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ETAPA DE ROMA. ITÁLIA. ANA PATRÍCIA. DUDA. CAMPEÃS.
Análise

Brasileiras campeãs

Duda e Ana Patrícia batem canadenses e são campeãs mundiais de vôlei de praia.

Vitor Felipe/Renato perde para noruegueses Mol e Sorum e fica com a medalha de prata em Roma.

André e George vencem Schalk / Brunner dos Estados Unidos e ganham o bronze.

Um desavisado que tenha ligado a televisão no sportv e parado para assistir ao jogo entre Duda/Ana Patrícia e a dupla canadense Bukovec/Brandie poderia não imaginar que se tratava de uma final do Mundial de Vôlei de Praia no primeiro set.

Com um nível técnico altíssimo, as brasileiras fizeram a a primeira parcial parecer um jogo comum.

Com certa facilidade, fecharam em 21 a 17.

No segundo, foi preciso um pouco mais de nervos de aço, mas outra vez a dupla nacional deu show, garantiu a vitória por dois sets a zero, parciais de 21/17 e 21/19, e se tornou campeã mundial em Roma.

Duda e Ana Patrícia atingiram o feito de terem sido campeãs na base e agora serem também no adulto.

As duas foram bicampeãs mundiais sub-21 e ganharam também os Jogos Olímpicos da Juventude. Duda tem ainda no currículo dois títulos mundiais sub-19.

O Brasil volta ao topo do pódio mundial depois de sete anos.

Em 2015, Ágatha e Bárbara foram campeãs mundiais na Holanda.

Um ano depois, ganharam a medalha de prata nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

O Brasil teve a chance de fazer uma dobradinha dourada em Roma.

Mas Vitor Felipe e Renato não conseguiram surpreender os atuais campeões olímpicos Mol e Sorum (Noruega) e ficaram com o segundo lugar da competição.

Os noruegueses venceram por dois sets a zero, parciais de 21/15 e 21/16.

Mais cedo, André e George já garantiram a dobradinha brasileira no pódio masculino.

De virada, eles venceram a dupla dos Estados Unidos Schalk / Brunner por dois sets a um, parciais 15/21, 21/17, 15/11 e garantiram a medalha de bronze.

Duda/Ana Patrícia X Bukovec/Brandie: Arrasador, o Brasil começou a impor o seu jogo desde o início.

Duda fez boa defesa e atacou para abrir 3 a 1.

A própria Duda foi para o saque e com um ace fez 6 a 2.

Muito bem tecnicamente, as brasileiras não davam respiro para as canadenses.

Ana Patrícia fechou a porta de Bukovec e garantiu folga de cinco pontos no placar (12 a 7).

As rivais melhoraram em quadra, tentaram apertar, mas sem muito sucesso.

Com tranquilidade, Duda fechou o primeiro set em 21 a 17.

As canadenses voltaram melhor para o segundo set, principalmente na virada de bola.

Para azar delas, a dupla brasileira também seguiu muito firme e o jogo ficou mais igual.

Ana Patrícia bloqueou Bukovec e deu pequena vantagem para o Brasil (6 a 4 ).

Sem conseguir quebrar o jogo brasileiro, as canadenses começaram a forçar mais.

Bukovec atacou duas vezes para fora (14 a 10), mas foi buscar no saque em erros do Brasil (14 a 14).

Em um dos pontos canadenses, Ana Patrícia ficou muito irritada com a arbitragem, que deu ponto rival em disputa de bola na rede.

O time brasileiro ficou um pouco nervoso e tomou a virada em 17 a 16.

Mas bastou um pedido de tempo, uma respirada, e tudo voltou ao normal.

Com muita segurança, as brasileiras viraram o o jogo e Ana Patrícia explorou o bloqueio para fechar a parcial em 21 a 19 e ser campeã mundial.

Vitor Felipe/Renato X Mol /Sorum (Noruega): Vitor Felipe abriu o jogo fazendo duas grandes defesas e virando no ataque.

Mas Mol fez um saque cruzado que pegou na ponta da linha e empatou em 4 a 4.

Pressionada no saque, a dupla brasileira deu alguns pontos para os rivais.

Renato atacou para fora e a Noruega abriu 9 a 6.

Os europeus seguiram melhor no saque e no bloqueio e a dupla brasileira não conseguia reagir.

Em contra-ataque, Sorum colocou seu time com seis na frente (17 a 11).

E foi o próprio Sorum que pingou atrás do bloqueio e fechou o primeiro set em 21 a 15.

Tranquilos, os campeões olímpicos voltaram para o segundo set arrasadores e logo abriram 4 a 1.

O Brasil conseguiu equilibrar o jogo e passou a trocar pontos com os europeus.

Mas estava difícil quebrar o jogo rival.

Mol parou Renato no bloqueio, aumentou a vantagem norueguesa (10 a 6) e botou ainda mais pressão no Brasil, que deu dois pontos ao adversário (12 a 6).

Vitor Felipe e Renato não desistiram, continuaram buscando de todo jeito e chegaram a diminuir para 19 a 16.

Mas, com o título na mão, os noruegueses administraram para fechar em 21 a 16 em bloqueio de Mol em Vitor Felipe.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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