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SPORT-PE. COPA DO BRASIL DE 2008.
Análise

Arrecadação do Sport

Após arrecadar mais de R$ 100 mil em bilheterias online, Sport prevê campanha para jogos sem público.

Ideia do Rubro-negro é oferecer contrapartida a torcedores que aderirem à iniciativa, uma vez que ingressos solidários têm sido alternativa em meio às quedas de receita.

Precisando retomar o fluxo de caixa em meio à paralisação do futebol, o Sport encontrou alternativa financeira nas bilheterias virtuais.

Um projeto, inclusive, que o Rubro-negro pretende dar continuidade, principalmente após arrecadar mais de R$ 100 mil em sete eventos neste período.

Agora, à medida que os clubes retomam os treinos presenciais, o departamento de marketing organiza uma nova campanha.

Dessa vez, para a volta aos jogos, ainda sem público.

De acordo com o vice-presidente de marketing do Leão, Diogo Noronha, a ideia é oferecer ao torcedor uma contrapartida além do ingresso comprado.

“É mais amplo do que somente os ingressos. São muitas ações envolvidas com os jogos. É tentar compensar a falta de público e renda nos estádios, oferecendo algo que compense para quem vai comprar.”

Ainda segundo o dirigente, que preferiu não dar detalhes sobre o projeto, o plano do Rubro-negro é lançar a nova campanha assim que houver uma definição quanto às datas dos jogos.

Atualmente, não há previsão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou Federação Pernambucana para a volta das competições.

A Copa do Nordeste, por sua vez, aprovou uma proposta para sede única junto aos clubes, que será encaminhada à CBF, e começa a se organizar para viabilizar a disputa.

Mas avançar depende, também, da liberação das autoridades sanitárias.

Em Pernambuco, o plano do Governo do Estado prevê, na segunda etapa da volta dos clubes, os jogos sem torcida.

E mesmo quando a presença do público estiver liberada, a previsão das autoridades, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, é que isso aconteça de forma gradual.

“A volta da torcida não será como estamos acostumados. Será numa quantidade reduzida. Dentro de um controle”, disse, após divulgar o plano de retomada.

Assim, o Sport busca alternativas.

Afinal, as bilheterias físicas representaram, em sete jogos como mandante nesta temporada, mais de R$ 300 mil líquido ao Leão.

O valor corresponde aproximadamente à atual folha administrativa do clube, que sofreu um corte de 40% no mês passado, segundo o presidente Milton Bivar.

Com os ingressos solidários, a final da Copa do Brasil de 2008 foi responsável por arrecadar sozinha R$ 50.314,80.

Na ocasião, foram 3.543 tíquetes virtuais vendidos, para o duelo transmitido novamente pela Globo.

O montante, vale ressaltar, representa a segunda maior renda líquida do clube no ano.

Atrás apenas do clássico com o Santa Cruz, pela Copa do Nordeste, quando lucrou R$ 180.364,51.

Desde o início da temporada, uma das apostas do Leão tem sido na torcida.

Nos primeiros meses, seja com descontos na anuidade de sócio ou com os ingressos solidários, o clube se deparou com a baixa adesão dos rubro-negros.

Há um mês, no entanto, compraram a ideia e fizeram da campanha uma rota alternativa para gerar receita em meio à pandemia causada pela Covid-19.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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