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PARALÍMPICO. CLAUDINEY BATISTA. OURO.
Análise

Bicampeão paralímpico

Claudiney Batista é ouro no lançamento de disco F56 em Tóquio.

Brasileiro confirma domínio na sua prova, faz 45,59m de marca e conquista o bicampeonato dos Jogos Paralímpicos.

Ele teve outros dois lançamentos que já lhe garantiriam o primeiro lugar.

Claudiney Batista chegou às Paralimpíadas de Tóquio como favorito ao título.

Campeão no lançamento de disco F56 na Rio 2016, o mineiro de Bocauíva ainda detinha o recorde mundial, 46,68m, da prova.

Confirmando toda a sua expectativa, o atleta de 42 anos levou o ouro com facilidade ao lançar o disco a 45,59m, novo recorde paralímpico.

A medalha de Claudiney foi o quinto ouro do atletismo brasileiro em Tóquio, o que deixa o país a duas conquistas do seu centésimo ouro em Paralimpíadas.

A prata ficou com o indiano Yogesh Kathuniya, com 44,38m.

O bronze foi para as mãos do cubano Leonardo Aldana, com 43,36m.

Competem no lançamento de disco F56 atletas cadeirantes com sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação.

O domínio de Claudiney Batista foi tão grande que outros dois dos seus seis lançamentos já seriam suficientes para o ouro.

Além dos 45,59m, o brasileiro lançou o disco para 44,57m e 44.92m.

Ele também obteve um 45,25m, um 43,77m, além de ter um lançamento queimado.

“Sempre bate aquela ansiedade para a prova. Eu estava muito bem preparado e graças a Deus deu certo, mais uma vez fui coroado e agora sou bicampeão. Fico feliz pelo trabalho dos últimos cinco anos que foi premiado. Eu estava muito bem preparado, entrei um pouco tenso, preocupado com a arbitragem, mas as coisas acabaram fluindo”, disse Claudiney.

Yeltsin Jacques vai a mais uma final: Campeão dos 5.000m T11, classe para atletas com grau máximo de deficiência visual, Yeltsin Jacques fez bonito na eliminatória dos 1.500m T11 ao avançar à final com o melhor tempo dentre as duas baterias: 4min07s34.

A prova que vale medalha acontece nesta segunda-feira (30) às 21h38 (9h38 de terça-feira (31) no Japão) com transmissão do SporTV2.

Júlio César leva tombo: Quem não conseguiu avançar à final dos 1.500m T11 foi Júlio César Agripino, que sofreu uma queda durante a bateria 2.

Auxiliado pelo guia Lutimar Paes, Júlio César brigava pelas primeiras colocações, quando chocou-se com o queniano David Korir, que guiava o compatriota Erick Kiptoo Sang.

O brasileiro caiu no chão e ainda tentou retornar à prova, mas os juízes o desqualificaram.

Brasileiras avançam nos 100m T11: Nas eliminatórias dos 100m T11 feminino, as brasileiras Thalita Simplício, Lorena Spoladore e Jerusa Geber avançaram à final.

Thalita, que competiu na bateria 2, fez 12s38.

Lorena, por sua vez, cravou 12s48 na bateria 3.

Por fim, Jerusa percorreu o trecho em 12,41m na bateria 4.

A final acontece na terça-feira (31) às 08h02.

Nos 400m T38 masculino, prova para paralisados cerebrais andantes, Edson Pinheiro, que estava inscrito na bateria 1 da eliminatória, desistiu de correr a prova.

Poliana Jesus fica em Sétimo Lugar: No arremesso do peso F54 feminino, prova disputada em cadeira por atletas com sequelas de poliomielite, lesão medular ou amputação, Poliana Jesus terminou a final em sétimo com 5,68m de marca.

O ouro ficou com a chinela Francisca Sepulvida, com 8,33m.

Completaram o pódio a mexicana Gloria Guadarrama, com 8,06m, e a uzbeque Nurkhon Kurbanova, com 7,77m.

Mais cedo, na primeira final do dia, a mexicana Monica Saavedra bateu o recorde mundial dos 1.500m T11 feminino, prova disputada por atletas com deficiência visual.

Monica foi ouro com o tempo de 4min37s40.

A prata ficou com a sul-africana Louzanne Coetzee, com 4min40s96e o bronze com a queniana Nancy Chelangat Koech com 4min45s58.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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