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PLANEJAMENTO FINANCEIRO. FAIR PLAY. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL. CBF.
Análise

Atraso de planejamento

Covid atrasa início de ‘Fair Play’ no Brasil.

Crise coloca contas das equipes em um caso de exceção.

Entre o fim de agosto e o início de setembro, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) começará a distribuir aos clubes a avaliação sobre os dados financeiros de cada equipe para o enquadramento no projeto de ‘Fair Play Financeiro’, uma iniciativa anunciada pela entidade no ano passado.

O plano da confederação era aplicar o sistema aos poucos, ao longo dos próximos quatro anos.

Mas, em 2020, houve o Covid-19.

Quem explicou a situação à Máquina do Esporte foi o sócio da BDO Carlos Aragaki.

O executivo participou ativamente da montagem do projeto com a CBF, e a BDO foi a responsável por criar a plataforma usada pelos clubes para padronizar e organizar os dados.

Mas, neste ano, as avaliações serão comprometidas.

“Na Europa, eles deram uma segurada no Fair Play por conta do Covid, que impactou fortemente a receita de todos os clubes. Então eu penso que, no Brasil, 2020 também está condenado. Os clubes estão sem bilheteria e muitos patrocinadores saíram. Só agora tem chegado receita de transmissão”, afirmou o executivo.

Esse atrasado teve como consequência até a entrega dos balanços financeiros dos clubes. Originalmente, a avaliação da CBF deveria sair mais cedo, para que os clubes possam se organizar durante a temporada e não repetir os erros.

O plano da CBF era usar o primeiro ano para passar a avaliação aos clubes, e posteriormente ter medidas mais efetivas, algo que terá que esperar mais tempo, provavelmente apenas na terceira temporada do projeto.

“Em condições normais, o segundo ano já seria de pressão maior. Mas com o Covid, os clubes perderam muita receita. Ainda assim, acho que é uma evolução. Em 2021 e 2022, essas receitas voltam, e então a punição já pode ser aplicada”, complementou Aragaki.

O Fair Play Financeiro aplicado pela CBF é inspirado no europeu, que tem sido usado pela UEFA (União das Associações Europeias de Futebol).

Na base de avaliação da entidade, estão dados como endividamento, debita e liquidez.

Conforme anda a sustentabilidade do clube, a confederação dá uma nota à gestão da equipe.

A ideia é encaminhar os clubes brasileiros a projetos financeiramente mais responsáveis.

Caso a equipe não se enquadre nas medidas e não consiga deixar as contas mais saudáveis, ela passa a ser punida.

Essa medida pode ser uma simples advertência ou chegar a casos mais extremos, com punições esportivas.

A equipe pode, por exemplo, perder uma vaga para a Taça Libertadores da América.

Reportagem: Maquinadoesporte.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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