Esquema de Jogo

Colunas, entrevistas, análises e tudo sobre o esporte!

Análise

Arnaldo Cezar Coelho – Tecnologia no futebol

2010 foi um ano muito agitado. Ano de TCC é sempre assim. Brigas, nervosismo e muita dor de cabeça durante meses. Ainda bem que a Revista Fora de Campo valeu uma nota dez a Diego Renan, José Rodolfo, Talita Pereira e a mim. Publicarei agora uma entrevista ping-pong com Arnaldo Cézar Coelho sobre o uso de tecnologia no futebol.

A regra é clara

Você é a favor ou contra a entrada da tecnologia do futebol? Por quê?

Depende. Em alguns casos sou a favor, enquanto outros, eu sou contra. Sou a favor do chip na bola em algumas competições, como por exemplo, na Copa do Mundo que é uma competição curta e com bastante visibilidade.

Em quais circunstâncias você é contra?

Sou contra o uso da televisão para analisar alguns lances interpretativos, como por exemplo, o impedimento.

Impedimento é considerado lance interpretativo?

Em muitas situações o impedimento requer interpretação. Muitas vezes a bola é passada para um atleta que está em situação de impedimento, mas ele não está participando da jogada. Quem vai determinar esse tipo de lance é a interpretação do árbitro, algo totalmente subjetivo e que a televisão não poderia ajudar.

Acredita que a FIFA pretenda implantar algum tipo de tecnologia em curto prazo?

Acredito que não. O que ela deveria fazer é melhorar o treinamento dos árbitros, assim falhas primárias não aconteceriam e não precisaria cogitar o uso da tecnologia. Por exemplo, na própria Copa do Mundo no jogo entre Inglaterra e Alemanha. Chute do Lampard, bola bate no travessão e cai dentro do gol. O chip na bola poderia auxiliar nesse lance, mas foi um erro primário do árbitro. Só ele não viu que a bola entrou, enquanto o árbitro reserva e os assistentes viram.

Se essas determinadas ações cogitadas forem implantadas, acredita que vai desvalorizar o trabalho do árbitro ou apenas ajudar?

Nada. Só vai ajudar. Futebol não é matemática, não é robotizado. Ele requer pensar, interpretar e isso só vai melhorar com a melhora na qualidade dos árbitros.

E sobre as tentativas mais recentes para auxiliar o árbitro? Como por exemplo, o spray para demarcar a barreira e a possibilidade de aumentar o número de árbitros?

Acho interessante a idéia de colocar dois assistentes no lado dos gols para determinar se a bola entrou ou não, desde que a decisão deles tenha valor. O que tentaram fazer foi colocar dois “vigias” do lado do gol, ou seja, a marcação deles não tinha valor. O spray foi um caso claro da falta de preparo dos árbitros. Se a regra diz que a barreira não pode andar, então o árbitro tem que punir os jogadores que se adiantarem independente do spray. Nesse ritmo começa com spray para marcar a barreira e depois vai ser spray de pimenta para o cara não desrespeitar as regras.

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confirme que você não é um robô. *