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Análise

Atletas Paralímpicos pedem apoio por meio de financiamento coletivo

Pelo canal “Esporte Adaptado em Ação”, que está no site da Kickante, é possível contribuir e ajudar esses profissionais a participarem dos Jogos Paralímpicos Rio 2016

O Brasil é um país que respira futebol. Essa cultura de viver de apenas uma modalidade acaba condenando atletas de outros esportes. Esportistas vivem, basicamente, de patrocínios. Quem patrocina, espera ter sua marca exposta. Se cultuamos apenas um esporte, quem investiria em atletas “marginalizados” pela cultura brasileira? Esta é a grande dificuldade vivida pela maior parte dos desportistas em nosso país. As modalidades paralímpicas não são exceção.

Para ajudar a equacionar esse problema, está no ar o canal Esporte Adaptado em Ação, na plataforma de financiamento coletivo Kickante, onde é possível contribuir com as campanhas de atletas que buscam apoio para participarem das Paralimpíadas Rio 2016. O intuito é contribuir para que os atletas consigam participar de outras provas até a competição no ano que vem, para ganharem mais experiência.

Uma das campanhas é a da atleta Rosinha Santos, referência no meio paraolímpico e única atleta a conseguir duas medalhas de ouro com recorde mundial no arremesso de peso e lançamento de disco nas Paralimpíadas de Sydney, está buscando contribuições para patrocinar sua rotina de treinos até a competição no Rio, que será sua última paralimpíada disputada. A meta é arrecadar R$ 50.000,00.

“Esta campanha de crowdfunding surgiu da necessidade de precisar competir fora e não ter patrocínio. Esta demanda se deve porque com essas competições no exterior eu posso estar mais perto das minhas adversárias e conhecê-las melhor. E, consequentemente, melhorar a minha marca, que tenho treinado sempre para superar”, comenta Rosinha.

Já Mari Almeida, atleta de vela profissional adaptada, está buscando conseguir R$ 15.000,00  para participar da clínica de formação prática no Campeonato Mundial de Vela Adaptada, em Melbourne, na Austrália, que acontece em novembro. “Preciso de condições para adquirir o equipamento, como roupas, coletes salva-vidas, luvas e roupas adequadas para os treinos e competições. Geralmente as competições acontecem fora do Brasil e os lugares que frequentamos são de temperatura muito baixa. Precisamos criar a possibilidade de treinos fora do Brasil, com vários outros barcos que são os melhores do mundo e aprender com eles, criando assim uma possibilidade real de medalha em 2016”, explica.

As duas campanhas encerram no dia 15 de setembro. Segundo Tahiana D’Egmont, CEO da Kickante, é importante que as pessoas contribuam e ajudem esses atletas a chegarem aos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. “Esses atletas têm muita garra e dedicação ao esporte e por muitas vezes são eles próprios que bancam as viagens e treinos, sem patrocínio algum. A Kickante abriu o canal para que esses profissionais tenham a oportunidade de arrecadar fundos para competir no ano que vem”, completa. DÉgmont afirma que a própria empresa identificou a possibilidade de ajudar os atletas.

Para saber mais, basta acessar o canal: http://esporteadaptado.kickante.com.br/. Os interessados podem contribuir com valores a partir de R$10.

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