Esquema de Jogo

Colunas, entrevistas, análises e tudo sobre o esporte!

CAMPEONATO MUNDIAL DE VÔLEI FEMININO. QUARTAS DE FINAL. JOGO ÚNICO. PARTIDA ÚNICA. BRASIL. CLASSIFICADO. JAPÃO. ELIMINADO. SEMIFINAL. PARTIDA ÚNICA. JOGO ÚNICO. BRASIL. ITÁLIA.
Análise

Brasil nas semifinais

Brasil renasce, vira sobre o Japão em jogo épico e vai à semi do Mundial.

Seleção começa muito mal, mas reage na marra, vence no tie-break e vai enfrentar a Itália em busca de um lugar na decisão do Mundial.

Equipes se enfrentam na próxima quinta-feira (13).

De início, o roteiro pareceu se repetir.

As lembranças da única queda até aqui surgiam a cada ponto do Japão.

Mas, aos poucos, o Brasil soube se reconstruir.

Na falta de inspiração, sobrou luta.

E, na marra, a seleção se reergueu diante de um adeus iminente.

Em uma virada heroica, o time de José Roberto Guimarães renasceu e garantiu o lugar na semifinal do Mundial de vôlei: 3 sets a 2, parciais 18/25, 18/25, 25/22, 27/25 e 15/13.

Na tensão do sonho de um título inédito, o Brasil se manteve vivo em Apeldoorn.

Com a virada épica, o Brasil segue firme na briga por um título inédito.

A seleção, agora, volta a ter a Itália pelo caminho.

As duas seleções se enfrentam na semifinal na próxima quinta-feira(13), às 15 horas (horário de Brasília).

O sportv2 transmite a partida ao vivo, e o Globo Esporte acompanha tudo em tempo real.

Números do jogo

Maiores pontuadoras:

Gabi (Brasil): 25 pontos

Haiashi (Japão): 21pontos

Yamada (Japão): 19 pontos

Carol Gataz (Brasil): 14 pontos

Carol e Rosamaria (Brasil): 13 pontos

Lorenne (Brasil): 12 pontos

Pontos de ataque:

Brasil: 75 pontos

Japão: 70 pontos

Pontos de saque:

Brasil: 3 pontos

Japão: 4 pontos

Pontos de bloqueio:

Brasil: 6 pontos

Japão: 9 pontos

Pontos em erros adversários:

Brasil: 19 pontos

Japão: 27 pontos

Primeiro set – Brasil erra muito, e Japão faz 1 a 0: Ao explorar dois bloqueios brasileiros em sequência, o Japão largou na frente.

O Brasil saiu do zero em um ataque de Gabi.

Mas, como esperado, as japonesas pareciam se multiplicar na defesa.

A pontaria também demorou a calibrar.

Ao não se impor, a seleção viu o rival abrir.

No ace de Ishikawa, 9/5 no placar e pedido de tempo de Zé Roberto.

Não foi um bom início.

Com a diferença no placar, Zé quis mudar.

Rosamaria entrou no lugar de Pri Daroit, que ainda não parecia 100%.

Mas foi pelas mãos de Tainara, em dois aces seguidos, que o Brasil voltou ao jogo.

A diferença caiu para 13/10, e foi a vez de o Japão pedir tempo.

As rivais se desgrudaram, e o Brasil voltou a buscar.

Só que a reação, mais uma vez, foi passageira.

Zé desfez a troca entre Pri e Rosamaria e mandou Nyeme no lugar de Natinha, mas não funcionou.

No ataque de Hayashi, fim de set: 25/18.

Segundo set – Irreconhecível, Brasil cai de novo: Na volta à quadra, nada mudou.

O Brasil, tenso, parecia um time diferente daquele que terminou a segunda fase.

Aos poucos, conseguiu reagir pelas mãos de Gabi e Tainara.

Num ace da oposta, a seleção empatou o placar em 5/5.

Só que o Japão voltou a abrir depois de três erros seguidos.

Zé pediu tempo e tentou arrumar a casa. Mas as rivais seguiram firmes.

Tainara acerta saque medalha e empata o jogo em 5 a 5

O Brasil até tentava reagir. Carol, ao fechar a porta junto à rede, tentou trazer o time de volta ao jogo.

Mas um ataque de Rosamaria para muito longe da quadra fez as rivais marcarem 15/9.

Pouco depois, em 16/10, Zé voltou a pedir tempo.

O Japão, porém, abriu ainda mais.

Rosamaria ainda fez o Brasil respirar depois de virar três bolas em sequência.

Mas os erros seguiram.

Em um bloqueio sobre Rosamaria, fim de papo: 25/18.

Terceiro set – Brasil reage na marra e segue vivo: Um saque de Rosamaria para fora abriu a conta no terceiro set.

Zé Roberto tentou mudar e mandou Roberta e Lorenne para a quadra nos lugares de Macris e Tainara.

A reação precisava ser imediata.

A seleção até virou, ficando à frente no placar pela primeira vez na partida.

Abriu 8/5 depois de um toque na rede das japonesas.

A sorte pareceu mudar um pouco de lado.

Um ataque de Rosamaria saiu torto, mas bateu na rede e caiu na quadra rival.

Com 12/8 na conta pouco depois, o Brasil pareceu crescer àquela altura.

Só que o Japão voltou a quebrar o ritmo brasileiro.

Em dois pontos seguidos, obrigou Zé Roberto a pedir tempo.

O Brasil até abriu mais uma vez, mas não era um jogo fácil.

Ainda que tivesse crescido, a seleção tinha problemas.

Gabi era o diferencial. Em um ponto dela, 21/17 e pedido de tempo das rivais.

A vantagem vinha na marra, como na largadinha de Carol depois do melhor rali do jogo.

O suspiro veio em um ataque de Carol Gattaz: 25/22.

Quarto set – Brasil vai ao limite e força tie-break: Para forçar o tie-break, era preciso ir além.

O Japão largou na frente.

Um ataque de Rosamaria, porém, fez a seleção deixar tudo igual em 5/5.

Mais uma vez, a seleção viu as rivais marcarem três pontos em sequência. Com 8/5, Zé Roberto parou o jogo.

O Brasil buscou. Em uma pancada de Gabi, 9/9 no placar.

A virada também foi através da capitã logo depois.

Mas o jogo seguiu tenso.

E o Japão voltou à frente depois de um ataque de Inoue, em 16/15.

Só que o Brasil também tinha seus momentos.

Lorenne, com uma tranquilidade improvável àquela altura, só empurrou a bola para o outro lado, no fundo da quadra, para marcar 18/17.

A seleção até abriu dois pontos, mas deixou o Japão passar mais uma vez em um ataque de Ishikawa.

Zé Roberto parou o jogo.

Na tensão de um adeus que batia à porta, o Brasil voltou a virar.

E, mais uma vez, com Gabi: 24/23.

O Japão salvou dois set points, mas não evitou o terceiro.

No bloqueio de Carol Gattaz, 27/25.

Quinto set – Brasil se impõe e vai à semifinal: No tie-break, o Japão abriu 4/2.

Mas era preciso dizer: a reação brasileira passava pelas mãos de Lorenne.

Foi a oposta quem recolocou a seleção no jogo ao marcar 4/4.

A seleção se mostrou forte ao retomar a dianteira.

Na pancada de Rosamaria, abriu 8/6.

Mas o Japão, incansável, voltou a buscar. Zé Roberto, então, parou o jogo.

A partir dali, foi na emoção.

No erro de ataque das rivais, o Brasil abriu 12/10.

O Japão pediu tempo, mas Carol mais uma vez fechou a rede para ampliar.

O Japão ainda evitou dois match points.

Mas não evitou o terceiro: 15/13 e vaga na semifinal.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confirme que você não é um robô. *