Santos cede empate ao Bragantino no último lance após abrir o placar com gol contra bizarro.
Léo Ortiz manda contra o próprio gol com a mão e depois garante o empate no fim.
Não é todo dia que se vence um jogo com um gol contra de mão.
Pois era o que acontecia com o Santos até o último lance na noite deste domingo (8), em Bragança Paulista, graças a uma jogada de Soteldo que contou com desvio de Léo Ortiz e entrou.
Só que, aos 50 minutos do segundo tempo, o próprio Léo Ortiz foi lá e empatou o jogo.
O 1 a 1 foi mais justo com o Bragantino, que havia mandado duas bolas na trave e perdido um gol quase em cima da linha.
Foi um dos gols mais esquisitos do Campeonato Brasileiro.
O Santos não jogava bem, tinha dificuldade para atacar, mas conseguiu acionar Soteldo pela esquerda de ataque aos 18 minutos do segundo tempo.
O venezuelano buscou espaço e mandou para a área.
Mas, no meio do caminho, a bola desviou no braço do zagueiro Léo Ortiz.
Seria pênalti se ela não tivesse ido parar… dentro do gol.
O árbitro chegou a apontar para a marca da penalidade, mas parece ter soprado o apito apenas depois de a bola entrar.
Se tivesse apitado antes, teria que confirmar o pênalti.
O empate tirou do Santos a chance de terminar a rodada entre os classificados para a Taça Libertadores da América.
O Peixe, com 31 pontos, ficou em sétimo colocado.
O Bragantino, com 20 pontos, saiu ao menos momentaneamente da zona de rebaixamento.
É o décimo sexto.
O Santos volta a campo no próximo sábado (14).
Às 16h30 (horário de Brasília), recebe o Internacional, líder do campeonato, na Vila Belmiro.
O Bragantino joga só na outra segunda, dia 16 de novembro.
Visita o Botafogo às 20 horas (horário de Brasília).
O primeiro tempo demorou para engrenar, talvez por influência das ausências de Marinho, no Santos, e Claudinho, no Bragantino, dois destaques das equipes no campeonato.
O jogo começou truncado, com os times mais propensos a errar do que a criar alternativas ofensivas interessantes.
Como consequência, as chances foram raras: um chute de Madson de um lado, uma bola aérea com Léo Ortiz de outro, mas nada de muito contundente.
Só que aí o Bragantino resolveu dar um bote.
Aos 25 minutos do primeiro tempo, Cuello recebeu de Lucas Evangelista e mandou colocado, no travessão de João Paulo.
Embora o Santos tenha reagido com chute de Soteldo, o time da casa seguiu mais aceso, mais perto de marcar.
Poderia ter sido novamente com Cuello, mas João Paulo defendeu o chute cruzado.
Poderia ser também com Artur, mas ele cabeceou em cima do goleiro santista.
A etapa final começou tão parada quanto a inicial.
O Santos voltou com três trocas (Pará, Lucas Lourenço e Lucas Braga nos lugares de Madson, Jean Mota e Arthur Gomes), mas o time não conseguiu se tornar dominante.
O Bragantino seguiu buscando mais o gol, e seguiu errando muito ao tramar as jogadas.
E então o bizarro se fez presente.
Em uma escapulida pela esquerda, Soteldo mandou para a área, a bola bateu na mão de Léo Ortiz e foi para a rede.
Aquilo que seria pênalti virou gol: 1 a 0 para o Santos.
A desvantagem desnorteou o time da casa, que se desarrumou em campo por alguns minutos.
Mas logo ganhou confiança e conseguiu grandes chances: Hurtado, com o gol feito, mandou por cima, Artur, de cabeça, acertou a trave.
Tanta insistência acabou premiada aos 50 minutos do segundo tempo: Léo Ortiz, de cabeça, garantiu o empate.
Léo Ortiz deu um azar danado ao ver o cruzamento de Soteldo bater em sua mão e entrar.
Mas se redimiu no último lance: foi dele também o gol de empate do Bragantino.
Na comemoração, o zagueiro passou na frente do banco do Santos, provocando os adversários, e o jogo quase terminou em pancadaria.
Cuca não comandou o Santos na partida.
O técnico foi diagnosticado no sábado com Covid-19.
Ele foi levado a um hospital da cidade e depois transferido para São Paulo. Segundo boletim médico, está internado preventivamente, estável, com sinais vitais normais.
Cuquinha, irmão de Cuca, foi o comandante da equipe contra o Bragantino.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





