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CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A DE 2020. PRIMEIRA FASE. DÉCIMA SEXTA RODADA. RED BULL BRAGANTINO-SP. FLAMENGO-RJ.
Análise

Asas cortadas

Flamengo empata com Red Bull Bragantino no Maracanã e desperdiça chance de ser líder isolado do Brasileiro.

Equipe sente o desgaste pelas duas partidas em 48 horas e não consegue superar o vice lanterna no Maracanã.

Claudinho, com um golaço, e Lincoln, decretaram o 1 a 1.

Faltou perna, faltou criatividade, faltou gol.

O Flamengo desperdiçou a chance de assumir a liderança do Brasileirão e apenas empatou com o vice lanterna Red Bull Bragantino nesta quinta-feira (15), no Maracanã, pela décima sexta rodada.

Apenas 48 horas depois de vencer o Goiás, Dome poupou peças, tentou dar fôlego, mas o time sentiu o desgaste e tropeçou diante de um adversário bem arrumado.

Claudinho abriu o placar com um golaço e Lincoln empatou de cabeça.

O Flamengo perdeu a oportunidade de assumir a ponta isolada na tabela e chegou aos mesmos 31 pontos de Atlético-MG e Internacional.

Nos critérios de desempate, porém, a equipe de Dome está em terceiro: o Galo, mesmo com um jogo a menos, tem uma vitória a mais (10 a 9), enquanto o Colorado leva a melhor no saldo de gols (13 a 7).

Domingo (18), o compromisso é contra o Corinthians, às 16 horas (horário de Brasília), na Neoquímica Arena, pela décima sétima rodada.

Já o Bragantino foi aos 13 pontos, mas segue na vice lanterna.

Também domingo (18), às 20h30 (horário de Brasília), recebe o Sport, no Nabi Abi Chedid.

A estratégia era até óbvia, e o Red Bull Bragantino a executou bem: diante de um adversário que voltava a jogar depois de 48 horas, seria inteligente acelerar o jogo e apostar no cansaço do Flamengo.

E foi assim que os visitantes levaram mais perigo ao gol de Hugo nos 45 minutos iniciais.

Com marcação alta e boas jogadas de lado do campo, especialmente com Claudinho, o time paulista não teve posse de bola, mas teve espaço para ser perigoso.

Já o Flamengo, sem a velocidade de Bruno Henrique pelos lados, centralizava a jogada e não conseguia transformar o domínio territorial em boas jogadas. Mais um primeiro tempo ruim.

O Bragantino repetiu a correria no início do segundo tempo e abriu o placar no primeiro minuto.

Claudinho tabelou com Ytalo, aproveitou os espaços deixados por Thuler e Léo Pereira e marcou um golaço.

Foi a senha para o jogo se tornar ataque contra defesa.

O Flamengo se mandou para o ataque, mas faltava perna e criatividade.

O abuso das jogadas aéreas facilitava as ações da defesa.

Até que Lincoln aproveitou vacilo de Cleiton.

A virada de bola de Renê para Isla abriu a defesa paulista, o chileno cruzou, o goleiro deu rebote e Lincoln empatou.

A esta altura, Bruno Henrique já estava em campo e o Flamengo tentava usar mais os lados do campo para pressionar.

Não deu muito certo.

A equipe até teve domínio territorial, usou o também poupado Gérson no final, mas não conseguiu repetir o roteiro da partida contra o Goiás no final.

Com dois jogos em 48 horas, Domènec Torrent tentou ajustar a escalação do Flamengo e deixou Gérson e Bruno Henrique no banco.

Ainda assim, foi visível o desgaste da equipe no decorrer dos 90 minutos.

Everton Ribeiro e Isla, que jogaram por Brasil e Chile nas eliminatórias, não tiveram a mesma intensidade, e Pedro foi substituído no intervalo.

O calendário apertado acabou fazendo a diferença na busca pela liderança.

O tropeço do Flamengo no Maracanã apresentou um filme repetido das últimas quatro partidas.

Contra Athletico-PR, Sport, Vasco e Goiás, o time não foi bem no primeiro tempo, mas conseguiu correr atrás do resultado na etapa final.

Dessa vez, com o desgaste e um Bragantino bem arrumado pela frente, não deu certo e ficou a frustração da chance desperdiçada de alcançar a liderança.

Claudinho foi um dos melhores jogadores em campo.

Craque da Série B de 2019, o atacante foi de longe o mais perigoso da partida, abusando da velocidade e sempre muito objetivo.

Foi recompensado com um golaço no início do segundo tempo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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