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MÁRIO GOBBI. ANDRÉS SANCHEZ.
Análise

Bastidores

Mario Gobbi tem vitória expressiva nos bastidores do Corinthians, acirra disputa com Andrés e luta pela próxima eleição.

Crise se agrava com reprovação de contas de Andrés Sanchez, e clima de eleição pega fogo no Parque São Jorge.

Candidato confirmado à presidência do Corinthians, Mario Gobbi teve papel decisivo na recomendação do Conselho de Orientação (CORI) para reprovação das contas do exercício 2019 da gestão de Andrés Sanchez.

Quando grupos ligados a Paulo Garcia trabalhavam pela aprovação da contabilidade, Gobbi pediu a palavra e afirmou categoricamente que todos sabem o que está errado no Corinthians.

Gobbi acabou conseguindo seis votos contra cinco pela recomendação de não aprovar.

Há quatro meses, em meio às primeiras informações de que as contas poderiam ser rejeitadas, Andrés Sanchez disse a este blog que pediria antecipação das eleições se isto se confirmasse.

Questionado nesta terça-feira se mantém esta posição, Andrés respondeu: “O que eu disse foi que deveriam antecipar a eleição, porque se reprovam as contas é porque querem outro presidente. Então, eles têm de antecipar. Eles, não eu. O Corinthians virou parlamentarista.”

A dívida do Corinthians era, no fim do ano passado, de R$ 665 milhões.

Andrés Sanchez costuma afirmar que os problemas financeiros começaram a crescer na gestão de Gobbi.

Mario Gobbi contra-argumenta que deixou o clube em dezembro de 2014, época em que os débitos estavam em R$ 314 milhões, menos da metade do valor final em 2019.

“Fizemos R$ 136 milhões de dívidas, porque assumimos com R$ 178 milhões. Mas veja tudo o que conquistamos e o que isto representou para o Corinthians”, diz Mario Gobbi.

Andrés ironiza: “Realmente o Mario Gobbi é o presidente mais vitorioso da história do Corinthians. Ele fez a Arena e eu fiz a dívida. Ele ganhou o Mundial e eu fiz a dívida. Ele fez o Centro de Treinamento e eu fiz a dívida.”

A chance de se evitar a reprovação de contas, apesar de um déficit de R$ 177 milhões em 2019, é o grupo de Paulo Garcia aliar-se ainda mais com a gestão de Andrés Sanchez.

Há quem imagine apoio do atual presidente à candidatura de Garcia à presidência, uma troca para evitar a derrota nos conselhos deliberativo e fiscal.

Outra hipótese cogitada nos bastidores é que Andrés indique Duílio Monteiro Alves, mas internamente aproxime-se de Garcia.

De qualquer maneira, o último episódio da disputa política marcou uma vitória expressiva do grupo de Mario Gobbi, ao conquistar a recomendação para que as contas sejam rejeitadas.

“Vamos limpar isso”, diz o presidente do título mundial.

A maior crítica da oposição à atual gestão corintiana é a falta de profissionais nos setores estratégicos e privilégios para escolhas políticas.

Gobbi diz que ainda estuda qual será o diretor de futebol, mas já definiu que haverá profissionais do mercado no marketing e promete desenvolver projetos para que a Arena Corinthians seja administrada dentro de seu potencial, para que deixe de ser despesa e passe a ser lucrativa.

As eleições acontecerão em novembro.

Até lá, o Corinthians se manterá em ebulição.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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