Esquema de Jogo

Colunas, entrevistas, análises e tudo sobre o esporte!

CAMPEONATO MUNDIAL DE VÔLEI FEMININO. SEGUNDA FASE. PRIEMIRA RODADA. BRASIL. ITÁLIA.
Análise

Brasil se impõe pelas mãos de Gabi e derruba Itália no Mundial

Capitã marca 30 pontos, lidera vitória heroica no tie-break, e seleção começa segunda fase com vitória gigante sobre favoritas ao título.

Equipe volta à quadra contra Porto Rico, na quinta-feira (6).

O caminho não era fácil.

Do outro lado, Paola Egonu exigia um jogo no limite.

Mas, ao encarar a maior favorita ao título, o Brasil não se assustou.

Em um duelo tenso do início ao fim, a seleção se impôs na marra e pelas mãos de Gabi em Roterdã.

Em 3 sets a 2, parciais 25/20, 22/25, 22/25, 25/21 e 17/15, a capitã marcou 30 pontos e liderou o time de José Roberto Guimarães a uma vitória de peso sobre a Itália, invicta até esta terça-feira (4).

A seleção volta à quadra nesta quarta-feira (5).

O Brasil enfrenta Porto Rico, seu segundo rival nesta segunda fase, às 11 horas (horário de Brasília).

O sportv2 transmite a partida ao vivo, e o Globo Esporte acompanha tudo em tempo real.

Números do jogo

Maiores pontuadoras:

Paola Egonu (Itália): 37 pontos

Gabi (Brasil): 30 pontos

Carol (Brasil): 14 pontos

Pontos de ataque:

Brasil: 63 pontos

Itália: 64 pontos

Pontos de saque:

Brasil: 1 pontos

Itália: 3 pontos

Pontos de bloqueio:

Brasil: 14 pontos

Itália: 13 pontos

Pontos em erros adversários:

Brasil: 33 pontos

Itália: 26 pontos

Primeiro set – Brasil ignora Egonu e sai na frente: A Itália abriu frente logo de cara.

Em dois ataques seguidos de Tainara para fora, as rivais abriram 2/0.

Aumentaram logo depois com um ataque de Pietrini.

Só que o Brasil foi buscar na mesma velocidade.

Foi a própria Tainara quem colocou a seleção à frente pela primeira vez, em 4/3.

Foi um bom início.

Egonu, tão temida, mandou para fora seu primeiro ataque, fazendo o Brasil abrir 8/5.

Mas era cedo para festejar. O ponto de empate foi da oposta italiana, em 8/8.

O Brasil não se assustou.

Com Gabi, marcou 10/8.

No melhor rali do jogo, o time de Zé Roberto mostrou força.

Uma pancada de Pri Daroit, que já havia feito bela defesa, abriu 13/10 no placar e obrigou o pedido de tempo do outro lado.

A seleção manteve o ritmo. Em dois bloqueios seguidos de Carol, a seleção disparou em 21/17.

Mais um pedido de tempo italiano, mas nada mudou.

Gabi voou para ampliar na sequência.

Quando a Itália ameaçou reagir, Zé Roberto parou.

Funcionou.

Pouco depois, Gabi voou para fechar a conta em 25/20.

Segundo set – Egonu cresce no jogo, e Itália empata o jogo: Pietrini abriu a conta no segundo set.

Mas o Brasil passou logo em seguida, com um saque para fora das rivais e um belo bloqueio de Carol.

A Itália, porém, voltou melhor.

Não demorou a retomar a dianteira e a abrir 6/3 no placar depois de ataque de Egonu.

Quando as rivais ampliaram na sequência em uma falha de posicionamento das brasileiras, Zé Roberto parou o jogo para arrumar a casa.

Mas a Itália disparou e abriu 9/3 depois de uma bola para fora de Tainara.

Mas o Brasil voltou a crescer.

Em dois bloqueios seguidos de Carol sobre Egonu, a diferença caiu para 11/9.

Só que a Itália voltou a se impor.

Ao desperdiçar ataques em sequência, a seleção voltou a estagnar no placar.

No ponto de Pietrini, as italianas marcaram 17/11, e Zé Roberto parou mais uma vez.

O Brasil melhorou. Lorenne engatou uma boa série no saque e fez a diferença cair para 22/19.

A Itália parou mais uma vez.

O Brasil até se manteve na briga, mas a Itália melhorou com a entrada de Sylla e fechou o set com Egonu após belo rali: 25/22.

Terceiro set – Brasil perde a mão, e Itália vira: Tainara explorou o bloqueio e abriu a contagem no terceiro set.

Dois ataques seguidos da Itália para fora, com Pietrini e Egonu, fizeram o Brasil marcar 3/0.

Na sequência, Gabi voou para marcar 4/0 no placar e obrigar o pedido de tempo do outro lado.

A Itália ameaçou reagir, mas um bloqueio de Carol Gattaz fez o Brasil abrir 7/2.

Aos poucos, porém, as italianas acertaram a mão para buscar. Um ace de Danesi deixou tudo igual em 9/9.

A virada veio depois de um erro de Pri Daroit.

A partida, porém, seguiu equilibrada.

A Itália conseguiu abrir dois pontos na reta final com Sylla, marcando 19/17.

Em um saque de Egonu, Natinha e Pri Daroit bateram cabeça, e a Itália marcou 21/18.

Zé Roberto parou o jogo mais uma vez. A seleção até conseguiu adiar o fim, mas não por muito tempo.

A Itália acelerou e fechou o set mais uma vez com Egonu: 25/22.

Quarto set – Gabi chama o jogo, e Brasil força o tie-break

Na volta à quadra, o Brasil tentou voltar ao jogo.

A Itália até saiu na frente.

Mas Gabi deixou tudo igual ao afundar a bola na quadra rival.

Tainara, na sequência, colocou o Brasil à frente em 7/6.

A oposta, instável até ali, pareceu crescer.

Marcou mais um em uma pancada pouco depois.

Do outro lado, Egonu carregava as ações.

Ao furar o bloqueio de Gabi e Carol Gattaz, fez 12/11.

Mas o Brasil estava no jogo.

E com Gabi em quadra.

Foi pelas mãos da capitã que a seleção disparou: 16/13.

A Itália pediu tempo para arrumar a casa.

Mas o Brasil se manteve firme.

Ao abrir quatro pontos no placar, a seleção pareceu reencontrar seu melhor momento.

Quando as rivais fizeram a diferença cair para dois pontos, foi a vez de Zé Roberto parar o jogo.

Deu certo.

Depois de uma largadinha de Lorenne, o técnico brasileiro pediu o desafio no meio do ponto.

Tinha a certeza de que a bola havia tocado no chão, e tinha razão.

O Brasil ampliou na sequência com um ataque para fora de Egonu.

Com 22/19 no placar, a seleção mostrou força e encaminhou o tie-break.

No saque para fora de Egonu, tudo igual: 25/21.

Quinto set – Brasil se agiganta e fecha o jogo: No nervosismo do tie-break, tudo era possível.

As duas seleções voltaram firmes, impedindo que a rival abrisse.

Mas, no ponto de Carol Gattaz, o Brasil chegou a 8/6 na virada de quadra.

Era preciso ir ao limite, e o Brasil entendeu isso.

Ainda assim, a Itália chegou ao empate em 12/12.

Zé Roberto parou o jogo.

Na reta final, o jogo cresceu ainda mais em tensão.

O Brasil chegou ao match point, mas o saque de Carol Gattaz foi para fora.

Na segunda chance, o ataque de Egonu tocou no bloqueio e deixou tudo igual.

Na terceira, porém, a vitória.

Em bloqueio de Carol, 17/15 e vitória gigante sobre a Itália.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confirme que você não é um robô. *