Botafogo domina Fluminense, vence por 2 a 0 em casa e é campeão carioca feminino.
Káren, no primeiro tempo, e Vivian, na etapa final, garantem a vitória alvinegra no Nilton Santos.
Superior em grande parte do clássico, o Botafogo venceu o Fluminense por 2 a 0, na tarde deste sábado (20), no Nilton Santos, e levantou a taça do Campeonato Carioca Feminino.
Os gols foram marcados por Káren, aos 47 minutos do primeiro tempo, e Vivian, aos 16 minutos do segundo tempo.
É o segundo título estadual do Botafogo, que também havia sido campeão em 2014.
O Botafogo agora terá folga para virar o foco para outra competição, a mais importante da temporada.
No dia 18 de abril, o time alvinegro estreia contra o Bahia na Série A1 do Brasileirão.
A princípio, o primeiro jogo seria no dia 28 de março, mas a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) adiou o início do campeonato.
Desfalcado na final do Estadual, o Fluminense tem outra decisão neste sábado (20), mas pelo Brasileirão Feminino Sub-18.
As tricolores entram em campo no Beira-Rio, às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Internacional.
O Fluminense venceu o jogo de ida por 2 a 1.
Após equilíbrio nos primeiros minutos, o Botafogo dominou o primeiro tempo da decisão, trabalhando a bola principalmente pelo lado direito, com Mylena, Vivian e Kamilla.
A aposta do Fluminense era pressionar a saída de bola adversária, e assim conseguiu as únicas chances no ataque, com Lene e Michelle tentando construir o jogo também pela direita.
O Botafogo sofreu um baque aos 33 minutos do primeiro tempo, com Kamilla saindo de maca após falta dura no campo de defesa.
A camisa 11 sofreu uma entorse no tornozelo direito.
Mas o time de Glaucio Carvalho seguiu propondo o jogo em casa e com postura ofensiva.
Brenda foi parada duas vezes nas principais chances do Bota, mas a zagueira Káren não perdoou quando a bola passou pela goleira Luana e a defesa falhou após cobrança de escanteio e mandou para as redes aos 47 minutos do primeiro tempo.
Foi um jogo duro e tenso nos minutos finais, com distribuição de cartões amarelos e muitas faltas.
Com o Fluminense pouco ativo no ataque, a goleira Rubi foi espectadora, e a vantagem no intervalo foi de quem jogou melhor a etapa inicial.
O intervalo fez bem ao Fluminense por alguns minutos, que voltou melhor para a segunda etapa e, em pouco tempo, chegou mais vezes ao gol de Rubi do que em todo o primeiro tempo.
Rayane, Leticia e Dani Serrão incomodaram no momento inicial, mas a goleira alvinegra foi mais eficiente.
A euforia não durou muito, e o Botafogo logo recolocou a bola no chão e os ânimos no lugar para retomar o controle do clássico.
A tranquilidade veio de fato aos 16 minutos do segundo tempo, com Vivian cobrando falta muito bem e ampliando o placar.
A goleira Luana mais uma vez não foi bem e acabou substituída.
Daí em diante, Rubi voltou a assistir à partida, e o Bota dominou o Fluminense aproveitando dos espaços para chegar à frente.
Time se mostrou bem treinado por Glaucio Carvalho, que vem de excelente trabalho na temporada passada, quando levou o clube à primeira divisão do Brasileirão.
Káren teve sua importância na partida.
Além de segura defensivamente, a zagueira abriu o placar após jogo difícil no primeiro tempo.
Mas Vivian aparece com destaque.
A camisa 10, bem participativa, é a personagem dos clássicos e costuma ser decisiva contra os rivais, como aconteceu neste sábado (20).
Além das autoras dos gols, Brenda merece ser mencionada.
A camisa 7 foi a válvula de escape do Botafogo, principalmente quando o time tinha dificuldade de criar as chances na etapa inicial.
Com 9 gols, Brenda é a artilheira do Botafogo no campeonato.
Vivian vem logo em seguida, com 7 gols.
As meninas foram acompanhadas de perto pelos jogadores profissionais do Botafogo.
A vitória alvinegra diante do Fluminense é inspiração na véspera do primeiro clássico do time masculino na temporada 2021: neste domingo (20), o Botafogo enfrenta o Vasco, às 18 horas (horário de Brasília), em São Januário, pelo Estadual.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





