia.

Confira abaixo!

Formato de disputa: A primeira fase do Brasileirão Feminino conta com a participação de 16 equipes.

Ao final das 15 rodadas iniciais, as oito equipes mais bem colocadas nos pontos corridos avançam às quartas de final.

Com a definição dos classificados, o torneio terá uma paralisação no mês de julho devido às Olimpíadas de Tóquio.

A disputa em formato mata-mata começa no mês de agosto, com jogos de ida e volta pelas quartas de final.

A grande decisão do Brasileiro Feminino está pré-marcada para os dias 12 de setembro e 26 de setembro.

Quatro técnicas: Nesta edição do Brasileirão Feminino, quatro das 16 equipes da primeira fase serão comandadas por mulheres.

Christiane Lessa fará sua estreia no Brasileiro comandando o Santos.

Após o título da Taça Libertadores da Amérca, Lindsay Camila segue no comando da Ferroviária.

Patrícia Gusmão é técnica do Grêmio desde o início de 2019, e Carine Bosetti está à frente do recém-promovido Napoli.

Profissionalização e investimento: Das 16 equipes participantes da primeira fase, 13 garantem vínculo profissional com todas (ou a maioria) de suas atletas.

São elas: Avaí/Kindermann-SC, Bahia-BA, Botafogo-RJ, Corinthians-SP, Cruzeiro-MG, Flamengo-RJ, Ferroviária-SP, Napoli-SC, Grêmio-RS, Internacional-RS, Palmeiras-SP (CLT – Consolidação das Leis do Trabalho ou direito de imagem), Santos-SP e São Paulo-SP.

No Minas Brasília, as atletas têm vínculo amador e inferior a um ano.

O contrato amador também aparece no Real Brasília-DF, que fornece salários a nível do mercado atual.

Iniciativa da prefeitura da cidade, o São José não estabelece contrato profissional e fornece bolsa-auxílio às jogadoras.

Todo o elenco do Cruzeiro está sob contrato profissional, mas sem CLT.

O Avaí tem maioria CLT e outra parte apenas sob contrato; no Flamengo, apenas 10% do elenco tem vínculo amador.

Em relação a investimento financeiro, o orçamento do Avaí/Kindermann dobrou e, junto com Napoli, o capital total para as duas equipes em 2021 é de aproximadamente R$300 mil mensal.

Cruzeiro, Bahia e Flamengo mantiveram o investimento salarial e de contratações, mas aperfeiçoaram estruturas de treino e preparação.

O Botafogo promoveu reajustes salariais, assim como Grêmio, que aumentou em cerca de 40% a folha do grupo todo.

Houve investimento também em profissionais para a comissão técnica e estrutura, por meio de melhorias implementadas no Centro de Treinamento.

Corinthians e Ferroviária, dois departamentos de futebol feminino referência no país, investiram em equipamentos de treinamento e estrutura.

No São José, o orçamento aumentou e atualmente gira em torno de R$1 milhão.

O investimento do Internacional segue o mesmo de 2020, conforme aprovado pelo conselho.

O clube colorado não divulga investimentos, assim como Santos, Palmeiras e São Paulo.

Por meio de suas assessorias, Real Brasília e Minas Brasília informaram que o investimento aumentou, mas sem maiores detalhes ou valores.

Depois de conquistar o título da Série A-2 em 2020, após sua segunda participação no torneio, o Napoli chega para a primeira divisão como mais um representante da cidade de Caçador, Santa Catarina, além do Avaí/Kindermann.

As duas equipes, inclusive, compartilham a gestão e a estrutura de treinamento, mas jogadoras e comissão técnica das duas equipes são separadas.

De acordo com a assessoria, o investimento total para as duas equipes em 2021 é de aproximadamente R$300 mil mensal.

Nesta temporada, o time caçadorense manteve 15 atletas do elenco campeão do ano passado e contratou mais sete jogadoras, entre elas a goleira Nicole (desfalque na primeira rodada após testar positivo para a Covid-19), as laterais Thainí Nunes e Yaki Vecca, as volantes Juliana e Pâmela, e as atacantes Naiane e Martinha.

O Avaí/Kindermann subiu da décimo colocação em 2020 para a quinta colocação em 2021 no Ranking Nacional de Clubes de Futebol Feminino da CBF de 2021.

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro, a equipe catarinense chega para esta edição com baixas importantes no elenco.

Destaques da última temporada, a lateral Bruna Calderan e as meias Duda e Júlia Bianchi se transferiram para o Palmeiras.

Cerca de 80% do elenco do ano passado acertou a permanência no clube, inclusive a goleira Bárbara, e sete jogadoras foram contratadas.

Sem divulgação de valores, a assessoria do Avaí/Kindermann informou que o orçamento da equipe dobrou em relação à temporada passada.

Em agosto de 2019, o Bahia assumiu, pela primeira vez, um projeto independente no futebol feminino.

Com isso, toda a equipe passou a utilizar a estrutura do Centro de Treinamento Evaristo de Macedo, a mesma do time masculino.

Campeãs do estadual 2019, as Mulheres de Aço disputaram no ano passado a Série A-2, chegaram às semifinais e garantiram o acesso para a Série A-1 de 2021.

É a segunda participação do clube na primeira divisão, único representante do Nordeste na competição.

No dia oito de março, o clube anunciou a profissionalização do futebol feminino, garantindo todos os direitos trabalhistas às jogadoras.

Nesta temporada o Tricolor renovou com 17 atletas, e, até agora, contratou 11 jogadoras, com destaque para Ari Lomas, zagueira da seleção equatoriana.

Vice-campeão do Campeonato Brasileiro A-2 e atual campeão carioca, o Botafogo projeta uma campanha regular para se manter na primeira divisão.

Para atingir o objetivo, o clube carioca aumentou o investimento financeiro e estrutural, como melhorias no alojamento e alimentação.

Ajustes salariais também foram feitos e, pela primeira vez, todas as jogadoras da equipe são profissionalizadas.

Na temporada passada, 70% do elenco tinha carteira assinada.

Boa parte da equipe base de 2019 foi matida e apenas Ray Pires e Hadri saíram após o término de contrato.

As jogadoras Brenda, Emily, Kamilla, Mylena, Carol Carioca, Cris, Isabella Rangel, Mayara e Thamires são os reforços para a temporada 2021.

Atual campeão do Brasileiro e do Paulistão, o Corinthians chega para esta temporada sem reformulação.

Das 28 jogadoras que integraram o elenco na temporada passada, apenas a goleira Taty Amaro, a lateral Suellen e a atacante Maiara não renovaram.

Lelê, Pamela e Mimi Souza deixaram a equipe e os 26 nomes restantes tiveram seus contratos renovados.

Além disso, o Timão anunciou que três jogadoras das categorias de base começarão a treinar com o elenco principal: a zagueira Bell, a lateral Duda Mineira e a meia Tosti, que se destacaram no Campeonato Brasileiro Sub-17.

Vice-campeão do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro cumpriu seu objetivo do Campeonato Brasileiro na temporada passada: terminou a competição em décimo lugar, com 15 pontos, e se manteve na primeira divisão.

A equipe mineira começou 2021 com mudanças, como a substituição do alojamento, antes em Belo Horizonte, pelas instalações do Sesi Betim, local onde a equipe celeste terá todas as necessidades atendidas, como hotel, academia, piscinas e campo para treino.

Mesmo sem a divulgação dos números, de acordo com a assessoria, o investimento financeiro se manteve o mesmo da temporada passada e todo o elenco profissional tem vínculo de contrato com o clube.

Para a temporada que inicia, 15 jogadoras do elenco tiveram os contratos renovados.

O treinador Tchelo, a coordenadora Bárbara Fonseca e toda a comissão técnica que encerrou os trabalhos no ano passado também permanecem.

Em relação a reforços, nove jogadoras foram contratadas, entre elas a goleira Carol Aquino e a meio-campista Stephanie Zuniga, destaque da liga universitária americana.

Bicampeã da Taça Libertadores da América de 2020, vice-campeã do Paulista tanto no profissional, quanto no Sub-17, a Ferroviária chega para a próxima edição do Brasileirão com mais um prêmio na história.

O clube de Araraquara faturou o bicampeonato da CONAFUT (Conferência Nacional de Futebol) de 2021 como o Melhor Departamento de Futebol Feminino, referente ao ano passado.

O prêmio passa pelo investimento do clube no futebol feminino, referência no país.

Times masculino e feminino compartilham da mesma infraestrutura, disputam os jogos no mesmo local, na Fonte Luminosa, e os departamentos são integrados.

Sete jogadoras, inclusive a atacante Chú, deixaram a equipe.

Em contrapartida, doze reforços foram contratados, com destaque para Sid Blomquist, meia americana que jogava no Detroit City Football Club.

Com dez saídas, sete reforços e 31 jogadoras no plantel (quatro goleiras, oito defensoras, 13 meio-campistas e sete atacantes), o Flamengo terminou o último Brasileirão em nono lugar.

No campeonato estadual desta temporada, conquistou a Taça Guanabara, chegou à semifinal do Carioca, mas perdeu a vaga para o Fluminense.

Em março de 2021, após a participação do time em ambas as competições, foi criado o cargo de coordenador de futebol feminino.

André Rocha, novo coordenador da modalidade dentro do clube, afirmou que o investimento para esta temporada aumentou e que o planejamento é de médio prazo, por volta de dois anos.

A prioridade foi renovar o elenco, com um maior rejuvenescimento e aproveitamento de atletas da base.

Depois de chegar nas quartas de final da última edição do Campeonato Brasileiro, o Grêmio está há mais de três meses treinando no Estádio Antônio Vieira Ramos, em Gravataí, com foco na preparação para a competição nacional.

O período serviu também para recuperar atletas que estavam no departamento médico, como a volante Tchula e a lateral Isa.

Seis atletas saíram da equipe, oito jogadoras foram contratadas e 11 tiveram seus contratos renovados.

Em novembro de 2020, o Grêmio anunciou a criação da categoria sub-18 para o futebol feminino, visando a disputa do Campeonato Brasileiro e a formação de atletas para o elenco profissional da modalidade.

De acordo com a assessoria, a folha salarial do grupo como um todo aumentou em cerca de 40%.

Além do investimento em atletas e de um plantel com valor maior, houve investimento também em profissionais para a comissão técnica e estrutura, por meio de melhorias implementadas no Centro de Treinamento.

O Internacional contratou a atacante Millene, artilheira das edições de 2016 (pelo Rio Preto-SP) e 2019 (Corinthians) do Brasileiro, mas não poderá contar com a jogadora, que faz tratamento para uma lesão no joelho.

A zagueira Bruna Benites, que testou positivo para covid-19 na concentração da seleção feminina, também está fora da estreia.

O clube gaúcho ainda fechou com a goleira Vivi Holzel, a atacante Wendy Carballo, tida como uma das promessas do futebol uruguaio, a meio-campista Ximena Velasco (capitã da seleção do Uruguai) e confirmou o retorno da atacante Luana Grabias.

11 atletas que disputaram o Brasileirão Sub-18 foram promovidas ao grupo principal e se unem a Bia, que também atuou no torneio, mas integra a equipe adulta desde 2020.

Nomes como Djeni Becker, Fabi Simões e Rafa Travalão renovaram seus contratos e estarão à disposição do técnico Maurício Salgado.

Antônio Carlos Bona, que já foi preparador físico do Corinthians (masculino) e assistente técnico do Paraná Clube, é o técnico do Minas Brasília para a temporada 2021.

O comandante conta com um plantel de 25 atletas, incluindo nove reforços.

São elas: a goleira Karen, a zagueira Dih, a lateral Katielle, as volantes Karla Alves e Monse, as meio-campistas Manu e Maria Vitória; e as atacantes Nenê e Kayla Prince.

Monte e Kayla Prince, transferências internacionais, ficarão de fora da estreia por questões burocráticas; Suzana faz tratamento no departamento médico.

Mesmo em meio à pandemia, nenhum contrato de patrocínio foi cancelado e funcionários mantiveram seus salários normalmente.

O clube também lançou seu programa de sócio-torcedor.

O Palmeiras possui um dos elencos mais fortes do futebol feminino nacional, na última convocação da seleção feminina, a técnica Pia Sundhage chamou sete atletas do clube para um período de treinos na Granja Comary.

No total, foram 12 reforços para a temporada 2021.

Após uma breve passagem de fevereiro a julho de 2020, a atacante Bia Zaneratto está de volta ao Palmeiras.

O clube paulista, comandado pelo técnico Ricardo Belli, também assinou com nomes como a zagueira Tainara, as meio-campistas Duda e Júlia Bianchi, a lateral Bruna Calderan e a atacante Chú.

Duda, Júlia e Bruna integraram o elenco do Avaí/Kindermann que foi vice-campeão brasileiro em 2020.

Em 2020, o Verdão chegou até a semifinal do Brasileiro, mas caiu em dérbi vencido pelo Corinthians por 3 a 0.

No jogo de ida, as equipes empataram sem gols no Allianz Parque.

O Real Brasília conta com 14 novos nomes no plantel, além de uma mudança no comando: Adilson Galdino, campeão mundial pelo São José em 2015, será o técnico da equipe brasiliense. Stefane, Thais Amorim, Petra, Natasha Rosas, Raquel, Bruna Natieli, Andressa, Margareth, Thais Lemos, Tábatha, Janety, Dan Nunes, Gadu e Joelma são os reforços.

O clube não possui vínculo profissional com as atletas, mas fornece salários a nível do mercado atual e um contrato amador.

Segundo a assessoria do Real Brasília, o investimento aumentou “consideravelmente” em relação a 2020.

As receitas são exclusivamente do presidente do clube, Luis Felipe Belmonte.

Esta é apenas a terceira temporada desde o início do futebol feminino do Real Brasília, que irá estrear na elite.

A equipe tem três desfalques: Janety cumpre suspensão, enquanto a volante Luciana e a meia Ellen se recuperam de cirurgia no joelho.

Campeãs em 2017, as Sereias da Vila tiveram uma mudança no comando técnico: a treinadora Christiane Lessa assumiu a vaga deixada por Guilherme Giudice.

Ex-jogadora do Vasco e de equipes dos Estados Unidos, “Coach Lessa” treinou o sub-20 do Shandong (China) e o Sky Blue (Estados Unidos).

Christiane foi auxiliar no Avaldness (Noruega) e e do Atlanta Soccer Club, tornando-se a primeira mulher a desempenhar a função em um time masculino ser auxiliar técnica de um time masculino da liga americana (MLS – Major League Soccer).

Em 2020, Christiane treinou o Foz Cataratas, que caiu nas oitavas de final da Série A-2 do Brasileirão.

No total, o Santos renovou com 21 atletas e fechou com cinco reforços.

As novas adições às Sereias da Vila incluem a zagueira Camila, a lateral-direita Bruninha, a meia Júlia Daltoé e as atacantes Byanca Brasil e Karen. Byanca, que estava no Internacional, é a maior artilheira da história do Brasileirão Feminino, com 48 gols marcados.

O único desfalque na equipe é a zagueira Tayla, que rompeu um ligamento.

Um dos clubes que mais se reforçou para a disputa.

Ao todo, foram 14 novas contratações: a goleira Renata, as laterais Camila, Evellyn e Natália Oliveira, a zagueira Letícia Fagundes, as meias-campistas Ionara, Luana Marques, Silvana e Verônica, e as atacantes Adyla, Bea, Giovânia, Joyce e Ju Oliveira.

Outras 14 atletas não tiveram seus contratos renovados, incluindo a meia Mylena Pedroso e a atacante Ariel (ambas fecharam com o Red Bull Bragantino), assim como a atacante Mylena Carioca.

A equipe será comandada pelo novo técnico, Nedilson de Oliveira, que vai treinar uma equipe feminina pela primeira vez, Adilson Galdino anunciou a saída do clube no início de fevereiro e seguiu rumo ao Real Brasília.

Em 2020, a Águia se despediu do Brasileiro Feminino 2020 ainda na primeira fase, na 11a posição, com 20 pontos somados em 15 jogos.

O time feminino é uma iniciativa da prefeitura da cidade paulista, que oferece uma bolsa-auxílio às atletas.

Não há vínculo profissional.

Semifinalista do torneio em 2020, o São Paulo terá o retorno de uma velha conhecida para 2021: Carla Nunes.

A atacante, que estava no Palmeiras, retorna ao elenco tricolor após sua primeira passagem em 2015.

O clube ainda anunciou mais cinco reforços: as meio-campistas Naná, Maressa e Nath Pitbull, e as atacantes Micaelly (ex-Cruzeiro) e Mônica.

Vindas da base tricolor, quatro jogadoras foram integradas ao elenco profissional: a goleira Marcelle, a lateral-esquerda Clara, a zagueira Alves e a atacante Isa.

No total, 17 contratos do elenco de 2020 foram renovados.

Comandado pelo técnico Lucas Piccinato, o São Paulo irá disputar sua segunda edição consecutiva na elite do Brasileirão Feminino desde a retomada do projeto do futebol feminino no clube, em 2018.

O clube paulista garantiu o acesso à elite em 2019, ao conquistar a Série A-2 do Brasileirão.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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