Esquema de Jogo

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CAMPEONATO MUNDIAL DE VÔLEI FEMININO. SEGUNDA FASE. BRASIL. CLASSIFICADO. BÉLGICA.
Análise

Brasil nas quartas

Brasil vira sobre a Bélgica e fecha fase perfeita rumo às quartas.

Classificada, seleção começa em ritmo lento, mas acelera e mostra força em busca do título do Mundial.

Equipe, agora, espera pelo rival na sequência da competição.

A vaga veio mesmo antes de entrar em quadra.

Talvez por isso, classificado, o Brasil tenha começado em ritmo lento.

Levou a pior no primeiro set contra a Bélgica, mas soube sofrer.

Ao não demorar a reagir, a seleção voltou a mostrar força rumo às quartas de final do Mundial de vôlei.

Em 3 sets a 1, parciais 26/28, 25/17, 25/11 e 25/16, a equipe brasileira fechou de forma perfeita a segunda fase e segue firme em busca do título inédito.

O Brasil encerra a segunda fase com quatro vitórias em quatro jogos, contra Itália, Porto Rico, Holanda e Bélgica.

Agora, espera a definição das posições no grupo para conhecer seu rival na sequência do Mundial.

Na fase final, a seleção se muda para Apeldoorn, sede a partir das quartas.

Na contagem pelo sonho do título, mais três jogos pela frente.

Números do jogo

Maiores pontuadoras:

Tainara (Brasil): 22 pontos

Gabi (Brasil): 20 pontos

Herbots (Bélgica): 20 pontos

Pontos de ataque:

Brasil: 69 pontos

Bélgica: 44 pontos

Pontos de saque:

Brasil: 5 pontos

Bélgica: 2 pontos

Pontos de bloqueio:

Brasil: 11 pontos

Bélgica: 8 pontos

Pontos em erros adversários:

Brasil: 16 pontos

Bélgica: 18 pontos

Primeiro set – Em set instável, Brasil vê Bélgica sair na frente: Van Avermaet subiu na saída de rede e encheu o braço para abrir o placar.

Na missão de buscar a classificação, a Bélgica acelerou no início.

Abriu 4/2 no ataque de Lemmens e jogou a pressão para o Brasil.

A seleção de Zé Roberto começou em um ritmo um pouco mais lento.

No ataque de Gabi para fora, as rivais marcaram 9/5.

Zé, então, pediu tempo.

Ao arrumar a casa, o Brasil voltou para o jogo.

Em dois bloqueios seguidos, com Carol e Pri Daroit, chegou ao empate em 10/10.

A virada veio na sequência, também com um bloqueio de Carol.

Foi a senha para o Brasil disparar.

No ataque para fora de Herbots, a seleção abriu 15/11, e o técnico belga gastou seu segundo tempo técnico.

As rivais voltaram a crescer.

Em dois bloqueios seguidos de Herbots sobre Carol Gattaz, chegaram ao empate em 16/15.

A virada veio em um novo bloqueio da estrela belga, dessa vez sobre Tainara.

O Brasil até passou à frente novamente, mas a Bélgica reassumiu a dianteira em uma bola para fora de Carol.

Quando Van Gestel explorou o bloqueio de Macris para abrir 21/19, Zé Roberto parou a partida mais uma vez.

Não era o melhor momento da seleção no Mundial, porém.

Ainda assim, o time evitou três set points para voltar à briga na parcial.

Na pancada de Gabi, 24/24.

Mas a Bélgica tanto tentou que conseguiu.

No bloqueio de Lemmens sobre Gabi, 28/26 e vantagem belga.

Segundo set – Brasil reage e deixa tudo igual: O Brasil abriu a contagem no segundo set com uma pancada de Tainara.

A Bélgica tentou se manter firme.

Mas, em mais um ponto de Tainara, a seleção abriu 5/3.

Não era um jogo simples.

Em certo momento, Carol e Carol Gattaz se enrolaram na hora de levantar uma bola, e Zé Roberto foi à loucura à beira da quadra.

Mas, na marra, o Brasil abriu 12/9.

Ampliou mais à frente, com um ace de Macris: 17/12.

No melhor momento do Brasil no jogo até ali, a Bélgica pediu tempo.

Dois bloqueios em sequência de Carol logo na volta à quadra, porém, foram a prova de que as coisas haviam mudado.

Macris emendou uma sequência de nove saques.

Foi assim que o Brasil chegou a 23/12 na conta.

Foi quando Pri Daroit sentiu dores na panturrilha e deu lugar a Rosamaria.

A Bélgica até tentou reagir, mas não havia mais espaço.

No saque para fora das rivais, 25/17.

Terceiro set – Brasil acelera e passa à frente: Um ace de Gabi e uma pancada de Tainara fizeram o Brasil largar na frente.

O jogo, tão difícil até certa altura do segundo set, simplificou.

A seleção voltou ao seu melhor.

Na passagem de Tainara pelo saque, com direito a dois aces, o time disparou.

Ao ver o placar marcar 12/2 com um ataque de Carol Gattaz, a Bélgica parou o jogo.

A tentativa de reação, porém, ficou na promessa.

Firme em quadra, o Brasil seguiu seu ritmo.

Sem dar qualquer brecha a uma possível complicação, a seleção acelerou.

Ao ver seu time construir o placar de maneira tranquila, Zé Roberto deu espaço para as reservas.

Rosamaria e Lorena foram à quadra.

A ponteira, que ainda briga por um espaço maior no time, mostrou força e fez seus pontos.

Mas foi a central quem fechou a conta no set: 25/11.

Quarto set – Brasil mantém o ritmo e fecha fase perfeita: Àquela altura, já nem parecia haver um rival.

O Brasil seguiu no mesmo ritmo, sem se importar com o outro lado.

Precisa no saque e muito bem na defesa, a seleção atacou bola a bola para acelerar no placar.

Quando Macris engatou mais uma bela sequência no saque, a Bélgica pediu tempo.

Zé Roberto, porém, não se importou.

Pelo contrário.

Foi em direção à quadra para festejar com Macris.

A vitória era questão de tempo.

Veio no ataque de Kisy: 25/16.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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