Árbitro do Campeonato Brasileiro da Série B viajou para apitar Ponte Preta-SP X América-MG e soube de teste positivo dentro do avião.
Denis Serafim está hospedado em São Paulo, em quarentena.
Assistente Maxwell Rocha da Silva viajou junto e participou do jogo.
O adiamento de Goiás-GO X São Paulo-GO por dez jogadores com testes positivos para Covid é o maior símbolo do Brasileirão sob risco.
Mas não é nem sequer o maior dos problemas.
O árbitro Denis Serafim estava escalado para Ponte Preta-SP X América-MG, no Canindé, no último sábado, junto com o assistente Maxwell Rocha Silva.
Juntos, os dois trabalharam na decisão do Campeonato Alagoano, CSA-AL 0 X 1 CRB-AL, na quarta-feira (5).
Foi o jogo ao qual se seguiram os testes positivos de nove atletas do CSA-AL.
Por causa da testagem, o clube alagoano enfrentou o Guarani-SP, no sábado (8), pela Série B, com oito reservas.
Diferente dos atletas, o árbitro Denis Serafim viajou para São Paulo junto com seu assistente, Maxwell Rocha Silva.
Ao chegar a Brasília, dentro do avião e durante a conexão, Denis Serafim foi avisado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de que seu teste posterior à finalíssima do Alagoano tinha resultado positivo.
“Eu estava no avião e segui a viagem para São Paulo, porque o avião estava quase decolando”, disse o árbitro.
Serafim está em quarentena no Hotel Nobilis, na rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo.
Foi substituído na escala de Ponte Preta-SP X América-MG por Paulo Renato Coelho (Rio de Janeiro), mas o assistente Maxwell Rocha Silva participou normalmente do trio de arbitragem.
Depois da partida, retornou de avião para Maceió.
Denis Serafim recebeu a informação da comissão de arbitragem da CBF de que deve ficar em quarentena, dentro do hotel, até quinta-feira (13).
Depois disso, fará novo teste, para saber se estará apto ou não a retornar para Alagoas e sua atividade normal.
A CBF entende que os problemas das testagens se devem exclusivamente à terceirização dos laboratórios.
O plano é liberar que os clubes visitantes façam testes em laboratórios não conveniados ao Hospital Albert Einstein, para agilizar o processo.
Os mandantes continuarão fazendo testes no Einstein.
Ou seja, uma vez por semana haverá a segurança da testagem do maior hospital da América Latina.
Ocorre que até agora o Einstein não está imune aos erros, como já mostraram os episódios de Bragantino-SP X Corinthians-SP e Goiás-GO X São Paulo-SP.
A ideia é prosseguir o Campeonato Brasileiro a partir de quarta-feira (12).
Pode ser impossível.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





